quarta-feira, 23 de junho de 2010

Giovanna Garzoni

Giovanna Garzoni, um dos mais importantes artistas do sexo feminino na história italiana.
Giovanna Garzoni nasceu em Ascoli Piceno, Itália em 1600 e morreu em Roma em 1670. Numa altura em que a natureza-morta era considerada uma arte menor, ela conseguiu impor-se com os seus temas de frutas, verduras e flores, granjeando fama e o respeito dos pintores mais consagrados da sua época.

 

terça-feira, 22 de junho de 2010

Parmigianino

Parmigianino - Auto Retrato (1523)
Óleo sobre madeira, 24,4 cm diâmetro
Kunsthistorisches Museum, Vienna

Girolamo Francesco Maria Mazzola (Parma, 11 de Janeiro de 1503 - 24 de Agosto de 1540), mais conhecido por Parmigianino (que significa "pequeno parmesão")

domingo, 20 de junho de 2010

José Cruz Herrera



José Cruz Herrera

1890-1972

O Pintor mais medalhado
e homenageado de Espanha



José Cruz Herrera nasceu a 1de Outubro de 1890, em La Linea de la Concepcion , Cádiz. Desde muito pequeno deu mostras de grandes dotes para a pintura, e começou a fazer cópias de grandes obras clássicas, sendo Velázquez um dos seus pintores favoritos.
Cruz Herrera começou os seus estudos em La Linea, e continuou-os em Sevilha, mas muito cedo esta cidade ficou pequena para as aspirações do jovem pintor e os seus sonhos apontaram para a capital de Espanha. Para poder ir para Madrid, Cruz Herrera escreve uma carta a Dom Fernando de Villar, director do Fénix Agrícola, que não conhecia, e este, impressionado com tal atitude, contrata-o com um salário de duas pesetas diárias, além de lhe facilitar a continuação dos estudos na Escola Superior de Belas Artes. Em 1914 obtém uma bolsa para prosseguir os estudos em Paris e Roma.
Sempre que voltava a La Linea, aproveitava para continuar com a sua obra pictórica, realzando a beleza da mulher andaluza.
Em 1921 expõe 40 quadros no Salão do Círculo de Belas Artes de Madrid, assistindo à inauguração a Infanta Isabel de Borbón e Borbón, (conhecida como a chata). La Linea oferece-lhe uma emocionante homenagem pelos seus triunfos.
Em 1922 viajou para a América do Sul, visitando Montevideo e Buenos Aires.
Em 1926 na Exposição Nacional obtém o primeiro lugar com a obra “A oferenda da colheita”. Cruz Herrera ofereceu este prémio, igualmente como os anteriores, ao povo de La Linea. A Prefeitura outorga-lhe o título de Filho Ilustre, “Preclaro” e Predilecto da Cidade, e cria um prémio anual com o seu nome.
Expõe na Bélgica, Milão e Roma.
Em 1929 viajou para Marrocos, onde permaneceu por vários anos instalado em Casablanca. Ao mudar-se para Marrocos inicia-se uma nova etapa para o pintor, com uma pincelada bem mais solta, chegando em algumas paisagens marroquinas a ser tipicamente impressionista, sendo os seus quadros galardoados em numerosas ocasiões.
Regressou a Espanha ao finalizar a Guerra Civil.
José Cruz Herrera morre a 11 de Agosto de 1972 em Casablanca (Marrocos).

Em 1974, a Prefeitura de La Linea concede-lhe a título póstumo, a Medalha de Ouro da cidade.
Desnudo Acostado
Óleo sobre tela, 60 x 48 cm

Mis Marroc
Óleo sobre tela, 81 x 65 cm

Por Alegrias
Óleo sobre tela, 80 x 64 cm

Fonte: Museu Cruz Herrera (onde pode ver biografia e obra)

Hans Holbein The Younger

Hans Holbein The Younger (ver obra)
Pintor Alemão, nasceu em 1497/8 em Augsburgo (Alemanha) e morreu em 1543 em Londres (Inglaterra)
Auto Retrato, giz colorido sobre papel, 32 x 26 cm
Galeria Uffizi, Florença

sexta-feira, 18 de junho de 2010

José Ferraz de Almeida Júnior









Almeida Júnior
1850-1899







José Ferraz de Almeida Júnior nasceu no município de Itu, Brasil a 8 de Maio de 1850, e morreu em Piracicaba a 13 de Novembro de 1899. Foi um pintor e desenhista brasileiro da segunda metade do século XIX. Almeida Júnior destacou-se na sua cidade natal como artista precoce
A sua biografia é até hoje objecto de estudo, sendo de especial interesse as histórias e lendas relativas às circunstâncias que levaram ao seu assassinato. Almeida Júnior morreu apunhalado, vítima de um crime passional. O Dia do Artista Plástico brasileiro é comemorado a 8 de Maio, data de nascimento do pintor.
Em 1876, durante uma viagem ao interior paulista, o Imperador D. Pedro II, impressionado com o seu trabalho, ofereceu pessoalmente a Almeida Júnior o custeio de uma viagem à Europa, para aperfeiçoar os estudos. No ano seguinte, um decreto de 23 de Março da Mordomia da Casa Imperial abriu um crédito de 300 francos mensais para que o pintor fosse estudar em Roma ou Paris. Em 4 de Novembro de 1876, Almeida Júnior embarca no navio Panamá rumo a França, fixando residência no bairro parisiense de Montmartre.
Em 1884, o pintor recebe o título de Cavaleiro da Ordem da Rosa, concedido pelo governo imperial.
José Ferraz de Almeida Júnior morreu precocemente, aos 49 anos, em 13 de Novembro de 1899. Foi apunhalado em frente ao Hotel Central de Piracicaba, hoje já demolido, por José de Almeida Sampaio, seu primo e marido de Maria Laura do Amaral Gurgel, com quem o pintor manteve um relacionamento secreto por vários anos.
Caipira Picando Fumo

Descanso do modelo

Leitura

Pescando
Fonte: wikipedia
José Ferraz de Almeida Júnior é considerado o mais brasileiro dos pintores do século XIX. A sua obra aborda pela primeira vez na arte, uma temática regionalista e social. O trabalho de Almeida Júnior, juntamente com a obra  do Aleijadinho e de Tarsila, forma um triângulo que sustenta todo o ideal nacional de uma arte genuinamente brasileira.

veja mais obras deste artista em: pinacoteca.org.br

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Joos Van Cleve The Elder


Joos Van Cleve The Elder (1485-1540)
Auto-retrato (1519)
Óleo sobre tela - 38 x 27 cm
Museo Thyssen-Bornemisza, Madrid

domingo, 13 de junho de 2010

As Duas Annas Kostenko

Circula na net um PowerPoint, que tem levado muita gente ao engano.
Trata-se duma apresentação onde mostram as fotografias da fotógrafa Anna Kostenko, como se fossem pinturas da Artista com o mesmo nome Anna Kostenko.

Quanto à Anna Kostenko fotógrafa, aqui fica mais um link que nos leva à sua notável obra .

 Se puder acrescentar algo a esta informação, não hesite e deixe o seu comentário. Obrigada.

13 de Junho de 2005

Eugénio de Andrade

19-01-1923
13-06-2005

O poeta português mais lido e traduzido.
     
  
Conselho
Sê paciente; espera
que a palavra amadureça
e se desprenda como um fruto
ao passar o vento que a mereça.



É urgente o amor

É urgente o amor.
É urgente um barco no mar.
É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.

É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.

Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer.

Eugénio de Andrade, pseudónimo de José Fontinhas, nasceu no dia 19/01/1923 em Póvoa de Atalaia, concelho do Fundão, e faleceu no Porto no dia 13/06/2005. Viveu em Lisboa, onde frequentou a Escola Técnica Machado de Castro. Terminados os estudos liceais, cumpriu o serviço militar e entrou para o funcionalismo público como inspector dos Serviços Médico-Sociais (1947-1983).
Em 1950, é transferido para o Porto, onde fixa residência. Desde cedo se dedicou à poesia, alcançando grande notoriedade com livros como As Mãos e os Frutos (1948) e Os Amantes sem Dinheiro (1950). Traduziu vários poetas estrangeiros, de que se destacam Frederico García Lorca e Safo, e organizou várias antologias, sendo a mais conhecida a que dedicou ao Porto com o título Daqui Houve Nome Portugal (1968).
Em 1982, o Presidente da República conferiu-lhe o grau de Grande Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada.
Em 1989, ganhou o Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores pelo livro O Outro Nome da Terra. Nesse mesmo ano, recebeu o prémio Jean Malrieu para o melhor livro de poesia estrangeira publicado em França com a obra Blanc sur Blanc. Em 1990, é criada no Porto a Fundação Eugénio de Andrade.
Eugénio de Andrade,  morre a 13 de Junho de 2005 

Obras: As Mãos e os Frutos (1948), Os Amantes sem Dinheiro (1950), As Palavras Interditas (1951), Até Amanhã (1956), Coração do Dia (1958), Mar de Setembro (1961), Ostinato Rigore (1964), Antologia Breve (1972), Véspera de Água (1973), Limiar dos Pássaros (1976), Memória de Outro Rio (1978), Rosto Precário (1979), Matéria Solar (1980), Branco no Branco (1984), Aquela Nuvem e Outras (1986), Vertentes do Olhar (1987), O Outro Nome da Terra (1988), Poesia e Prosa (1940-1989) (obra completa, 1990), Rente ao Dizer (1992), À Sombra da Memória (1993), Ofício de Paciência (1994), Trocar de Rosa / Poemas e Fragmentos de Safo (1995), O Sal da Língua (1995).

13 de Junho de 2005



Álvaro Cunhal
10-11-2013
13-06-2005

Político, escritor, artista plástico, resistente e dirigente comunista



1913: Nasce a 10 de Novembro, em Coimbra, filho de Avelino Cunhal e Mercedes Ferreira Barreirinhas.
1931: Com 17 anos, Álvaro Cunhal adere ao PCP, através da Federação das Juventudes Comunistas.
1932: Participa na direcção da Associação Académica de Lisboa.
1934: É eleito para o Senado Universitário.
1935: Eleito para o Secretariado da Federação das Juventudes Comunistas.
1937: Cunhal é preso pela primeira vez, a 20 de Julho.
1939: É colocado a cumprir serviço militar na Companhia Disciplinar de Penamacor.
1940: É de novo preso.
1942: Cunhal adopta o pseudónimo de "Duarte".
1949: Prisão de Álvaro Cunhal numa casa clandestina no Luso.
1950: Cunhal julgado e condenado faz do processo uma afirmação política do comunismo.
1953: É transferido da Penitenciária de Lisboa para Peniche após ter estado doente.
1960: Cunhal foge de Peniche a 3 de Janeiro. Em Dezembro, nasce a sua filha Ana.
1961: Entre Fevereiro e Maio, Cunhal vive no Porto, junto ao Mercado do Bom Sucesso, com a mulher Isaura e a filha Ana. Eleito pelo Comité Central secretário-geral do PCP, passa a viver no estrangeiro.
1974: Revolução do 25 de Abril. Legalização do PCP. No dia 30 de Abril, Álvaro Cunhal regressa a Lisboa. É ministro sem pasta nos Governos Provisórios até 1975.
1975: Nas eleições para a Assembleia Constituinte, a 25 de Abril, Cunhal encabeça a lista do círculo de Lisboa.
1982: Torna-se membro do Conselho de Estado.
1985: Em Agosto, Cunhal publica O Partido com Paredes de Vidro.
1989: Álvaro Cunhal vai à URSS para ser operado a um aneurisma da aorta. Cunhal é recebido em Moscovo por Mikhail Gorbatchov e recebe a ordem Lenine.
1992: No XIV Congresso do PCP, Carlos Carvalhas é eleito secretário-geral, Álvaro Cunhal passa a presidente do Conselho Nacional do PCP.
1994: No Hotel Altis lança o romance Estrela de Seis Pontas e assume que é Manuel Tiago, pseudónimo literário com que assinou na clandestinidade o romance Até Amanhã, Camaradas e o conto Cinco Dias, Cinco Noites.
1996: XV Congresso do PCP. O Conselho Nacional é extinto. Cunhal passa a ter assento apenas no Comité Central.
1997: Cunhal lança um novo romance, A Casa de Eulália baseada na sua experiência na Guerra Civil de Espanha.
2000: Em Setembro, Cunhal é operado a um glaucoma, a operação corre mal e perde a visão do olho direito. A 8, 9 e 10 de Dezembro, o XVI Congresso realiza-se em Lisboa e, pela primeira vez desde o 25 de Abril, Cunhal está ausente de uma reunião magna por motivos de saúde.
2001: Cunhal reaparece em público para votar nas eleições presidenciais de 14 de Janeiro. Depois de votar, declara aos jornalistas: "Estou nitidamente melhor."
2004: Nas eleições europeias, a 13 de Junho, Álvaro Cunhal, pela primeira vez em 30 anos de democracia, não vota.
2005: O Comité Central noticia a morte de Álvaro Cunhal, às 5h e 54, do dia 13 de Junho.
Os desenhos conhecidos de Álvaro Cunhal são os "Desenhos da Prisão", publicados em álbum, em Dezembro de 1975, pela Editorial Avante!. Esta publicação foi uma iniciativa do PCP e teve como objectivo a recolha de fundos.
Os desenhos são feitos a lápis sobre papel e foram executados entre 1951 e 1959, numa cela da Penitenciária de Lisboa, onde passou oito anos em total isolamento, e no Forte de Peniche, de onde se evadiu em Janeiro de 1960.
Durante cerca de dois anos (1949-1951) não teve acesso a qualquer material de escrita ou de desenho, mas em 1951 passou a ser autorizado a receber papel e lápis. Para efeitos de controle, o papel era numerado folha a folha e assinado pelo chefe dos guardas da Penitenciária de Lisboa - Lino -, pelo que há alguns desenhos em que se pode ver uma assinatura, que não é do autor dos desenhos, mas do tal Lino.
Os desenhos de Álvaro Cunhal integram a corrente estética neo-realista. "Se não fossem um capítulo sem continuidade, constituiriam um dos mais interessantes casos do neo-realismo português" (João Pinharanda, 1991).
Óleo sobre madeira
Óleo sobre madeira

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Julio Romero de Torres






JULIO ROMERO DE TORRES

1874-1930

O Pintor da Alma Espanhola





Julio Romero de Torres, nasceu a 9 de Novembro de 1874 e morreu a 10 de Maio de 1930. Nasceu e morreu em Córdoba, Espanha, onde passou grande parte de sua vida.
Filho do também pintor Rafael Romero Barros, director do Museu de Belas Artes de Córdoba, começou sua aprendizagem às ordens de seu pai na Escola de Belas Artes de Córdoba com apenas 10 anos de idade. Graças ao seu afã por aprender, viveu intensamente a vida cultural cordobesa de finais do século XIX e conheceu já desde muito jovem todos os movimentos artísticos dominantes dessa época.
Julio Romero de Torres participou com intensidade em todos os acontecimentos artísticos de Córdoba e Espanha. Já no ano 1895 participou na Nacional em Madrid onde recebeu uma menção honorífica. Também participou nas edições de 1899 e 1904, onde foi premiado com a terceira medalha. Nesta época iniciou a sua experiência docente na Escola de Belas Artes de Córdoba.
Em 1906, vai para Madrid, viajando depois por toda a Itália, França, Inglaterra e os Países Baixos.
Em 1907 obteve a sua primeira medalha com o quadro “Musa gitana”.
Em 1911, recebe o primeiro prémio na Exposição de Barcelona com o “Retablo de amor”.
Em 1922 Julio Romero de Torres viaja para a Argentina acompanhado de seu irmão Enrique, expõe em Buenos Aires, onde obtém um sucesso sem precedentes.
Foi membro da Real Academia de Córdoba e da Academia de Belas Artes de San Fernando.
Também exibiu a sua obra na Exposição Ibérico americana de Sevilha em 1929, e em múltiplas exposições individuais tanto em Espanha como no estrangeiro.
Em princípios de 1930, Julio Romero de Torres, esgotado pelo excesso de trabalho e afectado por uma doença hepática, voltou a Córdoba, sua cidade natal, a fim de se tratar e recuperar forças.
Pinta no seu estúdio da Praça do Potro, entre os meses de Janeiro e Fevereiro aquela que seria a sua obra final e mais conhecida, “La chiquita Piconera”.
A 10 de Maio de 1930 Julio Romero de Torres morre em sua casa na Praça do Potro em Córdoba, facto que emocionou toda a cidade. As manifestações de dor que produziu a sua morte, onde participaram em massa desde as classes trabalhadoras mais humildes até a aristocracia cordobesa, deixaram bem patente a imensa popularidade de que gozava o pintor “cordobés”.
Julio Romero de Torres no seu estúdio
Monumento a Julio Romero de Torres, Córdoba - Espanha
Museu Julio Romero de Torres
Visita virtual ao Museu

terça-feira, 8 de junho de 2010

Jean-Baptiste Siméon Chardin







JEAN-BAPTISTE SIMÉON CHARDIN


1699-1779







Chardin foi o menos pomposo dos pintores franceses do século XVIII, mas é citado com frequência, com Watteau, como o maior. Admiradores posteriores das suas cenas domésticas foram Gourbet, Van Gogh e Cézanne.
Não há qualquer sugestão da alegria rococó nos quadros de Chardin, apesar da exuberância manifestada por outros artistas do seu tempo, como Boucher e Lancret.
Começou por produzir naturezas-mortas de animais e frutos, depois foi a vez do período de género (o termo pintura de género faz referência às representações da vida quotidiana, do mundo do trabalho e dos espaços domésticos, que caracterizaram a pintura holandesa do século XVII).
Durante oito anos, as actividades do lar pequeno burguês do próprio Chardin foram o seu centro de atenção, abrindo caminho para as paredes dos ricos apreciadores de arte de toda a Europa.
Chardin tinha um instinto que lhe dizia o momento exacto em que um olhar ou um gesto podiam ser cristalizados para a posteridade. A par deste dom, tinha desenvolvido uma técnica especial, usando camadas espessas de pigmento e vernizes finos e brilhantes para produzir exactamente as texturas e os jogos de luzes certos. A maneira como Chardin tratava os valores tonais era bastante impressionante, o escritor Diderot chamou-lhe «o grande feiticeiro», porque as suas pinturas ofereciam muito mais que isso. Sem sermões ou falsos sentimentos, ele expõe uma percepção íntima para além das aparências exteriores.

Jean-Baptiste Siméon Chardin nasce em Paris em 1699, filho de um fabricante de armários.
Ainda muito novo começa a trabalhar como restaurador e em 1724 é aceite na Academia de São Lucas.
1728, é descoberto por Nicolas de Largillière no “Salon de Jeunesse”
1731, casa-se com Marguerite Saintard.
1735, morre a esposa e duas filhas.
1740, é apresentado a Luís XV.
1744, casa-se com Françoise-Marguerite Pouget.
1761, é oficialmente encarregado de pendurar os quadros no “Salon de Paris”.
1767, morre o filho Pierre-Jean.
Em 1779 Chardin morre na terra onde nasceu Paris.


Para ver a obra completa deste notável artista, clique aqui

Fonte: 100 Grandes Artistas (Círculo Leitores)

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Barrancos "Forever"


Esta fotografia foi tirada algures em Itália, e é uma prova de que em Portugal ainda há coisas de que nos devemos orgulhar.
Obrigada Barrancos, és único!

domingo, 30 de maio de 2010

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Antonio López García



Antonio López García



1936




Antonio López García nasceu em 1936 em Tomelloso, Ciudad Real. Seus pais eram lavradores abastados e ele, era o mais velho de quatro irmãos. Não continuou com o ofício familiar, já que desde jovem demonstrou um grande talento para o desenho, pelo que seu tio Antonio López Torres, um pintor local de paisagens, o animou a dedicar-se a à pintura.
A primeira formação, recebeu-a de seu tio, e em 1949 instala-se em Madrid para preparar o ingresso na Escola de Belas Artes de San Fernando em Madrid. Ali estuda pintura entre 1950 e 1955, coincidindo com diversos artistas com quem formou um grupo realista.
Ao acabar os estudos viaja para Itália com uma bolsa do Ministério de Educação Nacional.
A sua actividade transcorre entre Tomelloso e Madrid até ao ano de 1960. Em 1961 casa-se com Maria Moreno, também pintora, e tem duas filhas, Maria e Carmen. Entre 1964 e 1969 dá aulas como professor encarregado da disciplina de Preparatorio de Colorido na Escola de Belas Artes de San Fernando.
O seu interesse pela solidez plástica e pelas composições precisas, faz com que se sinta atraído por Cézanne e pelo cubismo em temas relacionados com o seu meio familiar em Tomelloso. Por exemplo, Mujeres mirando los aviones (1954).
A obra de Salvador Dalí exerceu nele uma destacada influência, tomando o gosto pela realidade e o predomínio do desenho sobre a pintura. A partir de 1957, sua obra apresentará um certo ar surrealista.
Trabalha nesta linha do fantástico até 1964, um exemplo é Atocha, finalizada nesse mesmo ano.
Mas desde 1960, cada vez são menos os quadros em que recorre a esses mecanismos, mostrando mais interesse pela fidelidade na representação. Sente predilecção pelos temas mais próximos, as cenas caseiras, as imagens de sua família, de sua mulher e suas duas filhas. Os objectos e os acontecimentos da vida quotidiana serão os protagonistas de seus quadros e tratá-los-á com um enorme detalhismo fotográfico. Em sua produção também abundam as vistas de Madrid e os elementos colhidos na própria natureza.
Alguns exemplos são Los novios, Taza de water y ventana, Cuarto de baño, Membrillos y granados, Madrid desde Torres Blancas o La Gran Vía.
Outras obras são Antonio y Carmen, Carmencita de comunión, Mari en Embajadores, La parra, La alacena, Casa de Antonio López Torres, Cuarto en Tomelloso, El jardín de atrás, Calle de Santa Rita, Madrid desde el Cerro del tío Pió, Madrid Sur e El campo del Moro.
Pinta com grande lentidão, de forma meditada, buscando a essência do objecto representado. Seus quadros desenvolvem-se ao longo de vários anos, retocando-os numa infinidade de ocasiões até que os considera definitivamente acabados.
Antonio López expressa assim a sua forma de pintar: "Uma obra nunca se acaba, somente se chega ao limite das próprias possibilidades" ou "Quando estás pintando por exemplo uma rua, o que estás vendo é tão extraordinariamente impressionante que a mim, custa-me muitíssimo, transportar para a tela uma parte do que vejo. Isso é o que me faz tardar tanto. Eu não posso resolver todo esse espectáculo com rapidez"
A sua obra abarca desde o pictórico até o escultórico. Suas esculturas são de grande realismo, como por exemplo Hombre y mujer.
Antonio López é um dos representantes do realismo contemporáneo español. Sua obra caracteriza-se por um sentido investigador da realidade e está considerado como o padre de la escuela hiperrealista madrileña. O seu estilo tem influenciado numerosos artistas como Toral ou Villaseñor.
No ano 1985 foi galardoado com o Prémio Príncipe de Astúrias e em Janeiro de 1993 foi nomeado membro da Real Academia de San Fernando.
O director de cinema Víctor Erice filmou em 1992 El sol del membrillo, nele se recolhe todo o processo criativo do artista enquanto pinta um marmeleiro no pátio de sua casa.
Fonte: http://www.arteespana.com/antoniolopezgarcia.htm
Almendro

Gran Via

Atocha

Escultura

Lavatório e espelho

Nevera

Membrillo
Veja mais obras deste artista em
 http://www.ciudadpintura.com/