segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Henri de Toulouse-Lautrec


Henri de Toulouse-Lautrec
1864-1901

Um excelente desenhador que revolucionou a litografia


Henri de Toulouse-Lautrec nasceu em Albi, em Novembro de 1864. Seu pai foi o conde Alphonse de Toulouse-Lautrec, sendo sua mãe prima direita do marido. Em 1872, a família mudou-se para Paris, onde viveu alguns anos.
Em 1878 regressam a Albi, e ali Lautrec partiu a perna esquerda e no ano seguinte voltou a sofrer novo acidente de cavalo. Uma doença hereditária impediu a consolidação dos ossos e Lautrec ficou aleijado para o resto da vida.
Lautrec recebeu as primeiras lições de desenho de um pintor de animais, René Princeteau. Tinha uma facilidade natural para desenhar e uma grande vocação para a pintura. Dos quinze aos dezoito anos, passou o tempo entre Albi, Paris e Nice, fazendo muitos desenhos de cavalos a galope.
Em Março de 1882, decidiu estudar pintura a sério, e fez-se aluno de Léon Bonnat, em Paris. Quando este se reformou, foi trabalhar no estúdio de Fernand Cormon, onde permaneceu até 1886. Neste período, o seu estilo tendia para o academismo. Quando Émile Bernard, um entusiasta de Cézanne, entrou para o estúdio de Cormon, em 1885, Lautrec pintou o seu retrato, mas precisou de trinta e três sessões.
Em 1884, transferiu-se para um estúdio em Montmartre, onde permaneceu durante treze anos. Em dada altura, Suzanne Valadon, foi sua vizinha e com ela manteve um relacionamento amoroso.
Em fins de 1886 Lautrec encontrou Vincent van Gogh, e passaram a ver-se com muita frequência. Tinham pouco em comum, mas Lautrec influenciou em certa medida Van Gogh e chegou a pintar um retrato dele. Expuseram juntos no cabaré Le Tabourin, em 1887.
O seu estilo amadurecido começou a evoluir em 1885, quando se tornou um habitué da vida de Montmartre e fez dela o seu tema principal.
Em 1888, foi contratado para ilustrar uma revista e expôs pela primeira vez com Les XX em Bruxelas, onde viria depois a expor em diversas ocasiões.
Em 1889, Lautrec começou também a expor regularmente no Salon des Indépendants.
Quando o Moulin Rouge abriu, Lautrec utilizou muitas vezes este local de dança e os seus artistas em quadros e litografias. Jane Avril, por exemplo, apareceu em vários dos seus cartazes, e em 1891 Lautrec desenhou um cartaz para o Moulin Rouge com os dançarinos de cancã La Goulue e Valentin-le-Dépossé. A cantora Yvette Guilbert estreou-se no Eldorado, e também ela foi modelo para os esboços de Lautrec. Por mais sórdida que fosse a vida que o cercava, sempre a utilizou nos seus quadros, notáveis pela objectividade e ausência de crítica. Quando seu primo Tapié de Celeyran foi a Paris em 1891 e trabalhou como interno num hospital, Lautrec não deixou fugir a oportunidade de observar e pintar as operações.
Em 1893 Lautrec expos nas Galerias Boussod e Valadon. Por essa altura, fez várias viagens à Holanda, Espanha e Portugal, assim como a Londres, onde conheceu Oscar Wilde e Aubrey Beardsley.
O seu estilo tornou-se liso e ousado, a tinta líquida, e Lautrec expandiu-se em esquemas de composição e formas que levam eventualmente à Arte Nova.
Lautrec, tornou-se cada vez mais interessado em pintar o movimento, empenhando-se quase sempre em dar às suas personagens um sentido de projecção no tempo. Entretanto o seu trabalho tornou-se progressivamente moderado e a cor mais restrita. Com redobrada energia, experimentou as artes gráficas, explorando continuamente novas técnicas em litografia. Não fez distinção entre a bela-arte e a arte comercial, elaborando programas de teatro e listas de emenda, além de vários cartazes. Na realidade, a sua arte gráfica desenvolveu-se consideravelmente, e cerca de 1898 produziu uma grande quantidade de desenhos, principalmente sobre a vida de Montmartre – lupanares, cabarés, mulheres a fazerem a toilette.
A vida de Lautrec era cada vez mais cheias de excessos, e em Fevereiro de 1901 foi internado no sanatório de Neuilly, onde desenhou de memória cenas de circo. Em Maio, deixou o sanatório e retomou o trabalho, mas a sua saúde foi-se depauperando continuamente, vindo a morrer durante uma visita à sua mãe, em Malromé, a 9 de Setembro de 1901, antes de completar os 37 anos de vida.
Fonte: Enciclopédia Ilustrada de Belas Artes (Grolier, Lda.) - 7ª. Edição 1979

Henri de Toulouse-Lautrec, pintando no seu estudio (fotografia)

Casa onde nasceu Toulouse-Lautrec, hoje museu Henri Toulouse-Lautrec

sábado, 23 de outubro de 2010

Paul Gauguin






Paul Gauguin
1848-1903

Precursor do simbolismo na reacção contra a pintura naturalista.





Paul Gauguin nasceu em Paris, em 1848, de uma família da classe média. Três anos mais tarde, depois do golpe de estado de Luís Napoleão, a família foi para a América do Sul. O pai de Gauguin morreu no caminho.
Gauguin viveu em Lima, no Peru, até que voltou novamente para França, quando tinha sete anos.
Aos dezassete anos alistou-se como cadete da Marinha e andou no mar até 1871.
Sua mãe morrera quatro anos antes, e ele obteve um lugar de cambista, conseguido pelo seu tutor. Ali conheceu Émile Schuffenecker, seu apoio contínuo na vida futura.
Gauguin começou cedo a interessar-se pela arte, desenhando, pintando e reunindo uma colecção de quadros impressionistas. O impressionismo fascinava-o. Em 1876, conheceu Camille Pissarro, que imediatamente o deixou encantado. Nesse mesmo ano um quadro de Gauguin foi aceite no Salon de Paris, e, entre 1880 e 1886, exibiu os seus quadros nas exposições do grupo dos impressionistas.
Em 1883, a França sofreu uma crise financeira. Gauguin renunciou ao emprego para pintar todo o tempo com Pissarro, em Osny, próximo de Pontoise. No ano seguinte, mudou-se para Copenhaga com a mulher, que era dinamarquesa, e os filhos, e fez uma exposição do seu trabalho que provocou interesse na Dinamarca. No entanto, Gauguin ficou em dificuldades financeiras e a mulher foi forçada a dar lições de francês para se manter e aos filhos.
Gauguin voltou de novo a Paris com o seu filho Clovis, arranjando trabalho como fixador de cartazes. Mas tanto o pai como o filho adoeceram. Gauguin, depois de pôr Clovis numa pensão e de vender parte da sua colecção de arte, para obter fundos, partiu para a Bretanha. Aqui, em 1886, esteve pela primeira vez na Pensão Gloanec, em Pont-Aven, pintando com uma energia e determinação ferozes. Conheceu Edgar Degas, com quem teve várias discussões, mas tornou-se amigo do pintor Charles Laval e de um jovem pintor e teorista, Émile Bernard. A marca do impressionismo no seu estilo tinha já diminuído. Ao mesmo tempo, era influenciado pelos quadros recentes de Paul Cézanne e pelas gravuras japonesas.
Perseguido pelo desejo, possivelmente legado das suas recordações do Peru, de pintar num país tropical, Gauguin viajou durante oito meses pelo canal do Pananá e pela Martinica com Charles Laval. De regresso a Paris, em 1887, doente com disenteria e febres, trabalhou em cerâmica e nas mais diversas formas de arte aplicada, além da sua pintura. Mas uma exposição dos seus quadros foi mal sucedida, e, passados dois meses, voltou à Bretanha.
Do seu segundo período na Bretanha emergiu um estilo e um sistema de ideias que estavam em desacordo directo com a pintura da própria Natureza no impressionismo, ideias essas de grande significado no desenvolvimento da arte europeia. As conversas com Émile Bernard forneceram a Gauguin algumas fórmulas já feitas para cristalizar as suas soluções experimentais e as suas vagas pesquisas. A sua própria agilidade mental e percepção aguda levaram-no longe.
Gauguin continuou o seu novo estilo, finalmente chamado sintetismo ou simbolismo pictórico pelos jovens pintores que mais tarde foram conhecidos como os Nabis. Chegou mesmo a dar a um deles, Paul Sérusier, uma pequena lição de pintura.
Entretanto, Gauguin trocava frequentemente pinturas e cartas com Vincent van Gogh, que conhecera em Paris, em 1886. Com grande dificuldade, Van Gogh persuadiu-o a deixar a Bretanha e ir para o Sul viver com ele, em Arles. A experiência não foi bem sucedida. A disparidade dos seus pontos de vista sobre a pintura desolou-os. Gauguin insistia com Van Gogh para que trabalhasse de memória, o que este achava difícil. Decorridos apenas dois meses, as discussões atingiram um clímax, até que, certo dia, Van Gogh excitou-se e ameaçou o amigo. Gauguin, alarmado, passou a noite num hotel, donde partiu para Paris, deixando Van Gogh num estado de colapso mental e físico.
Gauguin passou três meses em Paris, regressando à Bretanha em Março de 1889. Permaneceu primeiro em Pont-Aven, com Laval e Sérusier, depois em Le Pouldu, com o pintor amador holandês Meyer de Haan, que muitas vezes generosamente pagava as suas contas. No Inverno costumava regressar a Paris, onde vivia na casa do seu velho amigo Schuffenecker e onde se encontrava e conversava com os poetas e escritores simbolistas.
Em 1889, expôs em Bruxelas com Les XX, tendo sido admirado pelo crítico Octave Maus e desdenhado pelo público. No mesmo ano, ele e Scheffenecker organizaram uma exposição dos grupos impressionistas e simbolistas no Café Volpini, em Paris. Coincidindo com a Exposição Universal de Paris, impressionou tanto os devotos artísticos como literários do simbolismo.
Em Abril de 1891, Gauguin partiu para o Taiti.
Aí, em breve estabeleceu laços de amizade com os nativos, vivendo com uma rapariga taitiana, Tehura, a alguns quilómetros de Papeete. Ficou fascinado pelo modo de vida taitiano e pela sua antiga cultura, e as cores vivas predominam nas suas telas. No entanto, a vida de Gauguin no seu «Paraíso tropical» nunca foi fácil. Em Fevereiro de 1892, adoeceu gravemente, e o seu estado de saúde manteve-se estacionário até ao fim desse ano. Trabalhou até, por falta de dinheiro, se acabarem os seus materiais de pintura, vendo-se finalmente obrigado a pedir a repatriação. Antes de deixar o Taiti, pintou A Lua e a Terra, expressão do seu sentimento pela cultura maori, com que tomara contacto através do livro de Moerenhout sobre o saber polinésio. As lendas que tirou de Moerenhout serviram de base para o seu próprio livro Noa Noa, publicado em 1887.
De regresso a Paris em 1893, Gaugui recebeu uma herança inesperada de um tio, pelo que pôde manter-se a si e à sua rapariga javanesa, Anna, durante algum tempo, em Paris e na Bretanha. Mas numa briga com marinheiros, causada põe ela, quebrou um tornozelo, o seu estúdio foi saqueado e Anna raptada. Por isso, em 1895, depois de um segundo leilão das suas obras, regressou ao Taiti e juntou-se a outra rapariga nativa, pintando constantemente, apesar do seu precário estado de saúde.
Durante a última fase, a sua obra ganhou novo vigor e um carácter clássico. O enorme quadro Donde vimos? Que somos? Para onde vamos?, de 1897, era o resumo da sua resposta emocional à vida e a tudo o que o circundava. Por fim, a sua visão da arte tornou-se mais clara. Escreveu a um amigo: «Tem sempre presentes os persas, os cambojanos e um pouco da arte egípcia. O grande erro está na arte grega, por muito bela que seja.»
Em 1898, Gauguin tentou, sem resultado, suicidar-se. Então tornou-se amanuense em Papeete, entrou em conflito com as autoridades e publicou um panfleto satírico ridicularizando os europeus ali instalados. Mesmo quando se mudou para as ilhas Marquesas, em 1901, não encontrou paz. Já muito doente, continuou a tomar partido dos nativos contra os colonos europeus.
Em Março de 1903, foi multado e condenado a três meses de prisão. Morreu a 8 de Maio, numa grande solidão e pobreza.
A influência de Gauguin na arte foi incomensurável. No fim do século XIX, foi ele a fonte dos Nabis, do expressionismo alemão e, até certo ponto, da Arte Nova, além de ser também uma das principais fontes de inspiração da arte idealista do século XX.

Fonte: Enciclopédia Ilustrada de Belas Artes (Grolier, Lda.) 7ª.Edição 1979


quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Adriaen Van Ostade

Adriaen Van Ostade (1610-1685)
Auto-retrato no seu estúdio, 1663
Óleo sobre madeira, 38 x 35,5 cm
Gemäldegalerie, Dresden

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Auto-Retratos

Judith Leyster (1609-60)
Auto-Retrato
Óleo sobre tela, 73,4 x 65 cm
National Gallery of Art, Washington DC

Nicolas Poussin (1594-1665)
Auto-Retrato, 1650
Óleo sobre tela, 98 x 74 cm
Museu do Louvre, Paris


Artemisia Gentileschi (1593-1652/3)
Auto-Retrato, 1635-7
Óleo sobre tela, 98,6 x 75,2 cm
Royal Collection

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Natureza morta

Natureza morta - Alhos, Almotolia e Almofariz
Óleo sobre tela - 40 x 40 cm - Ano 2008

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Herman Van Vollenhoven

Herman Van Vollenhoven (século XVII)
Auto-retrato, 1612
Óleo sobre tela, 89 x 112 cm
Rijksmuseum, Amesterdam

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Paisagem

Paisagem, 5 Pedras
Óleo sobre tela, 40x40 cm - Ano 2010

Peter Paul Rubens

Peter Paul Rubens (1577-1640)
Retrato do Artista, 1623-4
Óleo sobre madeira, 86 x 62,5 cm
Royal Collection

domingo, 10 de outubro de 2010

Cristofano Allori

Cristofano Allori (1577-1621)
Auto-retrato, 1606-10
Óleo sobre tela, 53,5 x 40,3 cm
Galeria Uffizi, Florence

sábado, 9 de outubro de 2010

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Orazio Borgianni

Orazio Borgianni (1575-1616)
Auto-retrato, 1615
Óleo sobre Tela, 95 x 71 cm
Museo do Prado, Madrid

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Joachim Wtewael

Joachim Wtewael (1566-1638)
Auto-retrato, 1601
Óleo sobre madeira, 98 x 74 cm
Museo Central, Utrecht

terça-feira, 5 de outubro de 2010

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Giulio Cesare Procaccini

Giulio Cesare Procaccini (1574-1625)
Auto-retrato, 1600
Óleo sobre madeira, 42,5 x 27 cm
Colecção Particular

domingo, 3 de outubro de 2010

Peder Severin Kroyer

Peder Severin Kroyer (1851-1909)
Auto-retrato, 1888
Óleo sobre tela, 49 x 41 cm
Uffizi, Florença

Berthe Morisot

Berthe Morisot (1841-1895
Auto-retrato, 1885
Óleo sobre tela, 61 x 50 cm
Museu Marmottan, Paris

Edouard Manet

Edouard Manet (1832-1883)
Auto-retrato, 1879
Óleo sobre tela, 83 x 67 cm
Colecção Privada

Anselm Feuerbach

Anselm Feuerbach (1829-1880)
Auto-retrato, 1852
Óleo sobre tela, 42 x 33 cm
Staatliche Kunsthalle, Karlsruhe