domingo, 16 de maio de 2010

Berthe Morisot

1841-1896

 
Berthe Morisot, por Edouard Manet

Berthe Morisot foi uma pintora francesa, nascida no seio de uma família da alta burguesia, a 14 de Janeiro de 1841 em Bourges, França.
Berthe Morisot era neta do pintor Jean-Honoré Fragonard e foi a principal figura feminina do movimento Impressionista.
Nesta época as mulheres artistas eram olhadas com severidade, especialmente as do estrato social de Morisot. O professor avisou a mãe de Berthe e de Edma (sua irmã) «Elas irão ser pintoras; compreende o que isto significa? No vosso meio social elevado, isto será uma revolução, quase que diria uma catástrofe».
Berthe rompeu com as convenções e tornou-se uma artista de sucesso.
Em 1868, o amigo e também artista Henri Fantin-Latour apresentou Berthe Morisot a Édouard Manet. Os dois formaram uma amizade duradoura que muito influenciava o trabalho um do outro.
Em reconhecimento pelo seu trabalho, foi convidada por Degas a integrar o grupo dos impressionista
Em 1874 Berthe Morisot casou-se com o irmão de Manet, Eugène, e, em 1881-1883, construíram uma casa em Paris, que se tornou um lugar de encontros semanais para pintores e escritores
Morre de pneumonia a 2 de Março de 1895 em Paris.
"A Leitura"
A mãe e a irmã de Berthe, pintado por Berthe Morisot

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sábado, 15 de maio de 2010

Giuseppe Arcimboldo









GIUSEPPE ARCIMBOLDO

1527 - 1593










Giuseppe Arcimboldo, nasce em 1527 em Milão, filho de Biagio Arcimboldo (pintor) e de Chiara Parisi.
Em 1949 a 24 de Dezembro os registos das oficinas da Catedral de Milão mencionam o nome de Arcimboldo, como um dos ajudantes de seu pai.
Em 1558 Arcimbolo termina o seu trabalho na Catedral de Milão e faz esboços para vitrais destinados à Catedral de Como.
Em 1562 Arcimboldo muda-se para Viena, onde se torna o pintor favorito da corte. É designado retratista oficial da corte e copista, realizando simultaneamente vários cenários para o teatro imperial. (Praga era no século XVI, principalmente por causa de Rodolfo II, um dos maiores centros culturais da Europa, de intensa e diversa actividade cultural e científica).
Em 1580 Rudolfo II atribui um título de nobreza à família de Arcimboldo.
Em 1587 depois de passar 26 anos nas Cortes de Viena e Praga Arcimboldo volta para Milão. Em reconhecimento dos seus serviços, o artista recebe do Imperador 1500 florins
Em 1593 a 11 de Julho Giuseppe Srcimboldo morre em Milão, com cerca de 66 anos, devido a “retenção de urina e pedras nos rins”.

Giuseppe Arcimboldo, não foi só estimado como um pintor conhecedor da arte, e organizador de grandes torneios e eventos culturais, mas também como cientista e engenheiro.

Embora muitíssimo famoso enquanto vivo, após a sua morte, depressa cai no esquecimento. Nos séculos XVII e XVIII quase não se lhe fez menção, e só em 1885 foi publicado um tratado por Dr. Carlo Casati, intitulado Giuseppe Arcimboldi, pittore milanese, em que o artista é principalmente, considerado pintor de retratos.

Fontes: ARCIMBOLDO, por Werner Kriegeskorte (TASCHEN)
            WIKIPEDIA

Para ver a vida e obra deste artista clique aqui

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Quinta Feira de Espiga


A Quinta-feira da Ascensão é uma festa religiosa católica. Há locais onde é mesmo um dia feriado. Celebra a ascensão de Jesus ao Céu, depois de ter sido crucificado e de ter ressuscitado.
Este dia (a Ascensão) ocorre cerca de quarenta dias depois da Páscoa, e é sempre a uma quinta-feira.
E, também, sempre nessa data, celebra-se o Dia da Espiga ou Quinta-feira da Espiga.

Cada elemento simboliza um desejo:
A espiga simboliza o pão, isto é, que nunca falte comida, que haja abundância.
As folhas de oliveira simbolizam a paz e a luz divina (a pomba da paz traz no bico um ramo de oliveira e antigamente as pessoas usavam o azeite nas lamparinas para iluminar as casas
As Flores (malmequeres, papoilas, etc.) simbolizam a alegria o ouro a prata e o amor.

O ramo é guardado ao longo de um ano, até ao Dia de Espiga do ano seguinte, pendurado algures dentro de casa.
Acredita-se que este costume, que surge mais no centro e sul de Portugal, nasceu de um antigo ritual cristão, que era uma bênção aos primeiros frutos.
No entanto, por ter tanta ligação com a Natureza, pensa-se que vem muito mais atrás no tempo, talvez de antigas tradições pagãs associadas às festas da deusa Flora que aconteciam por esta altura e as quais se mantém ligada à tradição dos Maios e das Maias.

Tamara de Lempicka






TAMARA DE LEMPICKA
Uma mulher livre, de beleza fria e desconcertante

1898-1980







Ambígua, evidentemente. Livre, sem dúvida. Uma lenda seguramente.

Tamara de Lempicka, la belle polonaise, a vedeta do período entre-guerras, reunia em si tudo aquilo que simboliza a época em que viveu. Ou melhor, o que caracteriza a elite da época, gente que frequentava o Ritz de Paris ou o “Grand Hôtel de Monte Carlo” e que nos tempos actuais integraria o chamado “jet-set”.
Ainda recentemente, em 1978, o “New York Times” se referia a ela como a “beldade de olhos de aço, a diva da era do automóvel”. Na verdade, o seu mais célebre quadro, a que deu o título de “Auto-retrato de Tamara no Bugatti Verde”, revela algo da relação que Tamara mantinha com as máquinas, fossem elas feitas de aço ou de carne e ossso.

Na verdade, Tamara nunca possuiu nenhum “Bugatti” verde, mas um simples Renault amarelo berrante! O que importa, afirmou certa vez a pintora, é que «A minha toilette condizia sempre com o carro, e o carro com o meu vestido».

Cronologia:
Em 1898, nasce Tamara Gorska, em Varsóvia, filha de pais abastados. O pai, Boris Gorski, é advogado de uma firma comercial francesa. A mãe, Malvina Gorska (Decler era o seu apelido de solteira), pertencia a uma família próspera e tinha sido educada no estrangeiro. Tamara tem um irmão mais velho, Stanczyk, e uma irmã mais nova, Adrienne. Tamara era uma menina dominadora e “senhora do seu nariz”, sempre a comandar todas as brincadeiras.
Em 1910 a mãe de Tamara encomenda um retrato da filha a um famoso pintor que trabalha a pastel. Tamara considera as sessões de pose um autêntico tormento e o resultado final insatisfatório. Convencida de que podia fazer melhor, obriga a irmã a posar para ela e pinta-lhe o retrato. Declara que gosta mais do seu trabalho do que o do pintor.
Em 1911, Tamara aborrece-se com os estudos. Finge adoecer e consegue que os pais a tirem da escola. Na companhia da avó, que a estraga com mimos por ser a neta preferida, viaja por Itália, onde descobre a sua paixão pela arte.
Em 1914, em protesto contra o segundo casamento da mãe, Tamara, que então frequentava uma escola em Lausanne, recusa-se a ir a casa nas férias grandes. Em vez disso, fica em casa da Tia Stefa, em Petrogrado. É a partir desse momento que resolve que um dia também ela virá a disfrutar da vida luxuosa com que toma contacto nessa altura. Tamara enamora-se de Tadeusz Lempicki, um jovem alto, moreno e bem parecido, advogado em Petrogado.
Em 1916, Tamara Gorska e Tadeusz Lempicki casam-se na Capela dos Cavaleiros de Malta, em Petrogrado.
Em 1917 e 1918, apesar das terríveis condições de vida impostas ao povo russo, os Lempickis continuam a levar uma vida de ostentação. Após a Revolução de Outubro, Tedeusz é preso pela Cheka (polícia secreta), em Dezembro de 1917. Tamara consegue a sua libertação recorrendo aos bons ofícios do cônsul sueco em Petrogrado. Tadeusz viaja com a mulher para Copenhaga. O tempo que passou na prisão tornam-no um homem quezilento e amargo.
1918-1923 – Tamara e Tadeusz emigram para Paris, cidade onde este último não consegue arranjar trabalho. Nasce a filha de Tamara, Kizette. Tamara recebe lições de pintura, sobretudo com o mestre André Lhote, com o objectivo de ganhar a vida com a venda das suas obras. Pinta naturezas mortas e retratos da filha Kizette e de uma vizinha, Ira.
A Galeria Colette Weill vende as suas primeiras obras, pondo-a em contacto com o “Salon dês Indépendants”, o “Salon d’Autonne” e o “Salon de Moins de Trente Ans”. O dinheiro que então ganha dá-lhe a possibilidade de viver luxuosamente. Viaja para o estrangeiro, ficando nos melhores hotéis e rodeia-se de escritores e artistas famosos.
Em 1925 faz a primeira ezposição de “Art Déco” em Paris. Tamara torna-se conhecida como artista da “Art Déco”,
Revistas americanas de moda, como a “Harper’s Bazzar, começam a reperar na pintora. Tamara e Kizette partem para Itália, a fim de estudar as obras-primas do classicismo. Castelbarco organiza a primeira exposição de Tamara em Itália. O Marquês Sommi Picenardi torna-se seu amante. Tamara conhece Gabriele d’Annunzio, na altura o mais conhecido novelista europeu, para além de dramaturgo e conquistador de mulheres, que mete na cabeça que Tamara será a sua próxima presa.
Em 1926 D’Annunzio encomenda a Tamara o seu retrato. A pintora instala-se na sua famosa “villa”, “Il Vittoriale” em Gardone, supostamente para pintar-lhe o retrato, embora o seu objectivo seja iniciar um caso com o escritor. Nem o retrato nem o romance se chegam a concretizar.
Em 1927 , o quadro “Kizette na Varanda” conquista um importante primeiro prémio na Exposição Internacional de Belas Artes , em Bordéus.
Em 1928 Tamara e Tadeusz divorciam-se depois da vida do casal se ter tornado insuportável. Neste mesmo ano, Tamara conhece o Barão Raoul Kuffner, coleccionador dos seus trabalhos. Em 1929, Tamara torna-se amante de Kuffner. Aluga um espaçoso apartamento na “Rue Méchain”, encarregando Mallet-Stevens da respectiva decoração e viaja para a América. É atribuída a medalha de bronze à obra “A Comunhão Solene de Kizette, na Exposição Internacional de Poznan, na Polónia.
Em 1933 o Barão Kuffner propõe casamento a Tamara, que ela aceita, seguindo os conselhos da mãe. Perante a crescente influência do nazismo na Europa, Tamara sente-se cada vez insegura. Ao longo da década de trinta convence o marido a vender a maior parte das propriedades na Hungria.
Em 1939 o casal inicia umas férias prolongadas na América. A galeria Paul Reinhart, de los Angeles, organiza uma exposição exclusivamente dedicada aos trabalhos de Tamara de Lempicka.
1941-1942, Kizette junta-se à mãe e ao padrasto na América. Exposição das obras de Tamara na galeria Julian Levy, de Nova Iorque, nas “Courvoiser Galleries”, de S. Francisco e no Instituto de Arte de Milwaukee.
O impacto da arte de Tamara começa no entanto a declinar.
Kizette casa com o geólogo texano Harold Foxhall, do qual tem duas filhas.
Em 1943 os Kuffners mudam-se para Nova Iorque.
Em 1960 Tamara procura aderir à Arte Abstracta e começa a trabalhar com espátula.
Em 1962 Raoul Kuffner morre vítima de ataque cardíaco.
Em 1963 Tamara transfere-se para Houston, para estar mais perto de Kizette, que a partir de agora gere os negócios da mãe. Tamara domina a vida familiar dos Foxhall.
Em 1973 a Galerie de Luxembourg de Paris organiza uma retrospectiva da obra de Lempicka.
Em 1974 Tamara muda-se para Cuernavaca, no México. Altera várias vezes o testamento com o objectivo de exercer o maior controlo possível sobre a família.
Em 1979 morre Harold Foxhall e Kizette muda-se para Cuernavaca a fim de cuidar da mãe, que entretanto adoecera gravemente.
Em 1980 a 18 de Março Tamara Lempicka morre durante o sono. Cumprindo os desejos da mãe, Kizette espalha as cinzas sobre a cratera de vulcão Popocatépetl.

A biografia de Tamara de Lempicka, não é propriamente rica em acontecimentos. Tal com Greta Garbo, com a qual chegou a relacionar-se, esta vedeta da pintura Art Déco, esforçou-se ao máximo para apagar as marcas do seu passado, deixando apenas escapar escassos elementos biográficos envoltos no mais misterioso silêncio. Surgindo do nada desembarca em Paris em 1923, dizia-se então, com apenas dezasseis anos de idade. Por essas contas, seríamos levados a concluir que Tamara teria nascido em 1906 ou 1907. No entanto, a artista afirmou em dada altura que teria casado pela primeira vez em 1916. Com dez anos de idade? Terá nascido em Varsóvia? Ninguém sabe ao certo. O que se sabe é que vinha da Rússia, fugindo à Revolução, na companhia do primeiro marido, um tal Lempicki.
Para uma emigrada, evidenciava uma mente completamente revolucionária, embora na linha de Maria Antonieta, que aconselhava aqueles que não tivessem pão a comer bolos.

A Bela Rafaela, 1927
Óleo sobre tela, 64 x 91 cm
Paris, colecção particular

As duas amigas, 1923
Óleo sobre tela, 130x 160 cm
Múseu de Arte Moderna, Genebra

Grupo de Quatro Nus, 1925
Óleo sobre tela 130,8 x 81 cm
Colecção particular

Adão e Eva, 1932
Óleo sobre telal, 118 x 74 cm
Museu de Arte Moderna, Genebra

Rapariga de Luvas, 1929
Óleo sobre tela, 53 x 39 cm
Museu Nacional de Arte Moderna, Paris

Fonte: Lempicka de Gilles Néret - da TASCHEN

sábado, 8 de maio de 2010

Rembrandt van Rijn







REMBRANDT VAN RIJN
1606 - 1669








A nítida empatia de Rembrandt van Rijn com a condição humana torna surpreendente o facto de este nunca ter viajado para fora da Holanda. Contudo, Lastman, o professor que mais o influenciou, esteve em Itália e observou a obra de Caravaggio. Lastman ensinou ao seu aluno a técnica do “chiaroscuro” (a criação de luz extrema e sombra) e Rembrandt rapidamente aprendeu a aplicá-la com uma perícia que poucos conseguiram igualar.
A vida pessoal do artista foi um catálogo de infortúnios. A sua primeira mulher, Saskia, e três dos seus filhos morreram prematuramente. Rembrandt, embora com êxito, não tinha cabeça para os negócios, possuindo gostos desastrosamente dispendiosos. Na sua falência, um inventário das suas obras de arte e antiguidades apresentava uma colecção que incluía Leonardo, Miguel Ângelo, Rafael, Holbein, Ticiano e Rubens; possuía também armazenadas, indumentárias exóticas, ornamentos e armaduras que utilizava como adereços nas suas pinturas.
Durante a sua longa carreira, Rembrandt dedicou-se ao desenho, gravura e pintura. Mais de duas mil das suas obras ainda existem actualmente e, embora talvez seja mais conhecido pelo retrato, especialmente o seu, os motivos vão de temas bíblicos e cenas do quotidiano, paisagens e nus. Em todos os géneros, reúne uma mistura de humores – presume-se que estudava a sua própria expressão no espelho – e um sentimento tão profundo que o tornam um dos mais estimados e apreciados entre todos os grandes artistas.
O Retrato da Jovem Saskia (1633)
Saskia poderá nunca ter usado este engraçado chapéu em público, pois Rembrandt pintava frequentemente o seu auto-retrato e sua família vestidos com indumentárias exóticas. O termo holandês “tronie” designa um tipo especial de imagem com o objectivo de ser uma personagem de estudo e não um retrato real.

Dados biográficos:
1606 – Nasce em Leiden, filho de um moleiro.
1624 – Estuda em Amesterdão sob a orientação de Lastman.
1625 – Abre um estúdio em Leiden.
1631 – Muda-se para Amesterdão, torna-se um retratista famoso. Inicia-se na gravura.
1634 – Casa-se com Saskia von Uylenburgh.
1635-1641 – Saskia dá à luz quatro crianças, só um filho, Titus, sobrevive.
1642 – Saskia morre. Pinta a Ronda da Noite.
1647 – Contrata Hendrickje Stoffels como governanta, mais tarde modelo e companheira.
1654 – Nasce Cornelia, filha de Rembrandt e Hendrickje. Pinta O Banho de Hendrickje.
1656 – Falência. Pinta A Leitura de Titus.
1663 – Morte de Hendrickje.
1668 – Morte de Titus.
1669 – Morte de Rembrandt em Amesterdão.

A lição de Anatomia
Óleo sobre tela 169,5 x 216,5 cm

A Ronda da Noite (1642)
Óleo sobre tela 363 x 437 cm
Rijksmuseum, Amesterdão

Fonte: 100 Grandes Artistas - Círculo de Leitores

Este quadro, talvez o mais conhecido de Rembrandt já foi inspiração para um livro de Agustina Bessa Luís com o mesmo título.

Sinopse do livro de Agustina Bessa Luís a" Ronda da Noite".
“Há muitas gerações que os Nabasco vivem sob a presença discreta e a posse de um quadro de grandes dimensões, uma cópia da famosa obra de Rembrandt, Ronda da Noite.
A sua interpretação está ainda hoje sujeita a controvérsia e a inúmeras vicissitudes, tal como sucedeu no seio dos Nabascos, com as hesitações de aquele seu quadro ter sido pintado também pelo próprio Rembrandt.
Agustina desfia ficcionalmente a história da família, os seus amores e dramas, as suas vivências, a par com a presença indelével das figuras pintadas na Ronda da Noite. O último dos Nabasco vive e morre obcecado com uma interpretação impossível para ele de realizar.”

e o filme de Peter Greenaway, também com o mesmo nome

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Jarro duplo

Na natureza, até as coisas anormais são belas
Há também dois estigmas, um que vemos na foto e outro pequenino, que ainda está a crescer.
Creio que é um caso raro, por isso deixo aqui estas fotos. Espero que gostem.

sábado, 1 de maio de 2010

Nastúrcios

 "Tropaeolum majus", geralmente chamados de nastúrcios, chagas, capuchinhas ou ainda "nasturtiums" em inglês, é uma planta trepadeira ou rastejante, de flores entre o vermelho, laranja e amarelo, que enfeita as encostas quentes e abrigadas, durante a primavera e verão.

Mas esta bonita planta, não é só agradável à vista, também pode ser usada, (tanto as folhas como as flores), nas saladas, carnes e massas. Tem um sabor entre o agrião o nabo e a mostarda, ou um pouco mais apimentado, o que a torna uma das flores mais utilizadas na culinária.
Fotos tiradas na Ribeira da Agualva - Cacém

terça-feira, 27 de abril de 2010

Francisco Vieira o PORTUENSE









FRANCISCO VIEIRA,
O PORTUENSE 1765 -1805








1765 – a 13 de Maio nasceu Francisco Vieira na cidade do Porto, filho de Domingos Francisco Vieira e sua mulher Maria Joaquina.
Os primeiros anos de existência de Francisco Vieira permanecem obscuros e provavelmente assim irão continuar.
Seu primeiro mestre foi o pai Domingos Francisco Vieira, que era droguista, e também pintor de paisagens.
1780 – a 17 de Fevereiro abre no Porto a Aula pública de Debuxo e Desenho. É provável que Vieira perto de completar os 15 anos de idade, tenha frequentado a Aula de Desenho, que começou a funcionar ali mesmo ao lado do local onde residia, junto à Porta do Olival. Nada foi encontrado que o pudéssemos confirmar. Veio a optar mais tarde pela frequência da Aula de Lisboa (1787) com o objectivo de, consideraram alguns, obter pensão régia.
A passagem de Vieira pela Aula de Lisboa foi curta pois antes de Agosto de 1789 já estava em Roma.
Taborda (1815) e Cyrillo (1823) afirmam claramente que Francisco Vieira foi para Roma graças ao apoio da Junta da Companhia das Vinhas do Alto Douro, com uma pensão de 300$000 reis.
Vieira recebe o 1º. Prémio de Desenho no concurso da Academia do Nu do Capitólio, em Roma. No certificado do júri do Concurso, que atribui o primeiro prémio a Vieira, são salientadas a qualidades de seu desenho.
Em 1790 a 22 de Setembro foi-lhe anunciado a atribuição da tão esperada pensão régia (que iria receber a partir do mês de Outubro).
Em 1792, Vieira regressa a Roma depois de uma viagem de 4 a 5 meses que o levou a Pegugia, Ancona, Pesaro, Fano, Lesi, Ferrara, Forli, Imola e talvez Ravena. A partida para esta viagem marca o fim de um período de aprendizagem artística limitado ao universo de Roma.
Em 1793, anuncia que vai para Parma, onde permanecerá alguns meses, não só para fazer grandes estudos de Corregio, como também para dar início ao quadro Medeia.
Em 1794, Francisco Vieira é eleito “Academico Professore di Pittura” da Academia de Belas Artes de Parma. A 23 de Setembro, Vieira anuncia que irá viajar para Piacensa e Cremona.
Em 1796 , Vieira viaja para Londres e dá a notícia do aumento da sua pensão, quase para o triplo do que já recebia.
Em 1798, na abertura da Exposição da “Royal Academy of Arts”, Vieira expõe três pinturas. Por indicação registada no Catálogo desta exposição, Vieira residia no nº. 40 da “Cumberland Place, Vew Road”. Ainda neste ano, Vieira apresenta ao amigo editor o projecto de publicar uma obra sobre Camões, informando-o de que estava já a delinear os quadros para ilustração de dez cantos dos Lusíadas. Vieira tenta associar esta sua proposta ao antigo projecto para uma edição dos Lusíadas.
Em 1799, a 9 de Junho, Vieira casa com Maria Fabbri, que segundo correspondência de Vieira, era bela, graciosa e falando na perfeição as principais línguas, pelo muito que tinha viajado pela Europa.
Em 1802 a 3 de Janeiro Vieira escreve do Porto a Rosaspina, (Francesco Rosaspina) onde declara ter chegado ao Porto há poucos dias, com a sua consorte, para dar abertura à Academia desta cidade, tendo deixado Londres justamente no passado mês do Outubro.
Em 1805 Viera adoece gravemente viaja para a Madeira a fim de se restabelecer, mas morre no Funchal a 2 de Maio, poucos dias de completar quarenta anos de idade.
Francisco Vieira foi o mais viajado artista português do seu tempo, tendo passado grande parte da sua carreira profissional fora do país. A necessidade da estadia no estrangeiro, sentida e algumas vezes cumprida por outro artistas seus contemporâneos, foi entendida por Vieira de um modo muito particular e com uma urgência que, na nossa era global de fácil e rápida comunicação, só poderemos entender no contexto da realidade sócio-política e cultural portuguesa dos finais do século XVIII.
E contudo, a duzentos anos de distância, o perfil de Francisco Vieira adquire contornos de actualidade que se vão definindo com a leitura de correspondência, a análise dos álbuns de desenhos, o estudo dos mestres que elegeu e dos artistas com que se cruzou e com quem trabalhou.
Hoje podemos apreciar o destino europeu que Vieira desejou para si, partilhando a consciência de uma cultura europeia comum, com artistas, filósofos e intelectuais da sua época.
Compreendemos porque se demorou numa Europa perigosamente agitada pela Revolução Francesa, mas que lhe proporcionava simultaneamente o convívio com grandes obras do passado, os mais importantes artistas contemporâneos, os mais esclarecidos mecenas.
Reconhecemo-nos na iniciativa pioneira da comunidade empresarial do Porto ao investir no talento do jovem, de cujas qualidades artísticas e humanas a cidade poderia vir a usufruir.
Como também sabemos avaliar o empenho de Vieira em conquistar um lugar na comunidade artística europeia diversificando as suas actividades nos meios social e culturalmente exigentes em que se movia, procurando encomendas, aceitando alunos, negociando em arte, promovendo projectos editoriais, estabelecendo parcerias capazes de se traduzirem não só em reconhecimento profissional como em indispensáveis benefícios materiais.

Estudos de figura
Album de desenhos 1782-1785
lápis 260 x 405 mm
Colecção Herdeiros de Alfredo Ayres de Gouveia Allen

Madona del Foligno, (cópia de Rafael)
Álbum de desenhos 1789-1793 (?)
Lápis 290 x 147 mm
Colecção do Museu Nacional de Arte Antiga - Lisboa

Igreja de Stª. Teresa em Caparolla (Viterbo)
Abum de desenhos 1789-1793 (?)
Lápis - 116 x 169 mm
Colecção do Museu Nacional de Arte Antiga - Lisboa

Lamentação (cópia de Rafael)
Álbum de desenhos 1792(?)
Lápis 195 x 267 mm
Colecção do Museu Nacional de Arte Antiga - Lisboa


Anunciação (cópia de Guercino)
Álbum de desenhor 1796 (?)
Lápis 183 x 223 mm
Colecção do Museu Nacional de Arte Antiga - Lisboa

Vista da Fortaleza de Ancona
Álbum de desenhos - Ancona 1796
Lápis - 116 x 185 mm
Colecção do Museu Nacional de Arte Antiga - Lisboa

1º. Prémio do concurso da Academia Capitolina do Nu, Roma
Desenho a lápis e cré sobre papel cinzento - 534 x 405 mm
Colecção da "Accademia Nazionale di San Luca" - Roma


Desenhos académicos


Desenhos Académicos


Desenho Académico - sanguínea e realços a branco
410 x 270 mm
Colecção da Casa Museu Teixeira Lopes - V.N.Gaia




Madonna de S. Jerónimo (cópia de Correggio)
1793-94 - Óleo sobre tela - 197 x 140 cm
Colecção particular


Cabeça de velho (assinada e datada (1793)
Óleo sobre tela - 44 x 31 cm
Colecção da "Galleria Nazionale" de Parma (oferta do autor)


Retrato do Bispo Adeodato Turchi - 1794-95 (?)
Óleo sobre tela - 43 x 35,4 cm
Colecção da "Galleria Nazionale" de Parma

Retrato de Francesco Martin Y Lopez
Óleo sobre tela 38 x 32 cm
Colecção da "Galleria Nazionale" de Parma

Retrato de Carolina Maria Teresa de Bourbon - 1794
Óleo sobre tela 70,5 x 56 cm
Colecção da "Galleria Nazionale" de Parma

Retrato de Maximiliano da Saxónia (D. Ludovico de Bourbon
Óleo sobre tela - 70 x 56 cm
Colecção da "galleria Nazionale" de Parma


Retrato da Duquesa Maria Amália de Parma - 1795
Óleo sobre tela - 100 x 78 cm
Colecção Manuel Antunes - Lisboa

Lição de pintura
Óleo sobre tela - 15,2 x 26,2 cm
Colecção particular

Cristo Crucificado (antes de 1793)
Óleo sobre tela 135 x 98,4 cm
Enviado de Itália para Portugal em 1796 como propriedade do autor, (colecção Allen)
Porto, Cânara Municipal - Museu Nacional Soares dos Reis

D. Filipa de Vilhena armando seus filhos cavaleiros
Assinada e dadata, Londres 1801
Óleo sobre tela - 150 x 212 cm
Colecção particular - Lisboa

Bonaparte - A Dissolução do Conselho dos Quinhentos
Gravura a água forte e buril - 500 x 665 mm
Biblioteca Geral da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto

Retrato de Francisco Vieira pintado por Angelika Kauffmann
Óleo sobre tela 94,5 x 80 cm
Bregenz, Vorarlberger Landesmuseum

Fonte: Catálogo da exposição temporária no Museu Soares dos Reis em 2001, o ano em que a cidade do Porto foi Capital Europeia da Cultura
Francisco Vieira ficou conhecido com “Vieira Portuense”, para ser distinguido de Francisco Vieira de Matos (1699-1783), conhecido por “Vieira Lusitano”.

Notícia do Público:Num acordo com o Ministério da Cultura (MC), um empresário português - que prefere manter o anonimato - comprou ontem num leilão em Paris o quadro Súplica de D. Inês de Castro, de Francisco Vieira, o Portuense (1765-1805), por 210 mil euros.
 

Cacho de uvas

Cacho de Uvas
Óleo sobre tela 50 x 40 cm - Ano 2009

domingo, 25 de abril de 2010

As cores da nossa Bandeira

"Abril para vivir abril para cantar
Abril flor de la vida al corazón
Abril para sentir abril para soñar
Abril la primavera amaneció"

(1ª. quadra da canção de Carlos Cano "Luna de Abril")

Clara Monte