terça-feira, 14 de setembro de 2010

Balthasar Van Der Ast
1590-1656

Pintor de minuciosas naturezas mortas.

Balthasar van der Ast nasceu em Middelburg antes de 1590. Foi cunhado e provavelmente discípulo de Ambrosius Bosschaert. Trabalhou em Utrecht, e depois de 1632, em Delft. As suas pinturas são minuciosamente elaboradas. Na maior parte dos casos apresentam flores, frutos, conchas exóticas, lagartos e insectos. As suas composições são muito modestas, de uma tonalidade básica cinzento-prateada. As pinturas de Van der Ast estão estilisticamente relacionadas com as de Jan Bruegel, que era conhecido por «Bruegel Veludo» devido à textura suave e delicada dos seus trabalhos.

Natureza Morta, 1628
Caneta e Aguarela, 29,1 x 39,9 cm
British Museum, Londres

Natureza morta – Cesto com Flores
Óleo sobre tela – 18 x 24 cm (Aproximadamente)

Natureza morta – Óleo sobre tela – 40 x 70 cm – Ano 1620-21

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Antoine Caron

Antoine Caron

1520-1600

Um dos mais notáveis pintores da escola de Fontainebleau

As Chacinas na Época do Triunvirato, 1566
Museu do Louvre, Paris

Os primeiros testemunhos mostram-nos Caron trabalhando sob a orientação de Primaticcio em decorações, em Fontainebleau, as quais foram executadas algum tempo antes de 1550. Pouco se sabe da sua vida, mas é bastante provável que estivesse intimamente relacionado com a Liga Católica. Mais tarde, tornou-se certamente pintor a soldo de Catarina de Medici e foi amigo do poeta e apologista católico Louis de Orléans.
Caron, assim como outros membros da escola de Fontainebleau, foi influenciado quer pelos pintores italianos da corte francesa, quer pelo interesse da época pela Antiguidade grega e romana. Embora o seu estilo fosse inteiramente pessoal, os segundos planos dos seus quadros arquitecturais, quase teatrais, representam o auge dessas influências. O estranho alongamento das figuras ficou a dever-se ao exemplo de Niccolò Dell’Abbate, mas nas mãos de Caron estas tornaram-se muito mais exageradas e menos reais.
Não se podem atribuir com segurança muitas pinturas a Caron. Aquelas cuja autenticidade está provada tratam principalmente de temas alegóricos, cenas fantásticas, tais como Augusto e a Sibila, ou composições descrevendo chacinas. Caron também se dedicou a máscaras e decorações usadas em festividades da corte. Trabalhou com alguns artistas da corte numa série de desenhos dedicados à glória de Henrique II e de Catarina de Medici, que foram também reproduzidos em tapeçarias.
A obra de Caron é típica do mais sofisticado maneirismo da corte.
A Ressurreição
Augusto e a Sibila
Nuseu do Louvre, Paris
Festa Aquática em Bayonne, 1565
Giz preto e tinta castanha

As Escolas de Fontainebleau

A primeira escola de Fontainebleau

Enquanto os retratistas estavam em plena actividade em Paris e Lyon, e na própria corte, uma nova arte se desenvolvia em Fontainebleau. Num esforço para imitar os mecenas do Renascimento italiano, Francisco I tentou, durante muito tempo, fazer da corte francesa o centro artístico mais brilhante da Europa.
Convenceu Leonardo da Vinci e Andrea del Sarto a trabalharem para ele e comprou pinturas de Rafael e Tiziano. Por fim, descobriu uma importante figura artística, com ideias que se adaptavam à sua própria ambição, o pintor Rosso Fiorentino, que chegou a França cerca de 1530, morrendo dez anos depois. Dois outros italianos convidados por Hentique II, Primaticcio e Niccolò dell’Abbate, continuaram depois da morte de Rosso, a desenvolver os ideais maneiristas, pintando decorações magníficas no Castelo de Fontainebleau e noutras residências reais. Aos italianos juntaram-se pintores flamengos e franceses, tais como Antoine Caron, bem como escultores e artesãos de esmaltes e tapeçarias, sendo assim fundada uma escola completa, cuja influência se reflectiu em trabalhos de François Clouet e Jean Cousin e cujas ramificações se expandiram pela Europa. Assim, a primeira escola de Fontainebleau, embora de origem italiana, representa algo mais que uma simples variação no maneirismo toscano ou parmesão. O próprio gosto do rei e da sociedade que o rodeava emprestava cor ao seu mundo de poesia, estimulavam o seu frequente humanismo esotérico e justificavam o seu elegante erotismo. Nessa mesma altura, os artistas franceses e flamengos, seguindo as suas próprias tradições, moderavam a exuberância dos italianos e suavizavam a sua exagerada plasticidade, do que resultava por vezes uma certa aridez. Esta mistura de civilização e estilo incrementou o encanto pouco vulgar da escola de Fontainebleau. A sua lição sobre decoração harmoniosa permaneceu como princípio básico da arte decorativa francesa.

Rosso Fiorentino
Óleo sobre madeira, 375 x 196 cm

Francesco Primaticcio, 1563

A segunda escola de Fontainebleau

No fim do século XVI, foi estabelecida a segunda escola de Fontainebleau, durante o reinado de Henrique IV, com Tousssint Dubreuil, Ambroise Dubois e Martin Fréminet como figuras principais. Embora não tão brilhante como a primeira, continuou a exprimir as qualidades atractivas do maneirismo, a sua fantasia irreal e romântica. Mesmo em meados do século XVII, desenhadores como Bellange e Callot, pintores como Deruet e, numa certa medida, Claude Vignon, filiavam-se ainda no pensamento da escola maneirista.
Toussaint Dubreuil
Óleo sobre tela
Museu do Louvre

Mestre desconhecido da Escola de Fontainebleau, 1595

Fonte: As Belas Artes - Enciclopédia Ilustrada de Pintura, Desenho e Escultura (Grolier, Lda.) Edição 1979

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Edouard Manet








Edouard Manet
1832 - 1883








Edouard Manet nasceu a 23 de Janeiro de 1832 no seio de uma próspera família da classe média, de proprietários rurais com formação universitária. Seu pai, Auguste Manet, seguiu as pisadas do seu próprio pai na carreira de magistrado e juiz e esperava o mesmo do seu primeiro filho, Edouard. Os Manets eram um verdadeiro retrato de respeitabilidade, uma família modelo parisiense. A mãe de Manet, Eugénie Désirée, era afilhada do Príncipe coroado da Suécia. Trouxe consigo um dote considerável e talvez mesmo uma posição social ainda mais elevada. A família vivia numa imponente casa no nº. 5 da Rua Bonaparte, perto do Sena. Aos seis anos, Manet começou a frequentar a escola de Canon Poiloup, mudando para o colégio interno, o Collège Rollin, quando tinha doze anos.
Edouard foi pressionado pelo seu pai para seguir uma carreira jurídica mas o seu interesse era a arte e não a lei, mas a arte não era uma carreira aceitável do ponto de vista de Auguste Manet.
Edouard candidatou-se ao Colégio Naval, mas chumbou no exame de admissão. Ingressou então na Marinha Mercante e, em 1848, largou para o Brasil no navio escola La Havre et Guadeloupe. Manet descreve a viagem em pormenor nas suas cartas para casa. Ficou chocado com o que viu no Rio de Janeiro: «Neste país, todos os negros são escravos; todos eles parecem oprimidos; o poder que os brancos têm sobre eles é extraordinário; vi um mercado de escravos, um espectáculo bastante revoltante para pessoas como nós». França abolira a escravatura nas colónias das Caraíbas apenas em Março do ano anterior.
Quando o jovem Manet regressou a França, em 1849, estava determinado em tornar-se um artista e o seu pai cedeu, permitindo que se inscrevesse no estúdio do artista Thomas Couture, em Paris.
Manet iria gozar a vida de um «flâneur» (passeante) parisiense. Significava uma pessoa sofisticada e elegante, um janota de luvas brancas, chapéu alto e bengala, que deambulava pelas avenidas e convivia com pintores boémios, escritores e compositores nos muitos cafés em voga. A palavra «rentier» também se aplicava a Manet. Designava uma pessoa com meios financeiros pessoais, livre como Manet de satisfazer os seus desejos, e que não precisava de trabalhar para viver.
Olympia, 1863
O nu feminino tinha sido pintado vezes sem conta na história da arte e não era certamente invulgar. O que tornou a Olympia de Manet diferente, foi o facto de não estar conforme o estereótipo do nu na arte, que apresentava as mulheres como figuras míticas, ninfas e anónimas. O nu de Manet era uma mulher reconhecidamente real, uma prostituta moderna que olha para o espectador de uma forma assumida, envolvendo-o directa e intimamente na cena e que, ao fazê-lo, coloca o espectador no papel de cliente.

Le Déjeuner sur l’Herbe, exposto em 1863 no Salon de Refusés
(exposição alternativa ao Salon oficial)
O quadro suscitou uma indignação imediata assim que foi exibido, com as mulheres nuas e os homens vestidos.
A modelo da mulher nua que olha para o espectador tão directa e despudoradamente era Victorine Meurent, a modelo favorita de Manet. Victorine era uma parisiense oriunda de uma família pobre que teria tido muito poucas possibilidades de conviver com Manet se não fosse como modelo ou, talvez como prostituta. Na década de 1860, era um facto da vida, que homens como Manet nunca encontrariam mulheres como Victorine em nenhuma actividade social. Sabe-se que Victorine Meurent tinha trabalhado como modelo para o professor de arte Thomas Couture, assim como de outros artistas, e que Manet a encontrou em 1862 quando ela tinha 18 anos.
Victorine foi uma artista por direito próprio, expondo um auto-retrato no Salon em 1876. Ironicamente, o trabalho de Manet foi recusado pelo Salon nesse ano.

Victorine, Auto-Retrato

Tourada, 1865/66
Manet desenvolveu este quadro a partir de esboços feitos enquanto assistia a touradas em Espanha.
Em 1865, Manet visitou Madrid e ficou enfeitiçado pela pintura espanhola. Os trabalhos de artistas espanhóis como Velázquez e Goya tiveram uma influência profunda no seu próprio estilo de pintura e na escolha de temas. A moda espanhola era muito popular em Paris nesta época, com a galeria de arte do Louvre a adquirir trabalhos de artistas espanhóis e, com o Théâtre Ambassadeur que apresentava grupos de dança espanhola a actuar todas as noites.
Retrato de Suzanne Leenhoff
Suzanne Leenhoff tinha chegado a Paris com apenas 19 anos, vinda da sua terra natal de Zaltbommel, na Holanda e ganhava a vida como professora de piano. Em 1849, o jovem Manet com 17 anos conheceu Suzanne quando esta foi contratada por sua mãe para ensinar piano aos filhos. Em determinado momento tornaram-se amantes, após o que Suzanne desapareceu rapidamente para a Holanda. Regressou mais tarde, depois de dar à luz um filho chamado Léon Edouard. Manet tinha então aproximadamente 20 anos. Uma criança ilegítima era inaceitável para uma família com a posição de Manet e, por isso, Léon passou a ser o afilhado de Manet e irmão mais novo de Suzanne. Suzanne e Manet casaram-se em 1863, o ano seguinte à morte do pai de Manet.

Edouard Manet morreu a 30 de Abril de 1883, com 51 anos de idade. Havia algum tempo que sofria de sífilis em fase terminal, que lhe provocava dores constantes e gangrena no pé esquerdo, que lhe foi amputado 11 dias antes de morrer. Muitos amigos assistiram ao seu funeral e diz-se que Blanche ouviu Degas dizer «ele era maior do que pensávamos». Este é um epitáfio adequado a um artista cuja influência no curso da arte do século XIX foi profunda. Actualmente, pensamos nos impressionistas, como o grupo que rompeu a fronteira da arte tradicional da época, mas foi Manet que tornou isso possível. Manet foi a ponte entre as velhas e novas escolas. A obsessão de Manet em pintar o que via, a verdade do mundo moderno, abriu um novo caminho para os que se lhe seguiram.
A Janela

Berthe Morisot, uma grande amiga, casou com Eugène irmão de Manet

Retrato de Stéphane Mallarmé, 1876

Retrato dos Pais do Artista

Fonte: Manet – Um novo realismo, da Porto Editora


quarta-feira, 8 de setembro de 2010

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Sébastien Bourdon

Sébastien Bourdon
1616-1671

Pintor de obras históricas, retratos e paisagens, considerado competente, mas não brilhante.

Sébastien Bourdon nasceu em Montpellier, em 1616, mas com a idade de sete anos foi levado para Paris.
Cerca de 1634, seguiu para Roma, onde permaneceu três anos, aperfeiçoando o estilo na imitação dos bamboccianti e de Giovanni Gastiglione. Embora fosse capaz de pintar em qualquer estilo nunca criou forma pessoal. Constituiu mais uma prova do valor de Claude Lorrain do que de Bourdon a circunstância de este último, ter feito passar uma das suas pinturas como sendo da autoria de Claude.
Novamente em Paris desde 1637, Bourdon continuou a trabalhar num estilo italianizado. Em 1643, pintou uma ambiciosa obra barroca, intitulada Martírio de S. Pedro.

Em 1652, a convite da rainha Cristina, foi para a Suécia, onde pintou retratos da soberana e da sua corte. Quando a rainha abdicou, em 1654, Bourdon regressou a Paris, onde continuou a ter grande êxito como retratista. Esses retratos foram os seus melhores trabalhos. O estilo da sua fase derradeira tornou-se mais limitado e denota influência de Poussin, embora Bourdon lhe tivesse juntado um certo encanto suave que agradava ao seu público. Contudo, foi nestes últimos trabalhos que atingiu um estilo mais pessoal.

Fonte: Enciclopédia Ilustrada de Pintura, Desenho e Escultura - Grolier Incorporated - 7ª. Publicação - 1979

O Forno
Óleo sobre tela, 172,5 x 245,5 cm
Alte Pinakothek, Munich, Germany

Cristina da Suécia a Cavalo
Óleo sobre tela, 340,5 x 303 cm
Museu do Prado Madrid

Paisagem
Óleo sobre tela, 20,3 x 31,8 cm
The Fitzwilliam Museum, Cambridge, UK

Lamento
Óleo sobre tela, 55,5 x 46 xm
National Gallery of Australia

O Homem de Fitas Pretas
Óleo sobre tela, 106 x 85 cm
Museu Fabre, Montpellier

domingo, 5 de setembro de 2010

Rosalba Carriera






Rosalba Carriera
1675-1757

Retratista mundana







Rosalba Carriera foi uma pintora de retratos atraentes, imensamente populares no seu tempo. Viajou bastante por toda a Europa, explorando uma nova moda de retratos a pastel, de modo que os seus trabalhos se encontram na maior parte das grandes galerias europeias.
Rosalba era veneziana e foi aluna de seu cunhado Gianantonio Pellegrini. Supõe-se que travou conhecimento com Watteau em Paris, e trabalhou durante algum tempo em Viena. Criou alguns temas “ideais”, que consistiram principalmente em raparigas seminuas muito afectadas e em atitudes provocantes. Neste campo precedeu o pintor francês Greuze, que explorou o mesmo tema.
A arte de Rosalba Carriera é uma das mais típicas representações dos mais fúteis aspectos da sociedade aristocrática do século XVIII, mas por vezes faz aflorar o encanto e a elegância dos ideais rococó.
A sua longa vida teve um desfecho dramático: cegou e enlouqueceu, morreu em Veneza em 1757.

Fonte: Enciclopédia Ilustrada de Pintura, Desenho e Escultura - Grolier Incorporated - 7ª. publicação - 1979

Retrato de Gustavus Hamilton

Jovem com Papagaio

Retrato de Antoine Watteau
 
Retrato de Catarina Sagredo Barbarigo
 
Retrato de Felicita Sartori
 
Retrato de Sebastiano Ricci
 
Retrato de Henrietta Anna-Sophie de Modene
 
Retrato de Lady Elderly

sábado, 4 de setembro de 2010

Henri Bellechose

Henri Bellechose
Activo entre 1400-1444

Pintor da Corte de Borgonha

Pouco se sabe acerca da vida de Henri Bellechose, pintor flamengo da corte dos duques de Borgonha. Nasceu no Brabante e sucedeu a Jean Malouel na corte borgonhesa. Entre 1416 e 1425, trabalhou para João Sem Medo e, mais tarde, para Filipe, o Bom, na Cartuxa de Champmol, nos subúrbios de Dijon, no Palácio de Dijon e noutros castelos ducais. Em 1398, Jean Malouel foi encarregado de pintar cinco retábulos de altar para a Cartuxa. Contudo, parece que não completou o encargo, e julga-se que a execução de A Comunhão e Martírio de S. Dinis, embora fizesse parte da incumbência de Malouel, pertence inteiramente a Bellechose.

Fonte: Enciclopédia Ilustrada de Pintura, Desenho e Escultura - Grolier Incorporated - 7ª. publicação - 1979

Jacques Bellange

Jacques Bellange
Artista maneirista e gravador

Embora se saiba que Jacques Bellange esteve em Nancy entre 1600 e 1617, dedicando-se à pintura de retratos, decorando salas no palácio ducal e ajudando na preparação de festividades da corte, pouco se conhece da sua vida. Apenas alguns desenhos e gravuras chegaram até nós.
As obras mais importantes de Bellange são de carácter religioso. Morreu em 1617.

Fonte: Enciclopédia Ilustrada de Pintura, Desenho e Escultura - Grolier Incorporated - 7ª. publicação - 1979

Adoração dos Reis Magos (água forte)
Louvre, Paris
 
As Três Marias
British Museum, Londres
A Anunciação (água forte)
British Museum, Londres
 
Grupo de Mulheres (desenho à pena)
Louvre, Paris

Baugin

Baugin


Pintor realista de naturezas-mortas

Nada de concreto se sabe da vida de Baugin e somente uma das suas telas está datada, Livros e Papeis Iluminados por uma vela, de 1630.
A sua actividade parece ter tido como centro uma escola de pintores de naturezas-mortas que se desenvolveu num bairro de Paris, Saint-Germain des Prés, no começo do século XVII.
A obra de Baugin é conhecida através de três telas assinadas, uma das quais a obra datada acima referida. As outras duas intitulam-se Os cinco sentidos, uma natureza-morta de objectos simbolizando cada um dos sentidos,

e A sobremesa de Biscoitos. As três obras denunciam uma austeridade de cor e uma limitação na composição. Baugin assinou os seus quadros unicamente com o apelido, mas não deve ser confundido com o seu homónimo parisiense Lubin Baugin, imitador de pintores bolonheses, principalmente de Guido Reni.

Fonte: Enciclopédia Ilustrada de Pintura, Desenho e Escultura - Grolier Incorporated - 7ª. publicação - 1979