quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Henrique Pousão

Henrique César de Araújo Pousão
(01-01-1859/25-03-1884)


Nasceu em Vila Viçosa, no dia 1 de Janeiro de 1859, fruto da União matrimonial de Francisco Augusto Nunes Pousão, bacharel em Direito, com Maria Teresa Alves de Araújo. De entre os seus antepassados familiares contam-se alguns pintores: o seu avô materno, Caetano Alves de Araújo, autor de um óleo sobre tela existente na capela do Santíssimo Sacramento da Igreja de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, intitulado “Instituição do Santíssimo Sacramento”, o seu bisavô paterno, António Pousão, cujos trabalhos pictóricos mais assinaláveis podem ser vistos no Convento de São Paulo da Serra de Ossa, no Redondo. Em 1863, muda-se com os pais para Elvas, onde cursa a escola primária. Em 1869, executa um desenho, “Retrato da Prima”, que revela bem os traços promissores de um artista em potência. Em 1871, Pousão e os seus pais mudam-se para Barcelos, aí ficam por alguns meses e, depois, deslocam-se para o Porto.
Em 1872, com 13 anos de idade, inicia os estudos na Academia de Belas Artes do Porto, após aprendizagem feita com o pintor António José da Costa.
Em 1873 conquista os seus primeiros prémios artísticos, na disciplina de Desenho Histórico. Em 1880 termina o seu curso de pintura e, nesse ano, concorre e consegue uma bolsa no estrangeiro. Segue para Paris, por um ano, com passagem por Madrid e pelo Museu do Prado. Em Paris, durante o ano de 1881, estuda nos ateliers de pintura de Yvon e de Cabanel. Trabalha até à exaustão e adoece com uma forte constipação, que degenera em tuberculose. A procura de melhor clima para o seu restabelecimento físico leva-o a Puy-de-Dome, a Marselha e, por fim, a Itália onde, depois de Turim e Pisa, permanece em Roma.
No verão de 1882, desloca-se à ilha de Capri onde, extasiado pela luz mediterrânica, pinta a suas melhores obras, diversas paisagens e o conhecido óleo “Casa das Persianas Azuis”.
No final do verão de 1883 regressa a Portugal percorrendo a costa mediterrânica e a 15 de Novembro chega a Vila Viçosa.
Em 1884 pinta as suas últimas obras: “Aspecto da casa do primo Matroco”, onde faleceu, “Rosas num Copo”, pintado para ser oferecido ao seu médico Dr. Couto Jardim e outras de tema floral, destinados a ser oferecidos ao seu primo Matroco.
Entre 20 e 27 de Março de 1884, Henrique Pousão morre vítima de tuberculose pulmonar.
Fonte: Câmara Municipal de Vila Viçosa


Um dos primeiros desenhos com apenas 8 anos de idade







Nú Feminino (académia)
Desenho de lápis s/ papel
59,5 x 43,5 cm








Retrato - Lápis s/ papel 1879

 Casas Brancas de Capri- Óleo s/tela 1882


 Cecília - Óleo s/ tela - 82,3 x 57,2 cm - Roma 1882

 De volta (inacabado) Óleo s/ tela 14,5 x 13,5 - (não datado)

 Janela das Persianas Azuis (II) - Óleo s/ madeira
28,5 x 25 cm - (não assinado e não datado)

 Senhora vestida de preto
Óleo s/ madeira - 28,3 x 18,4 cm 1882

 Saint Sauves

Fontes:
Livro  HENRIQUE POUSÃO de António Rodrigues - Edições INAPA - Colecção Pintores Portugueses

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Luís Dourdil





Pintor e desenhador autodidacta português, Luís César Pena Dourdil nasceu no dia 8 de Novembro de 1914, em Coimbra, e faleceu no dia 29 de Setembro de 1989, em Lisboa.





Orquestração de subtileza

Luís Dourdil é um criador. Pintor figurativo abstractizante é um dos grandes nomes da actual pintura portuguesa contemporânea.

A pintura de Luís Dourdil, que tenho acompanhado de perto nos dois últimos anos, incluindo os sucessivos encontros que com ele mantive no seu “universo” O ATELIER, permite-me abordar, em linhas gerais, o percurso humanitário e artístico do pintor.

O encontro no “atelier” dá para percerber o homem e o artista.

Na parede, extracto e memórias de toda uma vivência.

Não é fácil, hoje em dia, entrarmos no campo em que a sensibilidade representa o melhor juiz.

Luís Dourdil apresenta-se como um homem jovial, cheio de vitalidade e discreto.

A sua visão do mundo recorta-se de forma íntima, concentra-se sobre os objectos e os seres para os projectar no espaço. É o tempo da meditação. É o tempo do silêncio.

Tempo em que o pintor pensa o que deve pensar, isto é: o que deve ver. Fiel às formas que descobre e que o absorvem, a sua obra pictória é uma suave orquestração de subtileza, embora não enconda o vigor do seu carácter. Ele vai buscar ao quotidiano as cenas que guarda religiosamente no seu íntimo.

O seu olhar persegue o mundo das coisas, dos objectos, dos corpos.

Depois, transmite nas telas a dinâmica interna e surda das formas.

Pintura eminentemente sociológica onde se vêem destroços humanos; jovens em poses de um convívio de amor, jardins invisíveis; pessoas sem rostos viajando no metropolitano, etc. São as mensagens em torno do homem anónimo.

Luís Dourdil é um pintor cheio de defesas, fiel a si próprio e aos seus ideais.

Vejo-o a olhar a tela. Hesita. Medita. Pintar lentamente é, para Luís Dourdil, a consolidação da essencialidade, pelo sentido e medida que tem do seu silêncio e como tenta preencher os vazios do mundo.

O trabalho das tintas moldadas por um tratamento abstratizante expande-se em manchas, em toques, em planos e breves contrastes, na conjungação discreta mas sólida do mundo já visto e indiscutivelmente de novo dado a ver como facto redescoberto.

Conjugando um saber e uma experiência com problemas que acompanham o homem desde que ele tem consciência de ser, a sua pintura dos últimos anos, posiciona-se juntamente na confluência de dois vectores: a imagem e a forma.

Os esquemas compositivos que na sua simplicidade, ou incluem um espaço noutro espaço, ou se dispõem em planos.

É na adolescência que Luís Dourdil inicia o seu trajecto plástico, sobretudo no desenho. Até aos 30 anos o desenho é a sua matriz – núcleo imaginativo das coisas e dos seres. A sua temática abrange as gentes anónimas do meio urbano, gentes da ribeira, gentes de Alfama, trabalhadores a preto e branco.

Os bairros de Lisboa são objecto da sua pintura que se prende às sombras, aos grupos de trabalho ou à deambulação desempregada, nunca se fixa no recorte pitoresco. O mundo dos humanos constitui o seu apelo.

Nos anos 40, visita várias cidades da Europa e a sua visão emerge, plena de síntese, de acordo coma sua própria concepção plástica.

Nos anos 50, época da maturidade, o pintor capta, definitivamente, os alicerces estruturais e estéticos do seu edifício plástico.

A suavidade da cor, as sombras, as névoas, as geometrias cénicas.

É o tempo dos silêncios falantes!

In O Século, 2 Fev.1989


Dourdil dialogava constantemente com os s/quadros, num processo que ele descrevia da seguinte forma: “Preciso de parar constantemente de pintar para poder proporcionar e receber as sugestões que o quadro me vai dando à medida que nele avanço”.

Atravessando quase todo o século XX, é bastante vasta a galeria das obras de Luis Dourdil que regista uma vida inteira dedicada ao desenho e à pintura, expressão plástica que o artista definiu como: “Uma tela não está pintada por estar toda “tintada”, está, sim, quando, compositivamente, as formas nela definidas pela cor pelo desenho se harmonizam entre si e exprimem o que o pintor nos quis comunicar”.

Sobre a obra deste pintor, escreveu Rui Mário Gonçalves: “Nos seus quadros ricos de transparência, sente-se uma passagem perfeita dos primeiros aos últimos planos, e atinge-se o acordo entre a figura humana e a envolvência atmosférica numa harmonia tão íntima num equilíbrio tão justo, que deixa de ser necessário o contorno que individualiza a figura, para que seja amortecido o rigor do contacto entre o sólido e o fluído”.

Também Raul Rego o caracterizou: “Era uma sensibilidade extraordinária, o Luís Dourdil; e como essa sensibilidade se aliava a grandes conhecimentos de arte e ao domínio inteiro da técnica, em particular do desenho, o Dourdil tinha todas as condições para ter sido um nome de primeiro plano na Arte Portuguesa do nosso tempo. O seu desenho tem uma leveza e, ao mesmo tempo, uma força que marcam a personalidade do artista”.

Em 1935, surgiu pela 1ª vez na Exposição de Arte Moderna, organizada pela revista de Cultura e Arte “Momento”.

Entre 1944 e 2000, a sua obra pôde ser apreciada de norte a sul do País em exposições olectivas.

Em 2001 a obra do pintor foi divulgada numa exposição de carácter retrospectivo, no Palácio Galveias, organizada pela Câmara Municipal de Lisboa, de forma a enriquecer a possibilidade dos Lisboetas apreciarem o conjunto de obras que lhes falam dos seres e da cidade.

A obra pública deste artista também está exposta em Lisboa através da pintura de murais e de painéis de grandes dimensões de que são exemplo: o painel a carvão (30m2) no hall das antigas instalações das Companhias Reunidas de Gás e Electricidade, na Rua do Crucifixo (1942);

o mural de 25m2 no hall do Laboratório Sanitas, na Rua D. João V
(actualmente no Museu da Farmácia/ANF) (1945);

a decoração mural (esgrafito de 16m2), do Foyer de honra do Cinema Império (1952);

a pintura mural de 48m2 do Café Império (1955),

bem como a do Restaurante panorâmico do Monsanto (50m2), datada de 1967.

Este autor de uma pintura de fundo lírico, ocupou também cargos directivos ao ser eleito, em 1957, membro da Direcção da Sociedade Nacional de Belas Artes, cargo que exerceu até 1963 e em 1964 foi membro do Conselho Técnico desta Sociedade.

Ainda no ano de 1957 foi eleito pelos artistas portugueses concorrentes à Bienal de São Paulo, membro do Júri seleccionador das obras a enviar a esta Bienal, por intermédio do SNI e membro do Júri da Fundação Calouste Gulbenkian para aquisição de trabalhos na “1ª Exposição de Artes Plásticas”, organizada por esta Fundação.

Foi ainda, no ano de 1966, o criador do selo de correio comemorativo do 2º Centenário de Bocage, de cor verde, preto e azul e que esteve em circulação até 1973.

A morte de Luís Dourdil, ocorrida em 29 de Setembro de 1989 em Lisboa, é a perda do artista que faz indubitavelmente parte da história desta cidade e a Câmara Municipal de Lisboa presta-lhe homenagem através da atribuição do seu nome a um Largo da freguesia de Marvila, junto a outros pintores como Eduarda Lapa, Mário Botas, Severo Portela e Artur Bual.

Exposições lndividuais

1975 - Pintura e Desenho (primeira exposição de carácter retrospectivo), organizada pela ESBAL., Lisboa.

1982 - Galeria Diário de Notícias, Lisboa.

1986 - Galeria Bertrand, Lisboa e Porto.

1990 - Luís Dourdil Exposição/Homenagem, Galeria de Arte do Casino Estoril, Estoril.

1991 - Luís Dourdil Pintura e Desenho, Galeria 111, Lisboa.

2000 - Pintura e Desenho, Trem/Arco Galerias Municipais, Faro (11 Mar. - 07 Abr.).

2001 - Palácio Galveias, Lisboa (6 Abr. – 17 Jun.).

2002 - “O Lápis como Instrumento Soberano”, Galeria do Pátio, Casa da Cerca, Centro de Arte Contemporânea, Almada - A Geometria Sensível, Galeria dos Paços do Concelho, Tomar (Out-Dez.)

Fontes:
Luís Dourdil – Catálogo da - Exposição Pintura e Desenho, Palácio das Galveias - Lisboa, CML, 2001
Site da CML

Imagem de algumas das suas obras:



sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Barrancos












Na primeira imagem temos o Moinho da Pipa como era inicialmente, na segunda imagem temos o mesmo moinho depois de recuperado. Não faço nenhum comentário pois as imagens dizem tudo.
Deixo aqui mais uma foto duma igreja do Novo México onde talvez se tenham inspirado para fazer a reconstrução do moinho.
Novo México - Igreja

Barrancos


A árvore, que farta de ser árvore se transformou em arte

Barrancos


Estevas em flôr

Barrancos


Malhada junto ao Castelo de Noudar

Barrancos


Natureza morta


Melões - Óleo s/ tela - 40x50xcm - 2009

Natureza morta


Figos - Óleo s/ tela - 40x50 cm - 2009

Natureza morta


Natureza morta - Óleo s/ tela - 40x50 cm - 2009

Natureza morta


Natureza morta - Óleo s/ tela - 30x30 cm - 2009

natureza morta


Natureza morta - Acrílico s/ tela - 40x50 cm - 2008

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Sofonisba Anguissola

1532 – Nasce Sofonisba Anguissola em Cremona, Lombardia, Itália.


1546 – Estuda arte com Bernardino Campi.

1554 – Conhece Miguel Ângelo em Roma.

1559 – É nomeada pintora da corte por Filipe II de Espanha.

1570 – Casa com o nobre siciliano Don Fabrizio de Moncada, enviuvando em seguida.

1571 – Regressa a Cremona. Casa com o comandante de navio Orazio Lomellino e instala-se em Génova.

1625 – Morre em Palermo com 93 anos de idade.

Sofonisba Anguissola pertencia a uma família de sete irmãos – seis raparigas e um rapaz -, seu pai, um homem culto, mandou educar a família de acordo com os princípios humanistas do Renascimento. Daí que duas das suas filhas, Sofonisba e Elena, tenham estudado durante três anos com o famoso artista lombardo Bernardino Campi.
Graças às atitudes progressistas do pai de Anguissola e de Campi, tornou-se aceitável a Admissão de raparigas nos estúdios de pintores. Contudo, continuavam a não ser autorizadas a serem aprendizas na oficina e a trabalharem lado a lado com os homens. Esta circunstância limitava muito os temas que as mulheres podiam pintar – não podiam pintar pintar homens nus, por exemplo -, pelo que Anguissola encontrou o seu lugar na pintura de retratos.
Cedo chamou a atenção para a sua abordagem interactiva com um invulgar duplo retrato intitulado “Bernardino Campi Pintando Sofonisba Anguissola”
O talento de Anguissola tornou-a famosa em toda a Europa, pondo-a em contacto com Miguel Ângelo no início da carreira e com Van Dyck próximo do fim da vida.
Sofonisba Anguissola foi a primeira pintora a adquirir fama internacional de que se tem notícia. Notabilizou-se pela extensa série de retratos e auto-retratos que produziu.

Fontes: wikipedia
100 Grandes Artistas (livro do Círculo de Leitores)
Retrato de Filipe II de Espanha
por Sofonisba Anguissola

Bernardino Campi – Pintor Renascentista italiano (1522-1590

Fresco de Bernardino Campi

Fra Angelico

1387 - Nasce Fra Angelico, na aldeia de Vicchio di Mugello, Toscana, Itália, tendo sido batizado com o nome de Guido di Pietro Trosini.


1407 - Entra para o mosteiro dominicano de Fiesole, próximo de Florença, pelo que foi também conhecido como Giovanni da Fiesole e Fra Giovanni.(Fra igual a Frei em italiano).

1409-1914 - A política papal exila os monges para Foligno, na Úmbria.

1414-1418 - A peste leva-os para Cortona.

1419 - Regressa a Fiesole e toma o nome de Fra Giovani.

1433 - Recebe a encomenda para pintar o Tríptico das Fiandeiras.

1436-1445 - Trabalha nas pinturas murais do Convento de S. Marcos em Florença, por encomenda de Cosimo de Médicis.

1445 - É convidado pelo Papa Eugénio IV, para visitar Roma. Pinta o retrato de Carlos VII de França.

1447 - Começa a pintar os frescos da Capela de San Brizio em Orvieto.

1447-1449 - Vai para Roma com o seu aluno Gozzoli para pintar frescos dos Santos Estevão e Lourenço na Capela Nicolina do Vaticano.

1449-1452 - Regrassa a Fiesole onde é eleito prior.

1455 - Regressa a Roma onde morre a 18 de Fevereiro de 1455.

Desde muito cedo, Fra Angelico ganhou fama pela sua capacidade técnica em composição e cor e foi promovido a superintendente de uma activa oficina dentro da Ordem. O seu tíitulo religioso era Fra Giovani, mas os outros frades deram-lhe a alcunha de “Angelico” devido à sua piedade e ao belo trabalho que fazia. Tem fama de nunca ter alterado ou retocado as suas pinturas, acreditando firmemente que fazê-lo seria contra a vontade de Deus.

Ele viria a tornar-se, um dos mais significativos artistas renascentistas de Itália.

Em 1982 foi beatificado, pelo Papa João Paulo II, sendo agora oficialmente denominado Beato Fra Angelico.

Em 14 de novembro de 2006, foram encontrados mais dois retábulos pintados por Fra Angélico, que estavam desaparecidos há pelo menos 200 anos. Estas peças foram localizadas numa humilde residência inglesa, em Oxford.

Fontes: http://www.infoescola.com/
100 Grandes Artistas (livro do Circulo de Leitores)

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

René Magritte


René François-Gislain Magritte nasceu em Lessines, Bélgica, no dia 21 de Novembro de 1898, filho mais novo de Léopold Magritte.
Em 1912, sua mãe atirou-se ao rio Sambre morrendo afogada. Magritte estava presente quando o corpo da mãe foi retirado das águas. A família parte para Charleroi.
Em 1916, entra na Académie Royale des Beaux-Arts, em Bruxelas, onde estudou durante dois anos. Foi durante esse período que conheceu Georgette Berger, com quem se casou a 28 de Junho de 1922.
Trabalhou numa fábrica de papel, e foi artista gráfico, sobretudo desenhando motivos de papel de parede e desenhos publicitários.
É profundamente afectado pela obra " Le Chant d'Amour " de Giorgio de Chirico.
Em 1923 vende o seu primeiro quadro, um retrato da cantora Evelyne Brélia.
Em 1926, após um contrato com a Galerie la Centaure, na capital belga, faz da pintura a sua principal atividade. Nesse mesmo ano, Magritte produziu a sua primeira pintura surrealista, Le jockey perdu.
Em 1927 mudou-se para Paris, onde começou a envolver-se nas atividades do grupo surrealista, tornando-se grande amigo dos poetas André Breton e Paul Éluard e do pintor Marcel Duchamp. Neste mesmo ano faz a sua primeira exposição em Bruxelas na Galeria Centaure, onde expõe 61 dos seus trabalhos.
Quando a Galerie la Centaure fechou, Magritte voltou para Bruxelas. Permaneceu na cidade mesmo durante a ocupação alemã, na Segunda Guerra Mundial.
Em 1928 a 24 de Agosto o pai de Magritte morre.
Em 1929 vai a Espanha e instala-se na casa de Dali e Gala. Pinta a primeira versão do seu famoso quadro “La Trahison des Images”
Em 1937 Magritte pinta grandes telas para Edward James em Londres e discursa na London Gallery.
De 1943 a 1947 Magritte tenta um novo estilo de pintura, estilo solar ou Renoir.
Em 1948 Magritte mostra o seu novo estilo numa exposição na Galeria du Faubourg em Paris, mas devido ao espanto do público, abandona a nova forma de pintura.
O seu trabalho foi exposto em 1936 na cidade de Nova York, Estados Unidos, e em mais duas exposições retrospectivas nessa mesma cidade, uma no Museu de Arte Moderna, em 1965, e outra no Metropolitan Museum of Art, em 1992.
Em 1940 Magritte e a sua mulher mudam-se para Carcassonne, no sul de França.
Magritte é um dos mais importantes pintores do surrealismo.

Morreu de câncro a 15 de Agosto de 1967 e foi enterrado no Cemitério Schaarbeek, em Bruxelas.


Auto retrato de René Magritte
Delírio Surrealista o pensamento mágico
Veja a obra deste artista em http://www.magritte.be/

Almada Negreiros


Painéis da Gare Marítima da Rocha de Conde de Óbidos


O MENINO COM OLHOS DE GIGANTE

S. Tomé e Príncipe. O tenente de cavalaria António Lobo de Almada Negreiros é o administrador do Concelho de S.Tomé. Já fundou vários jornais e nunca deixou de se dedicar ao jornalismo. É um estudioso dos problemas coloniais. A mulher, Elvira Sobral, é natural de S.Tomé. Foi educada no Colégio das Ursulinas, em Coimbra. Vivem na Roça da Saudade. Local onde no dia 7 de Abril de 1893 vêem nascer o seu primogénito. Terá o nome de José Sobral de Almada Negreiros. Terão ainda outro filho de nome António. O lugar é ideal para uma infância tranquila. Porém em 1896 Elvira Sobral morre. As crianças são ainda muito pequenas. Ficarão algum tempo em S.Tomé.
Em 1900 António Almada Negreiros é nomeado para a exposição Universal de Paris. O Pavilhão das Colónias estará a seu cargo. Acabará por aí fixar residência voltando a casar.
Em Lisboa, os filhos estão agora em idade escolar. A educação das crianças fica a cargo dos Jesuítas, os quais têm uma herança de poder no ensino da aristocracia. Entram como alunos internos no Colégio de Campolide.
José de Almada Negreiros tem sete anos. Uns olhos grandes para ver o mundo. Aos doze anos dedica-se já às letras e ao desenho. A República e o O Mundo são títulos de jornais manuscritos em que ilustrações e textos são da sua autoria. Não é vulgar um menino ser usado assim.
Em Portugal as águas agitam-se. A política está em ebulição. Os partidos monárquicos não se entendem. Todos ambicionam o poder. Enquanto isto, os republicanos unem-se, movimentam-se. A 5 de Outubro de 1910, a Revolução. É a implantação da República. Muitos são perseguidos. Novas ideias adoptadas. Combate-se o passado. O anti-clericalismo grassa. Não tinha sido a Igreja o grande protector do poder? É preciso remodelar. Os Jesuítas são uma elite. A sua influência deve acabar. O Colégio de Campolide é extinto.
Almada vai para o Liceu de Coimbra. Não por muito tempo. Em 1911 ingressa na Escola Internacional em Lisboa. O sistema de ensino é diferente. Facilitam-lhe um espaço que serve de oficina. Aprende por conta própria.

"Eu sou o resultado consciente da minha própria experiência"

O movimento artístico português necessita de inovação. Os artistas plásticos continuam a satisfazer os gostos de uma sociedade burguesa. O naturalismo predomina na arte. Os impressionistas não têm repercussões em Portugal. É um país limitado. Almada sabe-o. Há que dizê-lo.
Em 1913 publica o primeiro desenho n’A Sátira - é necessário agitar a mentalidade artística portuguesa. No mesmo ano faz a primeira exposição individual. São cerca de 90 desenhos.
Fernando Pessoa escreve uma crítica à exposição. Quando Almada o aborda, responde-lhe que não percebe nada de arte... Nasce a amizade.
Entretanto Almada não pára. Colabora em várias publicações. Faz ilustrações. Escreve a primeira poesia. Desenha o primeiro cartaz. Junta-se com outros artistas.
Em 1915 sai o primeiro número da revista ORPHEU. Algum escândalo. Júlio Dantas deprecia o trabalho. Reacções à inovação. Critica a publicidade feita à revista. Afirma não haver justificação para o sucesso. Diz que os autores são pessoas sem juízo.
A 21 de Outubro do mesmo ano estreia-se a peça Soror Mariana. O autor é Júlio Dantas. Almada vai agora reagir. Publica o Manifesto Anti-Dantas e por extenso. O manifesto não é apenas contra Dantas. É uma reacção contra uma geração tradicionalista, uma sociedade burguesa, um país limitado.

"... Basta PUM Basta!

Uma geração, que consente deixar-se representar por um Dantas é uma geração que nunca o foi. É um coio d’indigentes, d’indignos e de cegos! É uma resma de charlatães e de vendidos, e só pode parir abaixo de zero! Abaixo a geração!

Morra o Dantas, morra! PIM!

No fim assina: POETA D' ORPHEU, FUTURISTA E TUDO.

A I Guerra Mundial assola a Europa. Muitos artistas portugueses regressam a Portugal: Amadeu Sousa Cardoso, Guilherme Santa Rita, Eduardo Viana, são alguns deles. Outros são refugiados: Sonia e Robert Delaunay.
O Manifesto causa impacto nos meios artísticos. Afinal há alguém que ousa contestar a cultura instituída. Alguém que ousa criticar a sociedade, o País. Não se pode ficar ausente. É necessário intervir. Unir esforços para que haja uma acção artística. Um movimento que cresça...
Amadeu decide sair do isolamento em Manhufe. Em 1916 faz duas exposições em Lisboa e Porto. Almada escreve no prefácio da exposição:

"Amadeu de Sousa Cardoso é o documento conciso da Raça Portuguesa do séc. XX".

É o modernismo da arte portuguesa. O movimento não pára: nas letras e nas artes. Portugal está no século XX. A transformação é uma necessidade. É preciso agitar, por vezes provocando. Almada fá-lo no Ultimatum Futurista às Gerações Portuguesas do séc. XX:

É preciso criar a Pátria Portuguesa do séc. XX

O Povo completo será aquele que tiver reunido no seu máximo todas as qualidades e todos os defeitos. Coragem Portugueses, só vos faltam as qualidades.


O PORTUGUÊS SEM MESTRE

Em 1918 morrem Amadeu e Santa Rita. Companheiros que se perdem...
Almada decide ir para Paris no ano seguinte. Não procura os mestres. Mas faz procuras. "Eu gosto de procurar sozinho para me encontrar com todos"
Vive numa mansarda na Rue de Notre Dame de Lorette. Para viver trabalha como dançarino de salão, bailarino numa boite, empregado de fábrica.
Regressa a Lisboa em 1920. Dedica-se essencialmente ao desenho. Faz capas de livros, cartazes, desenhos humorísticos. Escreve textos. Sempre a multiplicidade. Sempre a procura:
"Entrei numa livraria. Pus-me a contar os livros que há para ler e os anos que terei de vida. Não chegam, não duro nem para metade da livraria. Deve haver certamente outras maneira de se salvar uma pessoa, senão estarei perdido."

Nunca se perderá!

O café A Brasileira é o ponto de encontro de artistas. Possui um espaço que destina aos quadros de artistas. Em 1925 é a vez de Almada. Dois painéis são expostos. Num deles o auto-retrato, entre amigos. Almada também é pintor...
Em 1927 vai para Madrid. Colabora em várias publicações espanholas, Cronica, La Farsa entre outras. Escreve El Uno, tragédia de la Unidad - obra composta de duas peças que dedica à pintora Sarah Afonso. Há-de vir a ser sua mulher.
Ainda em Espanha colabora com arquitectos. Faz murais na Cidade Universitária de Madrid, nos cinemas Barceló e San Carlos e no Teatro Muñoz Seca. Estas duas últimas obras hão-de desaparecer durante a guerra.
Em Espanha, prenúncios de agitação. Melhor será regressar à Pátria.


O ARTISTA NO PAÍS

Portugal vive agora o início do Estado Novo. Salazar já está já no governo. A política do país é virada para o interior. Portugal cada vez mais longe da Europa. Aposta-se nas grandes obras públicas. Tudo deve ser útil e mostrar o prestígio do Estado.
Aposta-se sobretudo na escultura e na arquitectura. É aquilo que todos vêem. O povo ficará fascinado, a Pátria enaltecida, o Estado Novo representado.
António Ferro, um jornalista, é o grande divulgador destes ideais. Tudo deve ter "ordem e equilíbrio". O Governo apoia esta pequena abertura, controlando-a. É criado o SPN - Secretariado da Propaganda Nacional. São instituídos prémios nas várias áreas artísticas. Com estes meios o poder chama para junto si alguns artistas portugueses.
Em 1933 Almada elabora o cartaz para o SPN: Votai uma nova Constituição. É uma colaboração que se inicia. Não com subserviência. Não sem críticas. Mas colaboração...
No ano seguinte casa com Sarah Afonso. Mais tarde hão-de ter um filho: José. Almada pinta Maternidade.
Continua sem parar. Nunca abandona a multiplicidade. Conferências, cartazes, poesia, painéis, vitrais, selos. Num deles a frase de Salazar Tudo pela Nação. Os futuristas são afinal patriotas?
Em 1938 conclui os vitrais da Igreja de Nossa Senhora de Fátima. O público não aprecia. São demasiadas inovações para quem ainda está preso a tradições. É sempre difícil afrontar os dogmas religiosos. Almada não se incomoda.
No ano seguinte morre-lhe o pai em Paris. Há muito que o tempo marcara a distância.
Outros desassossegos em Lisboa. Grandes acontecimentos preparam-se para o ano seguinte: as comemorações da Fundação da Nacionalidade e o terceiro centenário da Restauração. É preciso mostrar a glória do passado, a força da Grei. Portanto, a exposição d'O Mundo Português, jardim zoológico dos escravos do Império.
Almada é encarregado de fazer os vitrais para o Pavilhão da Colonização. Da sua autoria são também os cartazes Duplo Centenário e Festas do Duplo Centenário.
Muitos acham estranha esta colaboração. Tanto mais que à Comissão executiva preside Júlio Dantas. É o vício de comer todos os dias... Em contrapartida, não se pode deixar de reconhecer um grande artista. O SPN sabe-o. Organizam-lhe uma exposição sobre os trinta anos de desenho. Depois será a atribuição do prémio Columbano pela sua tela Mulher. É o reconhecimento como Mestre.
O Estado continua com as grandes obras. Querem-se úteis e populares.

A escrita é, para Almada, uma forma de crítica:

"As construções do Estado multiplicam-se a olhos vistos, porém as paredes estão nuas como os seus muros, como um livro aberto sem nenhuma história para o povo ler e fixar."

Almada colabora também com arquitectos. Sobretudo com Pardal Monteiro. As Gares Marítimas, as Universidades, a Igreja de Nª. Senhora de Fátima. É através da pintura que se pode ler.
As Gares Marítimas de Alcântara e da Rocha são locais onde todos os dias passa o povo que trabalha. Os painéis devem mostram aquilo que ele faz, aquilo que sente. Por vezes o que sofre - a emigração e a saudade que fica. É a mistura do real e do lendário. A vida quotidiana e as lendas de gerações. As varinas de Lisboa e a Nau Catrineta. Coisas que a arraia-miúda conhece.


O MESTRE

Almada não pode parar. O trabalho é uma constante. Em todas as áreas se vê o Mestre. O azulejo e a tapeçaria merecem também a sua atenção. No final da década de 40 dedica ainda algum tempo ao desenho de figurinos para o bailado Mefisto Valsa.
O estudo é aquilo que Almada não deixa nunca de fazer. Com os seus textos, publicados ou não, Almada procura o conhecimento, o saber.
Em 50 publica "A chave diz: faltam duas tábuas e meia de pintura do todo na obra de Nuno Gonçalves". Há muito que o mestre vem estudando os painéis. Não deixará o tema. Faz propostas sobre a hipótese de uma nova reorganização do painel. Controvérsias para obra tão importante. Continua a provocar. Nunca deixará de o fazer até ao fim.
Em 54, o Restaurante Irmãos Unidos encomenda-lhe uma tela. Inicialmente a pintura chama-se Lendo Orpheu. É o retrato de Fernando Pessoa, uma certa forma de homenagem. Um dia a obra há-de ser leiloada e causar surpresas. Outras histórias.
Em 59 o SNI atribui-lhe o "Prémio Nacional das Artes". Galardão que não serve para calar o mestre. No mesmo ano Almada assina um protesto público pela nomeação de Eduardo Malta para Director do Museu de Arte Contemporânea. Nunca o Mestre será moldado. Continua a dizer o que pensa, mesmo que o poder não goste. É ainda o menino com olhos de gigante.
O Estado sabe que não convém hostilizar o Mestre. Tanto mais que Almada é um artista reconhecido, homenageado. Melhor será partilhar a opinião geral. Decidem nomeá-lo procurador à Câmara Corporativa na subsecção de Belas- Artes. No ano seguinte propõem-lhe, e aceita, o Grande Oficialato da Ordem de Santiago Espada.
Almada tem 75 anos. A vitalidade ainda perdura. Executa o painel Começar para o átrio da Fundação Calouste Gulbenkian e os frescos para a Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra.
Em 1970 o Retrato de Fernando Pessoa é leiloado. Almada assiste ao leilão. O preço atingido, 1300 contos, causa admiração. Nunca um pintor português conseguira tal proeza.
No mesmo ano assina o acordo para a publicação do primeiro volume das suas Obras Completas.
Em Junho dá entrada no Hospital de S. Luís dos Franceses.

No dia 15 morre. No mesmo quarto onde morrera Fernando Pessoa.

Em tempos Almada respondera a alguém:

"AS PESSOAS QUE EU MAIS ADMIRO SÃO AQUELAS QUE NUNCA ACABAM"

Nota: - Informação colhida no site http://www.vidaslusofonas.pt/

Uma das pintura de Almada Negreiros

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Juan Gris


Retrato de Pablo Picasso por Juan Gris

Juan Gris (Pintor espanhol) nasceu a 23 de Março de 1887 em Madri e morreu a 11 de Maio de 1927 em Boulogne-sur-Seine, França.


Seu nome de nascimento era José Victoriano Gonzáles Pérez.

Apesar de ter falecido jovem, Juan Gris representa o expoente máximo do cubismo sintético.

Iniciou a sua formação ingressando na Real Academia de Belas-Artes de São Fernando. Após este período tornou-se aluno do pintor José Moreno Carbonero, começando também a ilustrar algumas revistas modernistas de poesia da época.

No ano de 1906, mudou-se para Paris, a "cidade-luz", centro mundial das artes. Ali conhece artistas como Guillaume Apollinaire, André Salmon, Max Jacob e, o que mais o marcou e influenciou, Pablo Picasso. Através deste último, conhece também Georges Braque.

Em 1911, apresentou as suas primeiras obras cubistas, que, pela vontade de geometrização das formas patenteada, pela multiplicação dos pontos de vista e pela incorporação de elementos tipográficos, se distanciaram tanto do estilo de Picasso como do de Braque.

Em 1912, passou, finalmente, a integrar o movimento cubista, tornando-se assim, conhecido em todo o mundo. Celebrou também, a sua primeira exposição individual, realizada na Galeria Sagot.

Continuou a expôr nas melhores galerias de arte, até 1927, ano em que faleceu, com 40 anos de idade.


Juan Gris - Natureza morta

Mais obras deste artista em www.ricci-arte.biz/pt/Juan-Gris.htm

Georges Braque


Maison de L'Estaque

Georges Braque nasceu em Argenteuil-sur-Seine, França a 13 de Maio de 1882, e morreu em Paris a 31 de Agosto de 1963 com 81 anos de idade.

Georges Braque era filho e neto de pintores. Foi criado em Le Havre e, ali, estudou na École des Beaux-Arts de 1897 a 1899. Mudou-se para Paris e estudou com um mestre decorador em 1901.
Inicialmente o seu estilo era impressionista. Entre 1902 e 1904, foi aluno da Academie Humbert, também em Paris.
Em 1907, depois de alguns meses em Antuérpia, participou na exposição do Salão dos Independentes (Paris), apresentando obras próximas do fauvismo.
Fez a sua primeira exposição individual em 1908. No ano seguinte, trabalhou com Picasso no desenvolvimento do cubismo.
Em 1911, casou-se com Marcelle Lapré. Em 1912, Braque e Picasso começaram a incorporar nas suas pinturas a técnica da colagem. A parceria duraria até 1914, quando começou a Primeira Guerra Mundial e Braque partiu para a frente de batalha, onde foi ferido em combate em 1915.
Após a guerra, a obra de Braque foi adquirindo liberdade, tornando-se menos esquemática. Em 1922, expôs no Salão de Outono (Paris), o que lhe rendeu fama. Fez ainda a cenografia para dois "ballets" de Sergei Diaghilev.
Em 1930, comprou uma casa de campo em Varengeville, na Normandia, onde passou a morar boa parte do tempo
Em 1933, Braque realizou a primeira retrospectiva de peso, num museu da Basileia (Suíça). Quatro anos depois, ganhou o primeiro prêmio na mostra Carnegie International, em Pittsburgh (EUA).
Durante a Segunda Guerra Mundial, recolheu-se a Varengeville e trabalhou com litogravura, gravura em metal e escultura.
A partir do fim da década de 1940, pintou pássaros e paisagens. Em 1954, desenhou os vitrais da igreja de Varengeville e, em 1958, participou da Bienal de Veneza, que lhe dedicou uma sala especial.
Nos últimos anos de vida, mesmo com problemas de saúde, Georges Braque continuou actuante, dedicando-se à pintura, à litografia e à joalheria.

Braque definiu assim o seu trabalho: "Amo a regra que corrige a emoção. Amo a emoção que corrige a regra".

Juntamente com Pablo Picasso, Georges Braque inventou o cubismo, revolucionando a pintura.