terça-feira, 30 de novembro de 2010

domingo, 28 de novembro de 2010

Desenhos

Mais um pequeno desenho de grafite sobre papel,
desta vez é uma semente de Jacaranda mimosaefolia e uma amêndoa.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Expressionismo Abstracto

«Só estamos de acordo quanto a discordar.» De acordo com Irving Sandler, escritor e observador da cena artística, este era o lema não escrito do grupo descomprometido de artistas em Nova Iorque nas décadas de 1940 e 1950, normalmente conhecidos por «Expressionistas Abstractos» ou «a primeira geração da New York School». Contudo, os artistas que normalmente se considera terem pertencido a esta escola, resistem a serem rotulados desta forma, receando que as suas muito diferentes visões sobre a arte e produção estética fossem sufocadas, se restringidas a uma única descrição estilística ou nomenclatura de grupo.
O Expressionismo abstracto foi um movimento artístico com origem nos Estados Unidos da América. Foi o primeiro movimento especificamente americano a atingir influência mundial e também o que colocou Nova Iorque no centro do mundo artístico. (posição anteriormente  exercida por Paris).

Arshile Gorky (1904-1948), Virginia Landscape, 1944
Graphite and wax Crayon on wove paper, 55,8 x 76,2 cm
National Gallery of Art, Ailsa Mellon Bruce Fund

Hans Hofmann (1880-1966), Song of the Nightingale, 1964
Óleo sobre tela, 213.4 x 182.9 cm
Colecção Particular

A Chama, de Jackson Pollock (1912-1956)
Óleo sobre tela, 51,1 x 76,2 cm
MoMA, Nova Iorque, Estados Unidos

Bacanal de Hans Hofmann (1880-1966)
Óleo sobre Cartão, 162,6 x 121,9 cm
Colecção Particular

Ciclopes, de William Baziotes (1912-1963)
Óleo sobre tela, 121,9 x 101,6 cm
The Art Institute of Chicago, EUA

Onement I, de Barnett Newman (1905-1970)
Óleo sobre tela, 69,2 x 41,2 cm
MoMA, Nova Iorque

Sem Título, da série "little Images", de Lee Hrasner (1908-1984)
Óleo sobre contraplacado, 121,9 x 94 cm
MoMA, Nova Iorque

1949-H, de Clyfford Still (1904-1980)
Óleo sobre tela, 203,2 x 175,26 cm
Búfalo, Albright-Knox Art Gallery,
doação do artista em 1964

Noite de Finados, Nº. 2, de Bradley Walker Tomlin (1899-1953)
Óleo sobre tela, 121,9 x 81,3 cm
Washington, D.C., Colecção particular

Escavação, de Willem de Kooning (1904-1997)
Óleo e tinta de esmalte sobre tela, 206,2 x 257,3 cm
The Art Institute of Chicago, EUA

Mulher I, de Willem de Kooning (1904-1997)
Óleo sobre tela, 192,8 x 147,3 cm
MoMA, Nova Iorque

Cidade Uniersal, de Mark Tobey (1890-1976)
Aguarela sobre papel, montado em cartão prensado, 95,3 x 63,5 cm
Seattle Art Museum, Seattle, EUA

Saint Honoré, de Sam Francis (1923-1994)
Óleo sobre tela, 201 x 134,5 cm
Düsseldorf, K20 - Kunstsammlung Nordrhein-Westfalen

Número 5 "parede vermelha", de Ad Reinhardt (1913-1967)
Óleo sobre tela, 203,2 x 106,7 cm
Corcoran Gallery of Art, Washington, D.C., EUA

Urbana Nº. 6, de Richard Diebenkorn (1922-1933)
Óleo sobre tela, 173,5 x 147 cm
Modern Art Museum of Fort Worth, Fort Worth, EUA

De Jackson Pollock, A Páscoa e o Toten
Óleo sobre tela, 208,6 x 147,3 cm
The Moma, Nova Iorque
Doação de Lee Krasner em memória de Jackson Pollock, 1980
Elegia à República Espenhola, Nº. 34
de Robert Motherwell
Óleo sobre tela, 203,2 x 254 cm
Albright-Knox Art Gallery, Búfalo, Estados Unidos

De Philip Guston, Para M
Óleo sobre tela , 193,99 x 183,52 cm
San Francisco Museum of Modern Art, São Francisco, Estados Unidos
Doação anónima
De Lee Krasner, Águia Careca
Óleo, papel e tela sobre linho, 195,6 x 130,8 cm
Colecção Audrey Irmas, Los Angeles, Estados Unidos

De Joan Mitchell, Cicuta
Óleo sobre tela, 231,1 x 203,2
Whitney Museum of American Art, Nova Iorque, Estados Unidos

De Helen Frankenthaler, Sete Tipos de Ambiguidade
Óleo sobre tela não preparada, 242,6 x 178,1 cm
Colecção Particular

De Adolph Gottlieb, Explosão I, 1957
Óleo sobre tela, 228 x 114 cm
Moma, Nova Iorque, Estados Unidos

Obre de Franz Kline, Sem título
Óleo sobre tela, 200 x 158 cm
Düsseldorf, K20 - Kunstsammlung Nordrhein-Westfalen

Obra de Hans Hofmann, Pompeios
Óleo sobre tela, 214 x 132,7 cm
Tate Modern, Londres

Obra de Theodoros Stamos, Documenta II
Óleo e Acrílico sobre algodão, 174 x 176,3 cm
Colecção Particular

Fonte: Expressionismo Abstracto, Barbara Hess, TASCHEN

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Grão Vasvo

Grão Vasco
1475/1480-1541/1542

Um pintor português do Renascimento

Grão Vasco foi como ficou conhecido para a posteridade, o pintor Vasco Fernandes. Nasceu no último quartel do século XV, cerca de 1475-1480.
Em Viseu, morou e teve oficina, activa entre 1506 e o final da década de 1530. Morreu por volta de 1541-1542. Com quem aprendeu a pintar, não sabemos. Vários historiadores de Arte têm colocado a hipótese de Vasco Fernandes ter colaborado no retábulo do altar-mor da Sé de Viseu, nesse caso, esta seria a sua primeira obra conhecida.
O principal Mestre desse retábulo foi Francisco Henriques, que era flamengo e veio para Portugal no início do reinado de D. Manuel I.
Tenha Vasco Fernandes colaborado ou não nesse retábulo, o que parece evidente é que, tendo estado perto dessas pinturas, com eles muito aprendeu. Vasco Fernandes conhecia bem os pintores mais importantes de Lisboa: Jorge Afonso, Cristóvão de Figueiredo, Gregório Lopes e Garcia Fernandes. Ficaram documentadas pelo menos, duas idas do pintor de Viseu a Lisboa, a primeira em 1513, e a segunda em 1515. Durante esta última estada, sabemos que visitou a oficina do principal pintor régio, Jorge Afonso.
A Grão Vasco devemos um dos melhores corpus da pintura portuguesa do Renascimento.

Fonte: Grão Vasco – Pintores Portugueses Textos de Sofia Lapa – QN-Edição e Conteúdos, SA

Criação dos Animais
Óleo sobre madeira de castanho, 174 x 92 cm
Retábulo do Altar-mor da Sé de Lamego, Museu de Lamego, Portugal

Anunciação
Óleo sobre madeira de castanho, 173 x 92 cm
Retábulo do Altar-mor da Sé de Lamego, Museu de Lamego, Portugal

Visitação
Óleo sobre madeira de castanho, 177 x 93 cm
Retábulo do altar-mor da Sé de Lamego, Museu de Lamego, Portugal

Calvário
Óleo sobre madeira de castanho, 142,3 x 239,3 cm (painel central)
Capela do Calvário da Sé de Viseu, Museu de Grão Vasco, Viseu, Portugal

Última Ceia (pormenor)
Retábulo do Altar-mor da Sé de Viseu, Portugal


quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Cosmas Damian Asam

Cosmas Damian Asam, 1686-1739
Auto-retrato, com seu Pai e Irmão, 1725-30
Óleo sobre tela, 116 x 98 cm
Diözesanmuseum, Freising

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Mário Eloy








Mário Eloy
1900-1951








Nasceu em Lisboa, oriundo de uma família de ourives e amadores teatrais. Autodidacta, de espírito profundamente inquieto, fugiu subitamente para Espanha, em 1921, abandonando a família. No entanto, seu pai fá-lo voltar, pouco tempo depois.
Fez parte da companhia de teatro Amélia Rey Colaço – Robles Monteiro, actividade que depois trocaria definitivamente pela pintura.
Em 1924, expôs pela primeira vez, na cidade de Lisboa, de parceria com Alberto Cardoso e, em 1925, sendo aluno da Escola Superior de Belas-Artes, foi convidado por Eduardo Viana a participar no Salão de Outono da SNBS. No ano seguinte partiu para Paris e depois para Berlim, onde em 1931 esteve representado em mostras colectivas na capital alemã, destacando-se a sua presença na exposição da Galeria Flechtheim, subordinada ao tema «ver Cézanne em Paris», onde a sua obra esteve lado a lado com a do próprio Cézanne, Picasso, Braque, Juan Gris, Renoir, Van Gogh e muitos outros artistas, figuras lapidares da arte moderna europeia.
Em 1927, entretanto, havia realizado três mostras individuais, duas em Paris e uma em Berlim, tendo exposto de novo em Lisboa em 1928 e dois anos depois participou no I Salão dos Independentes.
A partir de 1932 e até 1939 exporia em Lisboa, obtendo, em 1935 o prémio Souza Cardozo no I Salão de Arte Moderna.
A partir de então entra numa profunda crise de neurastenia que culminou com o seu internamento na Casa de Saúde do Telhal, em 1945, onde veio a falecer em 1951. Não obstante, continuou a desenhar, praticamente até à morte, altura em que as suas obras estiveram na Bienal de Veneza e S. Paulo, voltando a esta última mostra em 1953.
Em 1958, realizou-se uma grande retrospectiva no SNI onde foram apresentados cerca de cinquenta óleos e cem desenhos seus.

 Amor

O Poeta e o Anjo, 1938
Óleo sobre tela, 80 x 100 cm
Museu do Chiado, Lisboa

Retrato de José Pacheco, 1925
Óleo sobre tela, 192 x 122
Centro de Arte Moderna, Lisboa

Bailarico, 1936
Óleo sobre tela, 80 x 100 cm
Museu do Chiado, Lisboa

Retrato do Pintor Paulo Ferreira, 1935
Óleo sobre tela, 92 x 62,5 cm
Museu do Chiado, Lisboa

Retrato de Matilde Pereira, mãe do pintor, 1923
Óleo sobre tela, 56 x 44 cm
Colecção particular, Lisboa

Fonte: Enciplopédia Ilustrada de Belas Artes, Grolier, Lda. 7ª.  dição 1979

Fotografias de Corpo e Alma

Foto da autoria de Mario Cravo Neto, Fotógrafo e Escultor brasileiro (1947-2009)

domingo, 21 de novembro de 2010

Santa-Rita Pintor

Santa-Rita Pintor
1889-1918

O introdutor do Futurismo em Portugal.

Natural de Lisboa, Guilherme Augusto Cau da Costa de Santa-Rita, mais tarde passaria a chamar-se apenas de Santa-Rita Pintor, nasceu em 1890 e foi considerado o iniciador do Futurismo no nosso país.
Formado pela Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, com uma excelente classificação, fixou residência em Paris em 1910, onde contactou com os círculos artísticos vanguardistas, passando a conviver com artistas como Picasso, Marinetti e Max Jacob.
O termo futurista apareceu numa crónica parisiense de Aquilino Ribeiro, de 1912, e chegou até nós em 1914, data em que Santa-Rita estava de volta ao país natal, trazendo consigo os novos ideais estéticos do seu tempo e encarregando-se de os divulgar, tendo introduzido, desta forma, o novo movimento modernista. Esta polémica futurista era mais literária do que artística, pois, no campo das artes plásticas, este pintor estava sozinho. Nesta disputa literária eram determinantes as figuras de Álvaro de Campos, um dos heterónimos do poeta Fernando Pessoa, Raul Leal e Amadeo de Souza Cardoso. O artista colaborou no número dois da revista Orpheu e foi responsável pela edição do primeiro e único volume de Portugal Futurista.
Faleceu em Abril de 1918, (no mesmo ano em morreu Amadeu de Sousa Cardoso), pedindo que toda a sua obra fosse destruída, determinação que foi escrupulosamente cumprida pela família, tendo-se salvado o que ficara reproduzido nas revistas, um ou outro disperso – em alguns casos de autenticidade duvidosa – e a extraordinária cabeça que existe no Museu de Arte Moderna de Lisboa, porventura a obra mais profunda e contundente do futurismo português.
Portador de uma intuição agitada e radicalmente inconformista, Santa-Rita teria sido talvez a personalidade mais importante da arte portuguesa do seu tempo se a morte não o tivesse levado tão cedo.

Cabeça, 1912
Óleo sobre tela, 65,3 x 46,5 cm
Colecção do Meseu Nacional de Arte Moderna (Museu do Chiado), Lisboa

Fontes: Infopédia; Enciclopédia Ilustrada de Belas Artes, Grolier, Lda. 7ª. Edição 1979

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Thomas Gainsborough







Thomas Gainsborough
1727-1788

Pintor notável, tanto em paisagem, como em retrato.






Thomas Gainsborough era, por inclinação natural, um paisagista, mas tornou-se um dos mais apreciados pintores de retratos do seu tempo. O seu género era lírico e tinha a essência da graça rococó, em contraste com o seu rival Reynolds, tinha pouco interesse psicológico ou intelectual por aqueles que retratava.
Era filho de um comerciante de tecidos, outrora próspero, de Sudbury, no Suffolk. Cerca de 1740, foi mandado para Londres, onde não recebeu qualquer instrução académica formal, mas trabalhou com o gravador francês Hubert Gravelor e copiou e restaurou paisagens flamengas do século XVII. Estas paisagens constituíram a principal influência sobre as suas primeiras obras.
Em 1746, Gainsborough desposou Margaret Burr, filha natural do duque de Beaufort, o que lhe proporcionou uma renda anual de duzentas libras. O jovem casal permaneceu quatro anos em Londres, durante os quais ele pintou O Asilo para o Foundling Hospital. Em 1748, morreu-lhe o pai, e ele regressou a Sudbur. Em 1750 mudou-se para Ipswich, e em 1759 foi para Bath, em busca de clientela mais elegante. Nesta altura, já não estava em voga o retrato de pequenas proporções, e a obra de Gainsborough tornou-se mais sofisticada, para satisfazer os clientes mais requintados. Os seus retratos eram agora formais e em tamanho natural, como, por exemplo, Mrs. Henry Portman, de 1763. A influência de Van Dyck, cuja obra ele viu em colecções perto de Bath, levou-o a vestir a alguns dos seus retratos trajos de Van Dyck. Gainsborough pintou muito ao clarão da vela, deleitando-se no jogo da luz e sombra sobre seda e veludo. A maior parte dos seus melhores retratos são de mulheres, mas talvez os mais belos de todos sejam aqueles que pintou sem ter de satisfazer a vontade de alguém, como, por exemplo os dois quadros inacabados de suas filhas, Mary e Margaret, e o seu próprio retrato, também inacabado.
Nos quinze anos passados em Bath, Gainsborough pintou poucas paisagens, e estas, tais como Carro de Ceifa, de cerca de 1767, são mais ricas em cor que as primeiras obras, revelando a influência de Rubens. Em 1774, mudou-se para Londres, onde viveu em Pall Mall até ao fim da vida. Em 1768, foi eleito membro fundador e, mais tarde membro do conselho da Royal Academy, mas em 1773 abdicou, após uma querela por causa da colocação dos quadros, e não voltou a expor na Academia até 1777. Outra desavença levou-o a exibir as suas obras somente em exposições privadas de Verão, na sua própria casa, durante o resto da vida. O rival natural de Gainsborough era Reynolds, pintor com maior penetração do carácter dos seus retratados, mas com menos elegância e graça.
Embora este último fosse fidalgo e o chefe da Academia, foi a Gainsborough que os membros da família real preferiram para pintar os seus retratos.
Durante os últimos anos da sua vida, Gainsborough voltou-se uma vez mais para as paisagens e temas de carácter rural, a que Reynolds chamava «quadros de fantasia». Em 1783, visitou a região dos lagos, onde pintou paisagens da montanha. Foi um dos poucos pintores de sucesso do seu tempo que nunca empregou pintores de roupagens ou outros auxiliares. Para obter efeitos de vivacidade usava pincéis compridos e pintava delicadamente, pelo que as suas obras se conservaram perfeitamente. O método de Gainsborough era demasiado pessoal e lírico para ser copiado, mas os seus «quadros de fantasia» foram imitados durante algum tempo.
As suas paisagens resultaram muito importantes para o desenvolvimento da arte inglesa, pela sua antecipação aos pintores de paisagens do século XIX, especialmente ao maior de todos, John Constable.
Gainsborough morreu a 2 de Agosto de 1788.

Mr. And Mrs. William Hallett, 1785
Óleo sobre tela, 179 x 236 cm
National Gallery, Londres

Mr. And Mrs. Andrews, 1748-1749
Óleo sobre tela, 119 x 70 cm
National Gallery, Londres

Landscape in Suffolk, 1750
Óleo sobre tela, 95 x 65 cm
Kunsthistorisches Museum, Viena, Austria

Mais Obras deste Artista em:

Fonte: Enciclopédia Ilustrada de Belas Artes, Grolier, Lda. - 7ª. Edição 1979

quinta-feira, 18 de novembro de 2010