quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Gustav Klimt






Gustav Klimt
1862-1918

Principal pintor austríaco da Arte Nova




Gustav Klimt nasceu em 14 Julho de 1862, em Baumgarten, perto de Viena. Foi o segundo de sete filhos de um gravador boémio. Frequentou a Academia de Viena entre os catorze e os vinte e dois anos, onde foi aluno de Ferdinand Laufberger e de Julius Victor Berger. Depois juntou-se ao seu irmão Ernst e ao pintor Franz Matsch, em decorações para o Kunsthistorisches Museum de Viena, teatros, e as termas de Karlsbad na Tchecoslováquia. A morte de Ernst, em 1892, acabou com a sociedade, deixando Klimt incapaz de pintar durante seis anos.
Quando retomou o pincel em 1897, o seu estilo estava completamente alterado. A partir de 1890, tivera a oportunidade de ver pinturas impressionistas, neo-impressionistas, pontilhistas e simbolistas em exposição em Viena. Estas, e o seu contacto com obras da Irmandade Pré-Rafaelita, com o americano James Mcneill Whistler e com o holandês Jan Toorop, deram a Klimt o estímulo de que este necessitava para desenvolver uma forma especificamente austríaca da Arte Nova.
Quando a Sezession Vienense foi fundada, em 1897, para promover este novo estilo, Klimt foi o seu primeiro presidente. Através de artigos e desenhos para o jornal Ver Sacrum, que foi fundado para o mesmo fim, estendeu também a Arte Nova à Ilustração do livro austríaco.
Contudo, os problemas que o preocuparam foram ainda os relacionados com a decoração de interiores. As três decorações de tectos que lhe foram encomendadas pela Universidade de Viena em 1900-1903 (destruídas em 1945) mostraram como a Arte Nova podia ser adaptada às necessidades da pintura monumental. Quando as autoridades se recusaram a erguê-las, o próprio Klimt comprou-as de novo. Num friso do mesmo período, concebido como uma interpretação livre da Nona Sintonia de Beethoven e exposto na Sezession, as figuras esguias e expressivas lembram pinturas dos pré-rafaelitas e de Edvard Munch.
Em 1905, Klimt deixou a Sezession, e até 1908 colaborou num mural de mosaico e esmalte sobre mármore para a sala de jantar do Palácio Stoclet, em Bruxelas. A têmpera foi a técnica utilizada neste mural e de entre os vários materiais destaca-se a folha de ouro e de prata. Nesta altura, Klimt fazia uso generalizado de formas em espiral, colocando as figuras de tal maneira que os espaços entre elas se tornavam tão importantes como as próprias figuras.
Em 1908, foi-lhe concedida uma medalha de ouro em Roma, após o que se formou o Grupo Klimt. Por essa mesma altura, começou a intensificar as suas cores e desenhos, criando uma tensão pela apresentação de contrastes entre formas lisas e plásticas.
Em 1908 expõe 16 telas na Kunstschau. A Galeria de Arte Moderna compra "As Três Idades da Vida" e a Österreichische Staatsgalerie compra o quadro "O Beijo".
Em 1910 participa com sucesso na 9ª Bienal de Veneza. E em 1911, na Exposição Internacional de Roma, recebe o primeiro prémio com o quadro "A Vida e a Morte”.
Klimt passava todos os verões no Attersee, o maior lago da Áustria. Achou a sua paisagem inspiradora e algumas das suas obras mais conhecidas foram ali pintadas, incluindo O Beijo.
As obras em tela de Klimt foram relativamente poucas e ele considerava-se sobretudo muralista, que foi a sua via primordial para o sucesso.
Em 1917, Klimt foi nomeado membro honorário das Academias de Viena e de Munique. No Ano seguinte, a 6 de Fevereiro, morreu em Viena, depois de ter aberto caminho à moderna arte austríaca.
As três idades da Vida

O Beijo

A morte e a Vida

Malcesine, no Lago de Garda

Fonte: Enciclopédia Ilustrada de Belas Artes, (Grolier, Lda.) 7ª. Edição 1979

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Henri de Toulouse-Lautrec


Henri de Toulouse-Lautrec
1864-1901

Um excelente desenhador que revolucionou a litografia


Henri de Toulouse-Lautrec nasceu em Albi, em Novembro de 1864. Seu pai foi o conde Alphonse de Toulouse-Lautrec, sendo sua mãe prima direita do marido. Em 1872, a família mudou-se para Paris, onde viveu alguns anos.
Em 1878 regressam a Albi, e ali Lautrec partiu a perna esquerda e no ano seguinte voltou a sofrer novo acidente de cavalo. Uma doença hereditária impediu a consolidação dos ossos e Lautrec ficou aleijado para o resto da vida.
Lautrec recebeu as primeiras lições de desenho de um pintor de animais, René Princeteau. Tinha uma facilidade natural para desenhar e uma grande vocação para a pintura. Dos quinze aos dezoito anos, passou o tempo entre Albi, Paris e Nice, fazendo muitos desenhos de cavalos a galope.
Em Março de 1882, decidiu estudar pintura a sério, e fez-se aluno de Léon Bonnat, em Paris. Quando este se reformou, foi trabalhar no estúdio de Fernand Cormon, onde permaneceu até 1886. Neste período, o seu estilo tendia para o academismo. Quando Émile Bernard, um entusiasta de Cézanne, entrou para o estúdio de Cormon, em 1885, Lautrec pintou o seu retrato, mas precisou de trinta e três sessões.
Em 1884, transferiu-se para um estúdio em Montmartre, onde permaneceu durante treze anos. Em dada altura, Suzanne Valadon, foi sua vizinha e com ela manteve um relacionamento amoroso.
Em fins de 1886 Lautrec encontrou Vincent van Gogh, e passaram a ver-se com muita frequência. Tinham pouco em comum, mas Lautrec influenciou em certa medida Van Gogh e chegou a pintar um retrato dele. Expuseram juntos no cabaré Le Tabourin, em 1887.
O seu estilo amadurecido começou a evoluir em 1885, quando se tornou um habitué da vida de Montmartre e fez dela o seu tema principal.
Em 1888, foi contratado para ilustrar uma revista e expôs pela primeira vez com Les XX em Bruxelas, onde viria depois a expor em diversas ocasiões.
Em 1889, Lautrec começou também a expor regularmente no Salon des Indépendants.
Quando o Moulin Rouge abriu, Lautrec utilizou muitas vezes este local de dança e os seus artistas em quadros e litografias. Jane Avril, por exemplo, apareceu em vários dos seus cartazes, e em 1891 Lautrec desenhou um cartaz para o Moulin Rouge com os dançarinos de cancã La Goulue e Valentin-le-Dépossé. A cantora Yvette Guilbert estreou-se no Eldorado, e também ela foi modelo para os esboços de Lautrec. Por mais sórdida que fosse a vida que o cercava, sempre a utilizou nos seus quadros, notáveis pela objectividade e ausência de crítica. Quando seu primo Tapié de Celeyran foi a Paris em 1891 e trabalhou como interno num hospital, Lautrec não deixou fugir a oportunidade de observar e pintar as operações.
Em 1893 Lautrec expos nas Galerias Boussod e Valadon. Por essa altura, fez várias viagens à Holanda, Espanha e Portugal, assim como a Londres, onde conheceu Oscar Wilde e Aubrey Beardsley.
O seu estilo tornou-se liso e ousado, a tinta líquida, e Lautrec expandiu-se em esquemas de composição e formas que levam eventualmente à Arte Nova.
Lautrec, tornou-se cada vez mais interessado em pintar o movimento, empenhando-se quase sempre em dar às suas personagens um sentido de projecção no tempo. Entretanto o seu trabalho tornou-se progressivamente moderado e a cor mais restrita. Com redobrada energia, experimentou as artes gráficas, explorando continuamente novas técnicas em litografia. Não fez distinção entre a bela-arte e a arte comercial, elaborando programas de teatro e listas de emenda, além de vários cartazes. Na realidade, a sua arte gráfica desenvolveu-se consideravelmente, e cerca de 1898 produziu uma grande quantidade de desenhos, principalmente sobre a vida de Montmartre – lupanares, cabarés, mulheres a fazerem a toilette.
A vida de Lautrec era cada vez mais cheias de excessos, e em Fevereiro de 1901 foi internado no sanatório de Neuilly, onde desenhou de memória cenas de circo. Em Maio, deixou o sanatório e retomou o trabalho, mas a sua saúde foi-se depauperando continuamente, vindo a morrer durante uma visita à sua mãe, em Malromé, a 9 de Setembro de 1901, antes de completar os 37 anos de vida.
Fonte: Enciclopédia Ilustrada de Belas Artes (Grolier, Lda.) - 7ª. Edição 1979

Henri de Toulouse-Lautrec, pintando no seu estudio (fotografia)

Casa onde nasceu Toulouse-Lautrec, hoje museu Henri Toulouse-Lautrec

sábado, 23 de outubro de 2010

Paul Gauguin






Paul Gauguin
1848-1903

Precursor do simbolismo na reacção contra a pintura naturalista.





Paul Gauguin nasceu em Paris, em 1848, de uma família da classe média. Três anos mais tarde, depois do golpe de estado de Luís Napoleão, a família foi para a América do Sul. O pai de Gauguin morreu no caminho.
Gauguin viveu em Lima, no Peru, até que voltou novamente para França, quando tinha sete anos.
Aos dezassete anos alistou-se como cadete da Marinha e andou no mar até 1871.
Sua mãe morrera quatro anos antes, e ele obteve um lugar de cambista, conseguido pelo seu tutor. Ali conheceu Émile Schuffenecker, seu apoio contínuo na vida futura.
Gauguin começou cedo a interessar-se pela arte, desenhando, pintando e reunindo uma colecção de quadros impressionistas. O impressionismo fascinava-o. Em 1876, conheceu Camille Pissarro, que imediatamente o deixou encantado. Nesse mesmo ano um quadro de Gauguin foi aceite no Salon de Paris, e, entre 1880 e 1886, exibiu os seus quadros nas exposições do grupo dos impressionistas.
Em 1883, a França sofreu uma crise financeira. Gauguin renunciou ao emprego para pintar todo o tempo com Pissarro, em Osny, próximo de Pontoise. No ano seguinte, mudou-se para Copenhaga com a mulher, que era dinamarquesa, e os filhos, e fez uma exposição do seu trabalho que provocou interesse na Dinamarca. No entanto, Gauguin ficou em dificuldades financeiras e a mulher foi forçada a dar lições de francês para se manter e aos filhos.
Gauguin voltou de novo a Paris com o seu filho Clovis, arranjando trabalho como fixador de cartazes. Mas tanto o pai como o filho adoeceram. Gauguin, depois de pôr Clovis numa pensão e de vender parte da sua colecção de arte, para obter fundos, partiu para a Bretanha. Aqui, em 1886, esteve pela primeira vez na Pensão Gloanec, em Pont-Aven, pintando com uma energia e determinação ferozes. Conheceu Edgar Degas, com quem teve várias discussões, mas tornou-se amigo do pintor Charles Laval e de um jovem pintor e teorista, Émile Bernard. A marca do impressionismo no seu estilo tinha já diminuído. Ao mesmo tempo, era influenciado pelos quadros recentes de Paul Cézanne e pelas gravuras japonesas.
Perseguido pelo desejo, possivelmente legado das suas recordações do Peru, de pintar num país tropical, Gauguin viajou durante oito meses pelo canal do Pananá e pela Martinica com Charles Laval. De regresso a Paris, em 1887, doente com disenteria e febres, trabalhou em cerâmica e nas mais diversas formas de arte aplicada, além da sua pintura. Mas uma exposição dos seus quadros foi mal sucedida, e, passados dois meses, voltou à Bretanha.
Do seu segundo período na Bretanha emergiu um estilo e um sistema de ideias que estavam em desacordo directo com a pintura da própria Natureza no impressionismo, ideias essas de grande significado no desenvolvimento da arte europeia. As conversas com Émile Bernard forneceram a Gauguin algumas fórmulas já feitas para cristalizar as suas soluções experimentais e as suas vagas pesquisas. A sua própria agilidade mental e percepção aguda levaram-no longe.
Gauguin continuou o seu novo estilo, finalmente chamado sintetismo ou simbolismo pictórico pelos jovens pintores que mais tarde foram conhecidos como os Nabis. Chegou mesmo a dar a um deles, Paul Sérusier, uma pequena lição de pintura.
Entretanto, Gauguin trocava frequentemente pinturas e cartas com Vincent van Gogh, que conhecera em Paris, em 1886. Com grande dificuldade, Van Gogh persuadiu-o a deixar a Bretanha e ir para o Sul viver com ele, em Arles. A experiência não foi bem sucedida. A disparidade dos seus pontos de vista sobre a pintura desolou-os. Gauguin insistia com Van Gogh para que trabalhasse de memória, o que este achava difícil. Decorridos apenas dois meses, as discussões atingiram um clímax, até que, certo dia, Van Gogh excitou-se e ameaçou o amigo. Gauguin, alarmado, passou a noite num hotel, donde partiu para Paris, deixando Van Gogh num estado de colapso mental e físico.
Gauguin passou três meses em Paris, regressando à Bretanha em Março de 1889. Permaneceu primeiro em Pont-Aven, com Laval e Sérusier, depois em Le Pouldu, com o pintor amador holandês Meyer de Haan, que muitas vezes generosamente pagava as suas contas. No Inverno costumava regressar a Paris, onde vivia na casa do seu velho amigo Schuffenecker e onde se encontrava e conversava com os poetas e escritores simbolistas.
Em 1889, expôs em Bruxelas com Les XX, tendo sido admirado pelo crítico Octave Maus e desdenhado pelo público. No mesmo ano, ele e Scheffenecker organizaram uma exposição dos grupos impressionistas e simbolistas no Café Volpini, em Paris. Coincidindo com a Exposição Universal de Paris, impressionou tanto os devotos artísticos como literários do simbolismo.
Em Abril de 1891, Gauguin partiu para o Taiti.
Aí, em breve estabeleceu laços de amizade com os nativos, vivendo com uma rapariga taitiana, Tehura, a alguns quilómetros de Papeete. Ficou fascinado pelo modo de vida taitiano e pela sua antiga cultura, e as cores vivas predominam nas suas telas. No entanto, a vida de Gauguin no seu «Paraíso tropical» nunca foi fácil. Em Fevereiro de 1892, adoeceu gravemente, e o seu estado de saúde manteve-se estacionário até ao fim desse ano. Trabalhou até, por falta de dinheiro, se acabarem os seus materiais de pintura, vendo-se finalmente obrigado a pedir a repatriação. Antes de deixar o Taiti, pintou A Lua e a Terra, expressão do seu sentimento pela cultura maori, com que tomara contacto através do livro de Moerenhout sobre o saber polinésio. As lendas que tirou de Moerenhout serviram de base para o seu próprio livro Noa Noa, publicado em 1887.
De regresso a Paris em 1893, Gaugui recebeu uma herança inesperada de um tio, pelo que pôde manter-se a si e à sua rapariga javanesa, Anna, durante algum tempo, em Paris e na Bretanha. Mas numa briga com marinheiros, causada põe ela, quebrou um tornozelo, o seu estúdio foi saqueado e Anna raptada. Por isso, em 1895, depois de um segundo leilão das suas obras, regressou ao Taiti e juntou-se a outra rapariga nativa, pintando constantemente, apesar do seu precário estado de saúde.
Durante a última fase, a sua obra ganhou novo vigor e um carácter clássico. O enorme quadro Donde vimos? Que somos? Para onde vamos?, de 1897, era o resumo da sua resposta emocional à vida e a tudo o que o circundava. Por fim, a sua visão da arte tornou-se mais clara. Escreveu a um amigo: «Tem sempre presentes os persas, os cambojanos e um pouco da arte egípcia. O grande erro está na arte grega, por muito bela que seja.»
Em 1898, Gauguin tentou, sem resultado, suicidar-se. Então tornou-se amanuense em Papeete, entrou em conflito com as autoridades e publicou um panfleto satírico ridicularizando os europeus ali instalados. Mesmo quando se mudou para as ilhas Marquesas, em 1901, não encontrou paz. Já muito doente, continuou a tomar partido dos nativos contra os colonos europeus.
Em Março de 1903, foi multado e condenado a três meses de prisão. Morreu a 8 de Maio, numa grande solidão e pobreza.
A influência de Gauguin na arte foi incomensurável. No fim do século XIX, foi ele a fonte dos Nabis, do expressionismo alemão e, até certo ponto, da Arte Nova, além de ser também uma das principais fontes de inspiração da arte idealista do século XX.

Fonte: Enciclopédia Ilustrada de Belas Artes (Grolier, Lda.) 7ª.Edição 1979


quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Adriaen Van Ostade

Adriaen Van Ostade (1610-1685)
Auto-retrato no seu estúdio, 1663
Óleo sobre madeira, 38 x 35,5 cm
Gemäldegalerie, Dresden

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Auto-Retratos

Judith Leyster (1609-60)
Auto-Retrato
Óleo sobre tela, 73,4 x 65 cm
National Gallery of Art, Washington DC

Nicolas Poussin (1594-1665)
Auto-Retrato, 1650
Óleo sobre tela, 98 x 74 cm
Museu do Louvre, Paris


Artemisia Gentileschi (1593-1652/3)
Auto-Retrato, 1635-7
Óleo sobre tela, 98,6 x 75,2 cm
Royal Collection

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Natureza morta

Natureza morta - Alhos, Almotolia e Almofariz
Óleo sobre tela - 40 x 40 cm - Ano 2008

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Herman Van Vollenhoven

Herman Van Vollenhoven (século XVII)
Auto-retrato, 1612
Óleo sobre tela, 89 x 112 cm
Rijksmuseum, Amesterdam

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Paisagem

Paisagem, 5 Pedras
Óleo sobre tela, 40x40 cm - Ano 2010

Peter Paul Rubens

Peter Paul Rubens (1577-1640)
Retrato do Artista, 1623-4
Óleo sobre madeira, 86 x 62,5 cm
Royal Collection

domingo, 10 de outubro de 2010

Cristofano Allori

Cristofano Allori (1577-1621)
Auto-retrato, 1606-10
Óleo sobre tela, 53,5 x 40,3 cm
Galeria Uffizi, Florence

sábado, 9 de outubro de 2010

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Orazio Borgianni

Orazio Borgianni (1575-1616)
Auto-retrato, 1615
Óleo sobre Tela, 95 x 71 cm
Museo do Prado, Madrid

quinta-feira, 7 de outubro de 2010