quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Rubens






Peter Paul Rubens
1577-1640

Diplomata e genial pintor Flamengo








As circunstâncias do nascimento de Peter Paul Rubens foram mantidas secretas por sua mãe até para o próprio Rubens, a fim de esconder as infidelidades do pai com a mulher de Guilherme de Orange, (líder do movimento separatista), e o seu subsequente castigo e prisão em Siegen, na Alemanha, que o levou a abandonar Antuérpia católica, dominada por Espanha, onde Jan Rubens, pai de Rubens era também suspeito de ser calvinista. A família só voltou a Antuérpia após a morte de Jan Rubens em 1587.
Supõe-se que Rubens nasceu em Siegen em 1577.
Depois de lhe dar uma educação humanística em Colónia e Antuérpia, sua mãe, reconhecendo-lhe o talento para desenhar, conseguiu que fosse discípulo do seu parente Tobias Verhaecht, pintor de paisagens. Mais tarde, Rubens foi para a oficina de Adam van Noort, pintor da escola flamenga, onde foi companheiro de Jacob Jordaens. Passados quatro anos, deixou-o para ir para a oficina de Otto van Veen. Este novo mestre era um pintor muito culto e muito apreciado, pertencente à escola romanista, e era protegido pela aristocracia. Em 1598, antes de deixar o seu estúdio, Rubens foi admitido na Guilda dos Pintores de Antuérpia. Entretanto, ajudava Van Veen nas decorações para as cerimónias da entrada do arquiduque Alberto e da infanta Isabella em Bruxelas. Nessas festas deve o jovem pintor ter encontrado o seu futuro protector, Vincenzo Gonzaga, duque de Mântua.
Em 1600, Rubens foi para Itália. Em Veneza o colorido maravilhoso de Tiziano, Tintoretto e Veronese influenciaram para sempre o seu uso da cor. Foi enquanto Rubens estava no Norte de Itália que o duque de Mântua o contratou como pintor da sua corte. Nesta corte requintada, Rubens estudou a valiosíssima colecção de pinturas e esculturas antigas do duque, algumas das quais influenciaram muito o seu trabalho. As famosas cavalariças do duque e o seu jardim zoológico, com tigres, crocodilos e outros animais exóticos, causaram grande impressão em Rubens. Mais tarde, foram incorporados nas suas cenas de caça muitos desenhos destes animais.
Em 1603, o duque confiou a Rubens uma missão diplomática junto de Filipe III de Espanha. O seu contacto com os pintores e artistas de Madrid e arredores mais largou os seus horizontes, e enquanto lá permaneceu executou muitos retratos, entre os quais um retrato equestre do duque de Lerma.
Em 1601, e mais tarde em 1606, Rubens visitou Roma, onde encontrou um novo protector em Scipione Borghese, sobrinho do papa e futuro patrono do escultor Gian Lorenzo Bernini. Em Roma, executou um retábulo para a Igreja de S. Maria in Vallicella, A Virgem com Anjos. Não lhe agradou a primeira versão, que mais tarde foi colocada sobre o túmulo de sua mãe, em Antuérpia. A segunda versão, que está ainda na igreja para onde foi encomendada, está feita em três partes separadas. É interessante notar que o assunto principal, distribuído pelas três superfícies, está emocionalmente ligado, constituindo um todo, sendo um exemplo prematuro da continuidade de espaço que iria ter a sua culminância no mais puro estilo barroco.
Em 1608, tendo conhecimento de que sua mãe estava a morrer, Rubens partiu para Antuérpia. Ao chegar lá, foi quase imediatamente nomeado pintor da corte da infanta Isabella e do arquiduque Fernando. No ano seguinte, casou com Isabella Brandt, filha de um professor de Antuérpia. Uma das encomendas de Rubens no seu regresso a Antuéepia foi um retábulo para a catedral. Com o dinheiro que recebeu por esta obra mandou construir uma casa apalaçada, com oficinas e acomodações para o seunumerosíssimo grupo de discípulos. O desenho do edifício e dos jardins que o rodeavam fazem de algum modo lembrar o palácio de Mântua.
Nesta casa grandiosa, Rubens executou encomendas para toda a Europa, inclusivamente para o imperador sacro-romano Filipe III de Espanha, para Jaime I de Inglaterra e para o rei da Polónia. Conseguiu realixar uma enorme obra, organizando na sua oficina uma produção em linha. Dava primeiro aos discípulos um esboço, preliminar do trabalho feito em cores neutras, que eles iriam ampliar na tela, pintando depois as massas de cores. Depois, Rubens ia dar os toques finais, as cores e os pormenores de que só a sua mão inimitável era capaz. Também fez desenhos para gravuras de livros. Entre os seus discípulos contam-se Van Dyck, Jacob Jordaens e Frans Snyders. Também colaborou com o pintor de flores Jan Bruegel, o Velho.
Até 1620, dois estilos alternam no trabalho de Rubens: um, pictórico, derivado dos mestres italianos como Tiziano, Tintoretto e Veronese, e outro, mais clássico, que consistia numa composição elaborada de cores frias.
Em 1620, foi-lhe encomendada a decoração do tecto da igreja dos Jesuítas em Antuérpia, a qual, infelizmente, foi destruída por um incêndio um século mais tarde. Foi o primeiro tecto no Norte da Europa a ser decorado com telas sobrepostas segundo o estilo veneziano. Quinze anos mais tarde em Inglaterra, Rubens executou no mesmo estilo, para Carlos I, a decoração do tecto da sala de banquetes do Palácio de Whitehall, em Londres. Entretanto, fez várias visitas a Paris, a pedido de Maria de Medici, para quem executou grandes decorações no Palácio do Luxembourg.
Em 1626, Isabella Brandt morreu. Quatro anos mais tarde, Rubens casou pela segunda vez com Helena Fourment, jovem de dezasseis anos, filha de um rico mercador de sedas, a qual se tornou o tema e a inspiração dos seus últimos quadros mitológicos e o modelo de muitos dos seus retratos.
Rubens passou os últimos anos como um fidalgo da pequena nobreza nas terras do Castelo de Steen, em Elleweert. Apesar desse seu afastamento do mundo, recebeu encomendas como pintor e missões como diplomata até ao fim da sua vida, em 1640.
Fonte: Enciplopédia As Belas Artes - Grolier, Lda. 7ª Edição 1979







segunda-feira, 27 de setembro de 2010

John Singer Sargent






John Singer Sargent
1856-1925

Pintor cosmopolita de brilhantes retratos.





John Singer Sargent nasceu em Florença, Itália, em 1856, era filho de ricos americanos expatriados. Recebeu as suas primeiras lições de arte em Florença, mas depois a família viajou por toda a Europa durante alguns anos, acabando por fixar-se em Paris em 1874.
Numa viagem a Veneza, Sargent conheceu James Mcneill Whistler, que o encorajou a pintar. Inscreveu-se na Escola de Belas Artes de Paris, e entretanto, frequentou o estúdio de Carolus-Duran, pintor de pouca imaginação, mas tecnicamente hábil, muito exacto na organização formal dos seus temas. Sargent era precoce e tirou toda a vantagem desse ensino tão precioso. Em 1877, expôs um retrato no Salon de Paris, e em 1879 passou alguns meses em Espanha, do que resultou adoptar o rico colorido de Velázquez em contraste com fundos pálidos. Das obras dos artistas contemporâneos, as de Manet eram as que mais o atraíam.
O estilo de Sargent rapidamente atingiu maturidade. Os seus brilhantes retratos, tão cheios de virtuosismo que até pareciam fáceis, espelhavam os seus antecedentes cosmopolitas e uma fácil entrada na sociedade. Ganhou notoriedade no Salon de 1884 com o seu retrato de Madame Gautreau, beleza parisiense e dama da melhor sociedade. O público, o modelo, a sua família e os críticos, todos reagiram violentamente perante o quadro, condenando o decote como «chocante». Sargent ficou admirado e muito aborrecido.
No ano seguinte, partiu para Londres, onde viveu até ao fim da sua vida, e em 1887 provocou agradável sensação na Royal Academy com Cravo, Açucena, Açucena, Rosa, em que era evidente uma exótica influência japonesa.

Sargent, foi frequentemente à América, onde expôs pela primeira vez em Janeiro de 1888.
Em 1893, expôs nove quadros na Exposição Universal de Chicago, e em 1909 foi contratado para decorar uma sala da nova biblioteca pública de Boston. Os murais que aí pintou, quentes, ricos e monumentais, descreviam a história das religiões judaica e cristã, tendo sido objecto de infindável controvérsia.
A decoração que Sargent efectuou entre 1916 e 1925 na cúpula do Museu de Belas Artes de Boston foi de tipo muito diferente, leve e airosa.
O seu colorido tornou-se mais pálido nos últimos anos da sua vida, e, embora o seu pincel nunca tivesse perdido vivacidade e fluidez, a sua técnica tornou-se muito repetitiva, desaparecendo todo o sentido de renovação que anteriormente pudesse ter tido.

A partir de cerca de 1910, Sargent trabalhou muito em aguarela, produzindo paisagens cheias de luz vibrante e muito mais espontâneas que os retratos que fazia.
No entanto, o seu quadro mais importante talvez seja o Retrato de Robert Louis Stevenson. É uma obra tão invulgar que até o próprio escritor ficou perturbado. Este aparece num dos lados da tela, caminhando numa sala, enquanto ao fundo se abre um átrio e à direita se vê, de relance, a esposa com um fato índio.
Sargent morreu em Londres, em Abril de 1925, tendo sido considerado durante muitos anos um retratista da moda.


domingo, 26 de setembro de 2010

Salvator Rosa

Salvator Rosa (1615-1673)
Auto-retrato, 1645
Óleo sobre tela, 116,3 x 94 cm
National Gallery, Londres

Joos Van Craesbeeck

Joos Van Craesbeeck (1605?-1661?)
The Smoker, Auto retrato
Óleo sobre madeira, 41,5 x 32 cm
Museu do Louvre, Paris

sábado, 25 de setembro de 2010

Josefa de Óbidos
1630-1684
Josefa de Ayala Figueira nasceu em Fevereiro de 1630 em Sevilha, era filha de Baltazar Gomes Figueira, pintor português natural de Óbidos, que fora trabalhar para Sevilha, onde veio a desposar D. Catarina de Ayala Camacho Cabrera Romero, natural de Andaluzia. Josefa foi apadrinhada pelo pintor, Espanhol, Francisco Herrera, El Viejo
Em 1634, quando Josefa tinha apenas quatro anos de idade, os pais regressam a Portugal, estabelecendo-se na Quinta da Chapeleira, em Óbidos, quando a menina já tinha seis anos de idade. Ali Josefa foi educada, manifestando desde cedo, vocação para a pintura e para a gravura em metal, em lâminas de cobre e prata, num género denominado como pontinho.
Em 1653, aos 19 anos de idade, fez a gravura da edição dos Estatutos de Coimbra. Trabalhou em seguida como pintora para diversos conventos e igrejas. Na Capela do Noviciado do Convento de Varatojo havia uma excelente Nossa Senhora das Dores e, no coro, um Menino Jesus, quadros que lhe são atribuídos. Havia quadros seus no Mosteiro de Alcobaça, no Mosteiro da Batalha, no Mosteiro de São Jerónimo, em Évora, onde existe um Cordeiro engrinaldado de flores, que passa por ser um dos seus melhores trabalhos.
Foi especialista na pintura de flores, frutas e objectos inanimados. A influência exercida pelo barroco tornaram-na uma artista com interesses diversificados, tendo-se dedicado, além da pintura, à estampa, à gravura, à modelagem do barro, ao desenho de figurinos, de tecidos, de acessórios vários e a arranjos florais.
Como retratista da Família Real Portuguesa, destacam-se os seus retratos da rainha D. Maria Francisca Isabel de Sabóia, esposa de D. Pedro II, e de sua filha, a princesa D. Isabel, que foi noiva de Vítor Amadeu, duque de Sabóia, a quem esse retrato foi enviado.
A Academia de Belas Artes também possui um quadro de Josefa de Óbidos.
Tendo vivido quase sempre na Quinta da Chapeleira, a reputação que granjeou era de tal ordem que muitos dos que iam tornar banhos às Caldas da Rainha, se desviavam de seu caminho, para irem a Óbidos cumprimentá-la.
Josefa de Óbidos morreu em Óbidos a 22 de Julho de 1684.

Fonte: Wikipédia 
Ver biografia completa em

S. Francisco de Assis e Santa Clara
Adorando o Menino Jesus
1647, óleo sobre cobre, 25,5 x 34,5 cm
Colecção Particular, Lisboa, Portugal

Adoração dos Pastores, 1669
Óleo sobre tela, 150 x 184 cm
Museu Nacional de Arte Antiga

Anunciação, 1676
Óleo sobre tela, 107 x 88 cm
Museu Nacional de Arte Antiga

Calcário
Óleo sobre Madeira, 160 x 174 cm
Santa Casa da Misericórdia de Peniche

Cesta de Cerejas, Queijos e Barro
Óleo sobre tela, 50 x 110 cm
Colecção Particular

Cordeiro Pascal
Óleo sobre tela, 88 c 116 cm
Museu Regional de Évora

Santa Maria Madalena
Óleo sobre cobre, 22,8 x 18,4 cm
Museu Nacional Machado de Castro

Sandro Botticelli





Sandro Botticelli
1444/45-1510

Artista que introduziu o movimento na pintura e quebrou velhas tradições.





Alessandro di Mariano Filipepi, conhecido por Sandro Botticelli nasceu em Florença em 1444 ou 1445, e em 1470 era já pintor activo. A formação do seu estilo é bastante obscura. Como se sabe que esteve em estreito contacto com Filippino Lippi, cerca de 1472, é provavelmente correcta a tradicional convicção de ter sido discípulo do pai deste, Fra Filippo Lippi. Existe, por exemplo, um grupo de pinturas, A Adoração dos Reis Magos, que tanto pode ter sido feito por Botticelli, como por Filippino, não estando ainda esclarecido quem foi o seu autor.
A Adoração dos Reis Magos
Em 1470, Botticelli recebeu uma encomenda para fazer a figura alegórica da Coragem, agora nos Uffizi, obra que já apresenta traços do seu inconfundível estilo.
Coragem, 1470
Nos anos seguintes parece ter sofrido a influência das investigações anatómicas de Antonio Pollaiuolo. Os contornos precisos e as formas nitidamente definidas de Pollaiuolo estão em verdadeiro contraste com o estilo suave e delicado de Fra Filippo Lippi.
Cerca de 1475, Botticelli começou a aperfeiçoar o seu estilo próprio, no qual o movimento se exprime pelo traço e a linha é muito mais importante que o volume.
Durante a sua vida, Botticelli esteve ligado a três filosofias fundamentais. O cristianismo convencional, o ideais humanistas de Lorenzo de Médicis e o fanatismo de Girolamo Savonarola.
As suas primeiras obras são madonas ao estilo do cristianismo convencional. Contudo, a relação de Botteceli com estes ideais estabelecidos, sofreu um ajustamento radical quando conquistou a protecção do governante florentino Lorenzo de Médicis.
De Médicis advogava o humanismo através dos neoplatónicos, o grupo de eruditos que reunia à sua volta. O seu objectivo era harmonizar a filosofia clássica com o cristianismo, para chegar a uma visão inteiramente nova do universo; uma visão em que o paganismo fosse respeitado e a alegoria ensinasse as lições da vida.
Foi possivelmente cerca de 1478 que Botticelli pintou A Alegoria da Primavera, e em 1486 O Nascimento de Vénus. Estes dois quadros famosos têm sido relacionados com a família Médicis e os seus interesses humanistas. Ambos têm interpretações alegóricas extremamente complexas, com implicações cristãs, a despeito dos assuntos serem pagãos. Isto está de acordo com as ideias de Lourenço, o Magnífico, e da corte dos Médicis, embora não devam tratar-se de encomendas suas.
A Alegoria da Primavera
O Nascimento de Vénus

Em 1481 ou 1482, Botticelli foi um dos maiores artistas florentinos contratados para pintarem os frescos da Capela Sistina, no Vaticano. Estes foram dos menos felizes dos seus trabalhos, porque incluíram demasiadas personagens, e o seu género de colorido não era adequado aos frescos de grandes dimensões.
Na década de 1480, o seu estilo tornou-se mais confuso, e, após 1490, tudo mudou mais uma vez, no seguimento da morte de Lorenzo.
Girolamo Savonarola, o fanático vigário-geral dos dominicanos, chegou para recuperar Florença para Cristo. Savonarola instituiu as ignominiosas «Fogueiras das Vaidades» e Botticelli, agora um dos seus seguidores, obediente lançou vários dos seus próprios desenhos e pinturas às chamas. As restantes pinturas da sua carreira são visivelmente de tom mais sóbrio.
 Durante os últimos dez anos da sua vida, era evidente que Botticelli estava ultrapassado e afastado das ideias de Leonardo, Miguel Ângelo, Rafael e seus continuadores. É provável que os seus quadros intensamente melancólicos, como a Pietá que se encontra em Munique, tivessem sido pintados durante estes anos.
Sandro Botticelli, morreu em Florença em 1510.
Madona da Romã
A Natividade Mística

A Morte de Holofernes
Judite


Fonte: Enciclopédia das Belas Artes (Grolier, Lda.) 7ª. Edição 1979

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Eva Gonzalès








Eva Gonzalès
1849-1883








Eva Gonzalès pintora impressionista, nasce em Paris a 19 de Abril de 1849 e morre na mesma cidade a 5 de Maio de 1883.
Filha do  escritor espanhol naturalizado francês, Enmanuel Gonzalès,cresceu numa casa que era local de encontro para os críticos e escritores.
Começa a estudar pintura e desenho aos 16 anos com o retratista de sociedade Charles Chaplin, que dirigia um estúdio para as mulheres, e que também foi profesor de Mary Cassat. Mais tarde será discípula de Édouard Manet, em cujo estúdio será modelo e aluna. A influência de Manet na sua pintura é visível até 1872, depois o seu estilo torna-se mais pessoal.
Em 1879 casa-se com um dos irmãos do gravador Henri Guerard, desta relação, nasce em 1883, a sua filha Julie, e Eva Gonzales morre no parto, 5 dias depois da morte do seu mestre Manet.

Em 1885, uma retrospectiva de 88 trabalhos foi realizada nos Salões de La Vie Moderne. Embora o seu trabalho tenha sido aclamado por varios críticos de arte, a exposição não atraiu multidões, e poucos dos seus quadros foram vendidos no leilão realizado logo a seguir, no Drouet Hotel em Paris.
A morte inesperada de Eva Gonzalés, e a subsequente dispersão dos seus quadros em leilão, não nos deixam conhecer todas as suas obras.

Em Fevereiro de 2008 o Museu Schirn de Frankfort inaugurou uma exposição com a obra de Eva Gonzalès e outras três pintoras impresionistas, as francesas Berthe Morisot e Marie Bracquemond e a americana Mary Cassatt.
Sapatilhas, 1879-1880
O Camarote
Acordar
Chá da tarde no terraço
Mulher de branco
Rosas

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Mary Cassatt





Mary Cassat
1844-1926


Uma amiga de Degas que contribuiu para levar o impressionismo para os Estados Unidos.






Mary Cassat nasceu em Pittsburg, Pensilvânia, em 1844, filha de um abastado banqueiro americano. Frequentou a Academia da Pensilvânia e depois viajou pela Europa, onde visitou França, Itália, Espanha e Holanda, com o objectivo de estudar os velhos mestres. Por fim, em 1872, fixou-se em Paris. Começou por admirar a obra de Degas, que por seu turno, reparou numa pintura dela no Salon de Paris de 1874.
Mary Cassatt fora para Paris na intenção de estudar com o académico Charles Chaplin, mas os seus métodos convencionais de pintar eram contrários ao seu temperamento independente e ela sentia um desejo crescente de se libertar deles, desinteressando-se do Salon quando um quadro pintado por ela, rejeitado pelo júri do Salon em 1875, foi aceite no ano seguinte, depois do fundo ter sido escurecido, segundo as boas normas do gosto académico.
Em 1877 foi apresentada a Degas, que a convidou a apresentar-se nas exposições do grupo impressionista. Encantada, assim fez com regularidade, dedicando-se, a partir daí, a um tipo de pintura que sentia ser a expressão genuína dos seus interesses. Fez muitos estudos da vida contemporânea, de crianças, de interiores e de jardins.
Quando Degas se recusou a participar na sétima exposição impressionista, em 1882, Mary Cassatt seguiu-lhe o exemplo. Uma grande amizade foi crescendo entre os dois, para a qual contribuiu, sem dúvida, o passado social comum e gostos intelectuais semelhantes. Posou para vários quadros de Degas, nomeadamente para Na Modista de Chapéus, de 1882.
Modista de Chapéus, Degas (1882)

Mary Cassatt foi influenciada por Degas, e em certa medida, a sua temática continuou a dele. Todavia, de acordo com Degas e com muitos impressionistas, Mary Cassatt baseou o seu estilo, especialmente o do trabalho gráfico, em parte, nas gravuras japonesas em madeira. No entanto, Mary Cassatt nunca foi propriamente uma aluna de Degas. As suas obras tinham qualidades individuais, quer pelo traço, quer pelo sentido.
Mary Cassatt tentou incessantemente interessar os seus compatriotas americanos pelo impressionismo, comprando quadros para si própria, para a família e amigos, além de auxiliar o negociante de arte Durand-Ruel emprestando-lhe dinheiro.
A partir de 1912, padeceu, como Degas, de uma perda gradual de visão.
Em 14 de Junho de 1926 morreu em Château Beaufresne, nos arredores de Beauvais, em França.
Mulher de vestido encarnado com o filho ao colo
Óleo sobre tela, 68,6 x 51,4 cm
Brooklyn Museum

Five O'Clock Tea

Lilases à Janela

Dama sentada à mesa

Vida e Obra da artista em http://www.marycassatt.org/