quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Bouguereau




Adolphe William Bouguereau
1825-1905





Adolphe William Bouguereau nasceu a 30 de Novembro de 1825 em La Rochelle, França e morreu na mesma cidade a 19 de Agosto de 1905.
Bouguereau foi um conceituado pintor neo-clássico do século XIX, despretensioso e modesto.
Logo após terminar os seus estudos na Escola de Belas Artes de Paris, em 1850, conquistou o Prémio de Roma, pelo seu quadro histórico "Zenóbio".
Mais tarde, como professor na mesma escola, opôs-se firmemente aos pintores impressionistas, especialmente a Edouard Manet (1832-1883), colocando-se como um dos defensores intransigentes da pintura académica.
O academismo (ou neoclassicismo) remete-nos ao estilo pictórico da Idade Média (Arte Românica e Gótica) e ao Renascimento, e embora a pintura académica tenha sofrido algumas alterações com o decorrer do tempo, ainda é possível ver, nos quadros de Bouguereau, a semelhança extraordinária com as Madonas de Rafael, e os anjos de Michelângelo.
Comparando a obra de Bouguereau com as obras de qualquer pintor impressionista, dá para notar a diferença entre os dois estilos, o que originou uma luta furiosa entre os dois movimentos.
A maior parte das suas obras foi pintada na sua terra natal, La Rochelle, no jardim do seu estúdio, num estilo realista quase fotográfico que se tornou um sucesso entre os coleccionadores do seu tempo, embora  tenha sido relativamente esquecido pela celebridade dos impressionistas seus contemporâneos.
Em 1896, com 71 anos de idade, casou com uma estudante de arte, norte-americana, Elizabeth Gardner (1837-1922).
Retrato de Elizabeth Gardner, pintado por Bouguereau

Aqui ficam algumas das obras que foram recentemente adquiridas pelo Museu D’Orsay, Paris.
Dante et Virgile aux Enfers, 1850
Óleo sobre tela, 281 x 225 cm

La Charité ou Famille Indigente, 1865
Óleo sobre tela, 121,9 x 152,4 cm

Compassion, 1897
Óleo sobre tela, 280 x 130 cm

Les Oréades, 1902`
Óleo sobre tela, 236 x 182 cm


terça-feira, 17 de agosto de 2010

José Malhoa








José Malhoa
1855-1933








José Vital Branco Malhoa nasceu a 28 de Abril de 1855 nas Caldas da Rainha, segundo filho de Ana Clemência e Joaquim Malhoa.
Em 1863, vai para Lisboa, onde estuda na Escola Académica.
1867, José Malhoa trabalha como aprendiz na oficina do entalhador Leandro de Sousa Braga que, perante o talento do jovem, o aconselha a matricular-se na Real Academia de Belas-Artes.
Entre 1870 e 1873, frequenta a Real Academia de Belas-Artes, sendo aluno de Victor Bastos em Desenho Antigo, de Tomás da Anunciação em Pintura de Paisagem e de Miguel Ângelo Lupi em Desenho de Modelo ao Vivo.
Em 1875, concorre pela segunda vez a uma bolsa de pensionista do Estado no Estrangeiro, que não lhe é atribuída. Emprega-se como caixeiro na loja do irmão, na Rua Nova do Almada, em Lisboa, uma loja de modas e confecções para senhoras e crianças.
Em 1880, casa com Juliana de Carvalho. Participa na 12ª. Exposição da Sociedade Promotora de Belas Artes em Portugal, sendo-lhe atribuída a Medalha de Bronze com distinção.
Em 1881, censurado por uma cliente da loja do irmão, por ter talento para pintar e continuar a ser caixeiro, deixa esta profissão e dedica-se exclusivamente à pintura. Membro fundador do Grupo do Leão, participa na 1ª. Exposição de Quadros Modernos, realizada na Sociedade de Geografia de Lisboa. Realiza o retrato de Carlos Relvas montando o cavalo Salero, primeiro trabalho de uma série de encomendas que o artista irá realizar até 1930 para a família Relvas.
Em 1882 participa na 2ª. Exposição de Quadros Modernos em Lisboa. A rainha D. Amélia compra-lhe o quadro Crepúsculo.
Em 1883 pinta A Lei, pintura de tecto para o Supremo Tribunal de Justiça de Lisboa.
1888, recebe a medalha de Prata na Exposição de Belas Artes da Associação Industrial Portuguesa e com A Partida de Vasco da Gama para a Índia, recebe o 1º. Prémio no Concurso para Quadro Histórico da Câmara Municipal de Lisboa.
1890, é sócio fundador do Grémio Artístico em Lisboa.
Em 1897, participa pela 1ª. Vez na Salão da Sociedade dos Artistas Franceses, em Paris, mantendo uma presença constante até 1912.
Em 1899, pinta o tecto da Igreja Matriz de Constância.
1900, recebe a medalha de prata, na Exposição Universal de Paris. É feito comendador da Real Ordem de Isabel a Católica.
1901, é eleito presidente de honra da recém-criada Sociedade Nacional de Belas Artes de Lisboa.
Participa na 1ª. Exposição da Sociedade (foi expositor assíduo até 1933). É-lhe atribuída a Medalha de 1ª. Classe na secção de pintura a óleo nesta exposição, e a Medalha de 2ª. Classe na Exposição Geral de Belas Artes de Madrid.
1902, recebe a Medalha de 1ª. Classe na secção de pastel da Sociedade Nacional de Belas-Artes de Lisboa.
1903, Recebe a Medalha de Honra na secção de pintura da Sociedade Nacional de Belas-Artes de Lisboa.
1905, realiza grandes composições decorativas no Museu de Artilharia e na Escola Médica de Lisboa.
Em 1906, é recebido com grande entusiasmo no Rio de Janeiro, onde expõe individualmente, e é feito cavaleiro da Legião de Honra pelo presidente da República Francesa.
Em 1907, recebe a Medalha de 1ª. Classe na 13ª. Exposição de Belas Artes do Rio de Janeiro, e a Medalha da 3ª. Classe na 5ª. Exposição Internacional de Arte em Barcelona. O rei D. Carlos designa-o para pintar o retrato do príncipe real D. Luís Filipe.
1909, mais uma Medalha de Honra na 7ª. Exposição da Sociedade Nacional de Belas-Artes de Lisboa.
1910, grande sucesso internacional com O Fado, largamente divulgado na Imprensa.
Em 1911, vende à Câmara Municipal do Porto, por 554.000 réis, A Ilha dos Amores.
1913, Medalha da 1ª. Classe, secção de pastel, pela Sociedade Nacional de Belas-Artes de Lisboa. Demite-se da Sociedade Nacional de Belas Artes de Lisboa.
1915, recebe um Grand-prix na Exposição Panamá-Pacífico.
1917, o quadro O Fado é adquirido pela Câmara Municipal de Lisboa. Morre o irmão Joaquim.
1918, é eleito presidente da Sociedade Nacional de Belas-Artes de Lisboa.
Em 1928 é criado o prémio José Malhoa.
Em 1933 completa o Retábulo de Nossa Senhora da Consolação que oferece para a Igreja de Nossa Senhora da Conceição em Chão de Couce. Por despacho do Ministro da Educação de 17 de Junho é criado o Museu de José Malhoa nas Caldas da Rainha.

A 26 de Outubro de 1933, morre com pneumonia em Figueiró dos Vinhos. Sepultado em Lisboa, o corpo do artista foi solenemente homenageado na sua passagem pelas Caldas da Rainha.
A Sera Invadida, Óleo sobre tela, 110x175 cm, 1881 - Colecção Particular.
Manhã de Primavera, Óleo sobre madeira, 28,5x39 cm, 1912, MNSR, Porto
As Nuvens
Óleo sobre tela colada em cartão, 24x32,8 cm, 1915
Museo José Malhoa, Caldas da Rainha
Marinha, 1916
Óleo sobre madeira, 20x34 cm
Museu José Malhoa, Caldas da Rainha
Pedra de Sal, 1918
Óleo sobre madeira, 37x50 cm
Colecção Particular
Costumes da Beira Baixa, 1884
Óleo sobre tela, 98x150,5 cm
Colecção Particular
A Sesta dos Ceifeiros, 1895
Óleo sobre tela, 95x132 cm
Colecção Particular
As Padeiras, Mercado de Figueiró dos Vinhos, 1898
Óleo sobre tela, 45x54 cm
Colecção Particular
As Papas, 1898
Óleo sobre tela, 85x120 cm
Colecção Particular
Os Bêbados ou Festejando o S. Martinho, 1907
Óleo sobre tela, 150x200 cm
Museu do Chiado, Lisboa
O Fado, 1910
Óleo sobre tela, 151x186 cm
Museu do Chiado, Lisboa
As Promessas, 1933
Óleo sobre Madeira, 59x72 cm
Museu José Malhoa, Caldas da Rainha
Espantando os Pardais da Seara, 1904
Óleo sobre tela, 53x44 cm
Colecção particular
A Sesta, 1909
Óleo sobre madeira, 26x46 cm
Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro
A Corar a Roupa (não datado)
Óleo sobre tela, 63x75 cm
Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro
Só na Aldeia, 1911
Óleo sobre tela, 40,5x50,5 cm
Colecção particular
Clara, ou Torcendo a Roupa, 1903
Óleo sobre tela, 244x134 cm
Museu do Chiado, Lisboa
Cócegas, 1904
Óleo sobre tela, 224x288 cm
Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro
Vou ser Mãe, 1923
Óleo sobre madeira, 46x56,5 cm
CMFC, Porto
Ai, Credo, 1923
Óleo sobre madeira, 58,5x71 cm
Colecção particular
Camões, 1907
Óleo sobre tela, 197x100 cm
MM, Lisboa
Vasco da Gama Ouve o Piloto Oriental, 1907
Óleo sobre tela, 198x238 cm
MM, Lisboa
A Ilha dos Amores, (não datado)
Óleo sobre tela, 57x95 cm
Museu Nacional Soares dos Reis, Porto
Retrato da Rainha D. Leonor, 1926
Óleo sobre tela, 202x134 cm
Museu José Malhoa, Caldas da Rainha
Retrato de Laura Sauvinet, 1888
Óleo sobre tela, 99x70 cm
Museu José Malhoa, Caldas da Rainha
Retrato de Manuel João da Costa, 1896
Óleo sobre tela, 58x49 cm
Museu José Malhoa, Caldas da Rainha
Retrato de Eugénia de Loureiro Relvas e de Seus filhos, 1899
Óleo sobre tela, 197x90 cm
CMPA, Alpiarça
Lendo o Jornal, 1905
Óleo sobre tela, 32,5x21 cm
Museu José Malhoa, Caldas da Rainha
Retrato de Alberto Teles Utra Machado, 1914
Óleo sobre tela, 67x76 cm
Colecção particular (paradeiro desconhecido)
Desalento, 1915
Pastel sobre papel, 65,5x51,5 cm
CMFC, Porto
Os Colegas, 1905
Óleo sobre tela, 52,5x43,3 cm
Colecção particular
Dois artistas Pintando à Beira-Mar, 1918
Óleo sobre tela colada em madeira, 38x56 cm
Colecção particular
À Beira-Mar (Praia das Maças), (não datado)
Óleo sobre madeira, 69x87 cm
Nuseu do Chiado, Lisboa
Hortenses, 1923
Óleo sobre madeira, 79x99 cm
Colecção particular

Paisagem Urbana


Paisagem Urbana - Acrílico sobre tela
50 x 50 cm - Ano 2010

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Giorgio Vasari


Giorgio Vasari (1511-1574)
Auto-Retrato (1566-8)
Óleo sobre Madeira 100,5x80 cm
Uffizi, Florence  (Itália)

domingo, 15 de agosto de 2010

Menez

Maria Inês Carmona Ribeiro da Fonseca nasceu em 6 de Novembro de 1926 em Lisboa. Até aos 20 anos, conheceu Buenos Aires, Estocolmo, Paris, Suíça e Roma seguindo as colocações do padrasto, o diplomata Jorge Rodrigues dos Santos.
Em 1946, casou com Ruy Leitão, e mudou-se para Washington, onde residiu até 1949. Aí nasceu o seu primeiro filho, Ruy, também artista plástico.
Começou por ser totalmente autodidacta, até obter, posteriormente, formação em Paris e em Londres. O seu estilo situa-se no campo do abstracto, com algumas referências ao visível, mas foi caminhando lentamente dentro de um neo-impressionismo, na altura praticamente desconhecido em Portugal.
Os anos de 1976 e 1977 foram anos de luto para Menez, que perdeu sucessivamente os dois filhos mais velhos.
Em 1991 morre o seu terceiro filho. A saúde de Menez debilita-se progressivamente e surgem novas temáticas na obra da artista.
Embora se notabilizasse sobretudo na pintura, realizou também trabalhos em serigrafia, tapeçaria, cerâmica e gravura.
Foi galardoada com o 2.º lugar no Prémio de Pintura na II Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian em 1961, Prémio Pessoa em 1990 e Prémio de Azulejaria Jorge Colaço da Câmara Municipal de Lisboa (Painel de Azulejos da Faculdade de Psicologia de Lisboa), em 1991.
Faleceu a 11 de Abril de 1995.

Fonte: Infopédia (Enciclopédia e Dicionários Porto Editora)

quinta-feira, 12 de agosto de 2010