sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Bartolomé Esteban Murillo






Bartolomé Esteban Murillo
1617-1682

Pintor a quem chamaram o Rafael e o Van Dyck da arte espanhola







No fim de 1617, em Sevilha, onde Diogo Velázquez e Francisco de Zurbarán tinham precisamente acabado a sua aprendizagem, nasceu Bartolomé Esteban Murillo. O pai, Gaspar Esteban Murillo, e a mãe, Maria Pérez, baptizaram-no no dia de Ano Novo de 1618. Morreram quando Bartolomé tinha dez anos de idade, deixando-o ao cuidado de um tio, em cuja casa, pela primeira vez, se entregou à pintura e expandiu o seu talento. Pintou quadros religiosos e aguarela ou têmpera em telas finas, que era sempre possível vender para as feiras de Sevilha ou exportar para as colónias espanholas da América do Sul. Este pequeno negócio continuou até que o tio o pôs como discípulo do pintor Juan del Castilho, outro parente e também mestre de Alonso Cano. Murillo aprendeu tanto a teoria como a prática do desenho e da pintura. Quando Castilho se mudou para Cádis, Murillo ficou sòzinho dando satisfação às encomendas de temas populares que lhe faziam os negociantes de quadros.
Em 26 de Fevereiro de 1645, na Igreja de Santa Maria Madalena, em Sevilha, onde fora baptizado, Murillo casou com Doña Beatriz de Cabrera, que possuía algumas terras na cidade de Pilas, onde nascera. Em 1645-46, um Murillo já com responsabilidades de família fez a sua primeira obra séria e famosa – onze quadros para o pequeno claustro do Convento de S. Francisco, em Sevilha.
Murillo ansiava viajar, mas era demasiado orgulhoso para pedir dinheiro emprestado à mulher para tal fim. Em vez disso, comprou uma grande tela e cortou-a em pedaços, usando estes para uma série de pinturas sagradas em miniatura que vendeu a um exportador para as Índias Ocidentais. Com tal produção em massa, nesta fase da sua obra, Murillo arriscou-se a prejudicar o estilo rico que começara a atingir. É duvidoso que alguma vez tivesse ido além de Madrid, porque custava-lhe afastar-se da sua obra.
Murillo conseguiu afirmar a sua oficina de Sevilha como factor importante do mundo artístico da época. Choveram encomendas e ele aceitou muitos discípulos, a quem ensinou com a gentileza própria tanto do seu carácter como da sua obra.
O realismo das suas virgens, dos rapazes da rua, dos vendedores ambulantes, dos retratos e santos – as suas Virgens eram jovens andaluzas e as figuras do Santo Isidro e S. Leandro, de 1655, na Catedral de Sevilha, são maiores que os retratos em tamanho natural de dois estudantes – é suavizado pela atmosfera de encanto, graciosidade e ternura com que o autor o rodeia.
No auge do seu virtuosismo, o realismo degenerou por vezes em mero sentimentalismo, mas é aquele, ainda assim, o elemento que dá unidade à sua vasta obra. Nos quadros de Ribera, aprendera a dar forma aos temas pela perfeita distribuição da luz e da sombra, mas as suas formas não têm a força das de Zurbarán. A luz de Murillo é quente, mas as suas sombras são frias. O seu colorido, inspirado nos coloridos flamengo e veneziano, é delicado e subtil.
O último testemunho da índole comedida de Murillo foi o projecto da criação de uma academia pública de desenho em Sevilha. Durante a campanha persistente a que teve de entregar-se para persuadir os artistas da cidade a ajudá-lo a custear as despesas de tal escola, lutou contra o ciúme profissional e o mau carácter de Juan de Valdés Leal e de Francisco Herrera, que era mais novo. Por fim conseguiu realizar a primeira sessão do edifício municipal, em 11 de Janeiro de 1660. Ele e Herrera repartiram entre si as responsabilidades da direcção e Vasdés Leal foi eleito tesoureiro. Murillo deu lições públicas de desenho de anatomia humana, servindo-se de um modelo nu, criando assim um precedente em Sevilha.
Em 1662, solicitou a sua admissão como membro da Confraria de La Caridad, sociedade de Sevilha que fora criada cento e cinquenta anos antes, com o fim de auxiliar os pobres e enterrar os mortos. Foi admitido em 1665, depois de um longo inquérito, e encarregado mais tarde, juntamente com Valdés Leal, de decorar a igreja daquela confraria, que fora reconstruída havia pouco tempo.
Quando exibiram em Madrid, no dia da festa de Cristo-Rei, em 1670, a Imaculada Conceição, de sua autoria, o rei convidou-o a visitar a corte, mas ele recusou apresentando como desculpa a idade.
Doze anos mais tarde, quando em Cádis, pintava o enorme Casamento Místico de Santa Catarina, para o altar do Convento dos Capuchinhos daquela cidade, Murillo escorregou e caiu do andaime, ficando ferido. Teve de regressar a Sevilha, e ali ficou um ou dois meses, doente e aparentemente um pouco doido. Ia frequentemente à Igreja de Santa Cruz, que ficava próximo, e orava diante de um quadro que representava a descida da Cruz. Quando o sacristão lhe perguntou porque passava ali tanto tempo, respondeu que estava à espera que os santos homens acabassem de descer Cristo da Cruz. Morreu no dia 13 de Abril de 1682, sendo sepultado na capela onde este quadro se encontra. Deixou a grande fortuna que possuía aos seus dois filhos, Gabriel, que era padre na América, e Gaspar, pintor e cónego em Sevilha.
Embora Murillo nunca tivesse deixado a Espanha, era tal e tão constante a procura dos seus quadros pelo comércio estrangeiro que Carlos IV proibiu os empregados da alfândega espanhola de os deixar sair do país, mas nem com esta medida conseguiu fazer travar a corrente. Na escola de Sevilha, a influência da sua obra, autêntica ou desfigurada, predominou durante século e meio.

A Adoração dos Pastores1650-1655
Óleo sobre madeira, 228 x 187 cm
Museo del Prado, Madrid, Espanha

Rapazes Comendo Fruta. 1650
Óleo sobre tela
Alte Pinakothek, Munich, Germany

Assunção de Nossa Senhora, 1670-1680
Óleo sobre tela
Hermitage, St. Petersburg, Russia

A Menina e a sua Criada, 1670
Óleo sobre tela, 127 x 106 cm
National Gallery of Art, Washington, DC, United States

A Imaculada Conceição, 1678
Óleo sobre tela, 190 x 274 cm
Museo del Prado, Madrid, Espanha
Maria e o Menino com os Anjos Tocando Música, 1675
Óleo sobre tela, 105,5 x 137 cm
Museum of Fine Arts, Budapeste, Hungria

A Jovem Vendedora de Fruta, 1670-1675
Óleo sobre tela, 113 x 149 cm
Alte Pinakothek, Munich, Germany

A Jovem Vendedora de Flores
Óleo sobre tela, 98,7 x 121,30 cm
Colecção Particular

O Jovem Pedinte, 1645
Óleo sobre madeira, 100 x 134 cm
Museu do Louvre, Paris, França

Virgen de la servilleta, 1666
Óleo sobre tela, 68 x 72 cm
Museo de Bellas Artes, Sevilla.

Esta Virgem com o menino, foi realizada por Murillo para o retábulo do Convento dos Capuchinhos de Sevilha. Diz a lenda, que um irmão do convento se deu conta que faltava um guardanapo (servilleta em español), e Murilho devolveu-o com a imagem da Virgem e do Menino pintada. Outra versão diz que murillo pintou esta obra como agradecimento pelo bom acolhimento que teve, durante o tempo que trabalhou no convento.
A lenda forjada durante o Romantismo deu o nome ao quadro desde o século XIX, quando os quadros de Murillo se encontravam altamente valorizados, mas a obra na realidade está pintada sobre tela.
Influenciado pelas correntes tenebristas do barroco italiano de Caravaggio, as figuras eram mostradas sobre um fundo escuro, no entanto, nesta obra utiliza-se um fundo neutro, de modo a não distrair a nossa atenção, a afabilidade e humildade com que são apresentadas as personagens tornam mais íntima a pintura, vestem de forma simples, a sua beleza é natural e tipicamente sevilhana, não levam o típico halo sagrado, mas as figuras envolta de luz ressaltam como se nos encontrássemos perante uma visão celestial.

 Fonte: Enciclopédia Ilustrada de Belas Artes, Grolier, Lda. - 7ª. Edição 1979

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Stanley Spencer

Stanley Spencer, 1891-1959
Auto-retrato, 1959
Óleo sobre tela, 51 x 40,6 cm
Tate Gallery, Londres

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Meléndez






Meléndez
1716-1780


Pintor de naturezas-mortas na corte espanhola.






Luis Egidio Meléndez era filho de Francisco António Meléndez, pintor muito viajado. Na primeira metade do século XVIII, o pai esforçou-se por criar em Espanha uma academia para desenvolvimento e direcção da actividade artística, à maneira das que tinha visto noutros grandes centros artísticos da Europa. Em 1726, fez uma exposição ao rei sobre esse assunto, mas morreu imediatamente antes de ser fundada em Madrid, no ano de 1751, a Real Academia de San Fernando.
Luís Meléndez nasceu em 1716, em Nápoles. Muito novo ainda, o pai levou-o para Madrid. Recebeu do pai lições de pintura, juntamente com a irmã mais velha e o irmão mais novo, que vieram a ser miniaturistas. Mais tarde, mandaram-no a Roma estudar os grandes pintores italianos. Quando regressou a Espanha, ofereceu ao rei Carlos III dois quadros. A pedido do rei Fernando VI, ilustrou livros de coro a capela real, e, em 1773, pintou uma miniatura, A Sagrada Família.
Pintor prolífico produziu alguns retratos de grande efeito, mas quase toda a sua obra tratou de naturezas-mortas: frutos, vegetais e todos os utensílios de cozinha. De 1760 a 1772, pintou quarenta e quatro destas obras para uma sala do palácio real de Aranjuez, perto de Madrid.
O interesse de Meléndez em ilustrar e criar miniaturas é uma manifestação da precisão meticulosa que pôs em toda a sua obra. Criou um naturalismo tão impecável e tão diferente do que encontramos na obra do seu contemporâneo francês Jean-Baptiste-Siméon Chardin que, sem os tons quentes e os túrgidos volumes que usou, dar-nos-ia uma impressão de alheamento e indiferença.
Meléndez foi o maior de uma corrente de especialistas de naturezas-mortas que vinha já dos começos do século XVII em Madrid. Tem um lugar especial na história da pintura espanhola, dado que é contemporâneo da brilhante e promissora escola de Madrid, que terminou, no final do século XVIII, com o desaparecimento precoce dos seus membros e a ascensão de Goya.
Meléndez morreu em Madrid, em 1780.

Natureza morta com Frutos, 1776
Óleo sobre tela, 38 x 50 cm
Colecção Particular

Natureza Morta com Frutos e Jarra, 1773
Óleo sobre tela, 48 x 36,5 cm
Museu de Belas Artes, Bilbao, Espana

Natureza Morta com Peixes, 1772
Óleo sobre tela, 42 x 62 cm
Museu del Prado, Madrid, Espanha

Natureza Morta com Pão, Copo e Garfo, 1770
Óleo sobre tela, 49 x 37 cm
Museu del Prado, Madrid, Espanha

Natureza Morta com Pão e Figos, 1760
Óleo sobre tela, 37 x 49 cm
Museu do Louvre, Paris, França

Natureza Morta com Laranjas e Nozes, 1772
Óleo sobre tela, 61 x 81 cm
National Gallery, Londres, Inglaterra

Natureza Morta com Peras e Melão, 1770
Óleo sobre tela
Museum of Fine Arts, Boston, Estados Unidos

Natureza Morta com Presunto, Ovos e Pão, 1772
Museu do Prado, Madrid, Espanha

Natureza Morta com Salmão e Limão, 1772
Óleo sobre tela
Museo del Prado, Madrid, Espanha

Fonte: Enciclopédia Ilustrada de Belas Artes, Grolier, Lda. - 7ª. Edição 1979

domingo, 7 de novembro de 2010

El Greco







El Greco
1541-1614

Um génio universal, pintor, arquitecto e escultor, criador de uma arte ardente e original.





Doménikos Theotokópoulos, mais conhecido como El Greco, "O Grego" nasceu em Iráklio, Greta em 1541 e morreu em Toledo a 7 de Abril de 1614.
El Greco foi um pintor, escultor e arquitecto grego que desenvolveu a maior parte da sua carreira na Espanha. A alcunha El Greco incomodava-o, pelo que assinava as suas obras com o nome original em grego e por vezes acrescentava Kres (cretence).
Creta, naquela época pertencia à república de Veneza, e era um centro artístico pós-bizantino. El Greco recebeu uma educação baseada nas linhas mestras do humanismo italiano, o que lhe fez nascer um permanente interesse por quase todos os assuntos. Ali estudou e trabalhou tornando-se um mestre dentro dessa tradição artística, antes de viajar, aos vinte e seis anos, para Veneza, como já tinham feito outros artistas gregos. El Greco era já considerado um mestre quando chegou a Veneza. No entanto, fez o seu próprio estudo dos maiores pintores italianos da época, primeiramente na oficina de Jacop Bassano, e mais tarde, em 1565-66, na de Tintoretto. Os seus progressos foram tais que em 1567 foi aceite como aluno do maior de todos os pintores venezianos, Tiziano. No entanto, beneficiou menos deste, do que recebera de Tintoretto, o primeiro a revelar a El Greco a força pictórica do movimento forte e a técnica de o exprimir.
Em 1570 mudou-se para Roma, onde abriu um “ateliê” e executou algumas séries de trabalhos sem grande sucesso, talvez devido à sua arrogante reivindicação de que pintava melhor que Miguel Ângelo. Ainda não tinha passado três anos em Roma, e alguém ouviu-lhe dizer ser capaz de fazer um novo Juízo Final para a Capela Sistina tão genial como o de Miguel Ângelo e com as figuras todos vestidas. Este orgulho altivo, era afinal a tradução da sua íntima convicção de que se sentia capaz de igualar o mestre, cujos imitadores eram em tal número que, para ele, a vida se tornou impossível em Roma, a ponto de em 1572 se resolver a deixar a cidade e o círculo de pintores, homens de letras e pensadores de quem se tinha tornado amigo. Um ou dois destes eram de naturalidade espanhola, e foi talvez o eco das suas recordações da pátria que o fez escolher a Espanha como destino. Cinco anos mais tarde, encontramo-lo estabelecido em Toledo, rodeado de excelente reputação artística.
No ano seguinte, 1578, nasce seu filho Jorge Manuel, mais tarde também pintor, escultor e arquitecto. A mãe de Jorge era a bela toledana Doña Jerónima de las Cuevas a quem El Greco se manteve unido por todo o resto da sua vida. El Greco não falava ainda espanhol, unicamente italiano e grego, mas a atmosfera cosmopolita de Toledo, como centro europeu de comércio, de religião, de conhecimentos e de arte, contribuía para que qualquer estrangeiro, se sentisse ali como na sua própria pátria. O bom acolhimento dispensado e o apreço que lhe votam como pintor traduzem-se em sucessivas encomendas das numerosas igrejas de Toledo e dos seus conventos, em constantes convites para reuniões, nas amizades que cria com homens de todas as categorias, poetas, escritores, homens de leis, e até exploradores.
Esta agradável existência somente foi quebrada uma ou duas vezes durante os trinta e seis anos que El Greco viveu em Toledo. De uma vez, o seu Espolio, de 1579, é recusado pelo capítulo da catedral, para quem fora pintado, com o argumento de que era demasiado pesado e não suficientemente convencional. Pode ser visto actualmente na sacristia da catedral.

El Espolio, 1577-1579
Óleo sobre tela, 285 x 173 cm
Sacristia da Catedral de Toledo, Espanha

O Martírio de S. Maurício e a Legião Tebana, 1580-82
Óleo sobre tela, 301 x 448 cm
Colecção Privada

 O Martírio de S. Maurício e a Legião Tebana, de 1580-02, solicitado pelo rei Filipe II como prova ou ensaio de qualidade, apavora o rei pelas mesmas razões. Filipe II insurge-se contra a falta de colorido devoto da pintura e contra a soberba com que o tema sagrado foi tratado, o martírio dos quarenta mil, relegados afinal para o fundo do quadro. No entanto, e apesar de tudo isto, Filipe II conservou a pintura na sua enorme colecção do Escorial.
Este incidente afastou qualquer possibilidade de El Greco alcançar um cargo fixo junto da corte, mas não fez diminuir a sua reputação em Espanha. Nem a sua própria ideia acerca do papel a desempenar pelo artista na sociedade. Pelo contrário, revelou-se capaz de mover um processo legal em defesa da isenção de impostos a aplicar a todos os trabalhos de carácter artístico, e de 1605 a 1607 defende precisamente este ponto numa acção contra o cobrador de impostos de Illescas.
Uma espiritualidade igualmente tradicional em Espana foi também assim ganhando raízes no seu génio engrandecido. Coloca formas maneiristas ao seu serviço, formas demasiado altas para serem naturais – por vezes consideradas resultantes de loucura ou de deficiência visual -, mas efectivamente exprimindo o ideal. A mais notável das suas características é a autêntica mestria na violência das cores, nas explosões de luz, nas sombras e luminosidades, que vieram a inspirar Velásquez e foram como que uma previsão da pintura moderna.
Para o fim da vida, a sua saúde enfraqueceu, e quando Francisco Pacheco, mestre de Valásquez, veio em 1611, visitá-lo a Sevilha, El Greco não teve forças para acompanhar o visitante até à sua oficina. Esta incapacidade, junta a hábitos de vida luxuosa, deixam-no por vezes em situações económicas difíceis, havendo alturas em que enviou telas suas para serem vendidas em Sevilha e embarcadas para as Índias Ocidentais e para a América. Morreu em Toledo, a 7 de Abril de 1614.
O estilo único, dramático e expressivo de El Greco foi tratado com indiferença durante séculos. Um grupo de amantes da arte redescobriu-o no século XIX, tendo sido considerado um precursor do expressionismo e do cubismo, ao mesmo tempo que a sua personalidade e obras eram fonte de inspiração a poetas e escritores.
El Greco é considerado um artista tão individual que não pertencente a nenhuma das escolas convencionais. É mais conhecido pelas suas figuras tortuosamente alongadas e o uso frequente de pigmentação fantástica ou mesmo fantasmagórica, unindo as tradições bizantinas com a pintura ocidental.
Na sua época teve apenas dois seguidores do seu estilo: o seu filho Jorge Manuel Theotokópoulos e Luis Tristán.

Fontes: wikipedia, Livro 100 grandes artistas (C.L.) e Enciclopédia Ilustrada de Belas Artes
S. Francisco
Óleo sobre tela, 80 x 105,4 cm
Colecção particular

Jesus Curando um Cego, 1577-1578
Óleo sobre tela, 146 x 120 cm
Metropolitan Museum of Manhattan
New York, United States

Cristo na Cruz, 1585-1590
Óleo sobre tela, 180 x 250 cm
Museu do Louvre, Paris, França

A Santíssima Trindade, 1577
Óleo sobre tela, 179 x 300 cm
Museu do Prado, Madrid, Espana

Vista de Toledo
Óleo sobre tela, 108,6 x 121,3 cm
Metropolitan Museum of Manhattan
New York, United States

Lady with a Fur, 1577-1580
Óleo sobre tela, 51 x 62 cm
Colecção Particular

Cristo Expulsando os Vendilhões do Templo, 1595
N.G., Londres

Pietá

Outra Pietá

São Sebastião

São Sebastião


sábado, 6 de novembro de 2010

John Everett Millais






John Everett Millais
1829-1896

Um dos membros fundadores da Irmandade Pré-Rafaelita







John Everett Mallais, nasceu em Southampton, Inglaterra em 1829, era filho de uma prestigiada família de Jersey de origem francesa, apresentava todos os sinais de ser uma criança-prodígio. Entrou na Royal Academy Schools em 1840, onde conheceu William Holman Hunt. Os dois artistas tornaram-se bons amigos, reconhecendo um no outro um espírito amigo. Artisticamente ambos eram revolucionários.
Em 1848, Hunt pintou A Fuga de Madalena e Porfírio, uma cena do poema de Keats The Eve of St. Agnes. Dante Gabriel Rosseti compartilhava a admiração de Millais e Hunt por Keats e gostou do quadro de Hunt. Os três artistas juntaram-se para fundar a Irmandade Pré-Rafaelita.
Em 1850, Millais pintou Cristo em casa dos Pais, quadro que mostra o ideal do realismo na pintura religiosa dos pré-rafaelitas. O conhecimento técnico de Millais tinha sido demonstrado no seu quadro Isabel e Lourenço, uma composição rítmica de considerável intensidade.

Tecnicamente distanciou-se dos outros membros da Irmandade Pré-Rafaelita e gradualmente abandonou as suas teorias.
Em 1853, foi eleito membro da Royal Academy. Tornou-se retratista académico brilhante e em moda, assim como pintor de temas populares e de género temático. Contudo, cerca de 1860 a sua obra degenerou, tornando-se ultra-sentimental e extremamente fácil. A perícia técnica permaneceu, dando a todos os seus trabalhos uma certa distinção, e existem bons retratos dos seus últimos anos. Em 1864, tornou-se membro proeminente da Royal Academy e em 1896 era seu presidente, alguns meses antes de morrer.

Primavera
Óleo sobre tela, 172,7 x 110,5 cm
Ladt Lever Art Gallery (Merseyside, United Kingdom)

James Wyatt e sua neta Mary, 1849
Óleo sobre tela,
Colecção Particular

Folhas de Outono, 1855-1856
Óleo sobre tela, 73,7 x 104,10 cm
Manchester City Art Galleries, Manchester, United Kingdom

Ophelia, 1851-1852
Óleo sobre tela, 111.8 x 76.2 cm
Tate Gallery (London, United Kingdom)


Mary Chamberlain, 1891
Óleo sobre tela, 99.1 x 132.1 cm
Birmingham Museums and Art Gallery (Birmingham, United Kingdom)


Sleeping
Óleo sobre tela, 68.5 x 89 cm
Colecção Particular

A Rapariga Cega, 1856
Óleo sobre tela, 82,5 x 62 cm
City Museum and Art Gallery, Birmingham, United Kingdom

Mais obras deste artista em Artrenewal
Fonte: Enciclopédia Ilustrada de Belas Artes, Grolier, Lda. - 7ª Edição 1979

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

John Singleton Copley







John Singleton Copley
1738-1815

Pintor nascido na América que trabalhou em Londres






John Singleton Copley era natural de Boston, onde nasceu em 1738. Enteado de um gravador, este deu-lhe certas explicações, mas o rapaz tinha vontade própria, talento natural e, aos vinte e cinco anos iniciou um estilo realista, que agradou à sua clientela de Nova Inglaterra. A venda de retratos, expressivos e distintos, permitiu-lhe uma vida desafogada. Foi pioneiro na técnica da pintura a pastel nos Estados Unidos.
Em 1766, mandou para a exposição da Society of Artists, em Londres, um retrato do irmão, e Benjamin West e Joshua Reynolds escreveram-lhe incitando-o a visitar a Europa.
Copley casou em 1769 com Susana Clark, filha de um abastado negociante de Boston. A situação política dos primeiros anos a partir de 1771 levou-o a abandonar a América. Em 1774, chegou a Londres, onde foi saudado por West e Reynolds. Visitou a França e a Itália e regressou a Londres, para se juntar à família.
Durante esse tempo, foi pintando composições históricas e retratos. Em 1778, expôs na Royal Academy, Watson e o Tubarão, com extraordinário êxito. A Morte de Wolfe foi um tema aceitável da história contemporânea, mas Watson e o Tubarão, obra romântica e séria, abriu-lhe o caminho da fama. Nos anos seguintes, pintando sempre, expôs A Morte de Catão, em 1781, e A Morte do Major Peirson, de tão grandes dimensões que tinham de ser mostradas à parte. Copley fez fortuna, mas hostilizou a Academia, que esperava expor as suas obras.
Durante a década de 1780, continuou a pintar cenas contemporâneas e factos históricos, entre os quais Carlos I Exigindo a Renúncia dos Cincos Membros, obras onde tinha de retratar, voltando-se novamente para esse género de pintura. O seu estilo de retrato foi remodelado no género das linhas de George Romney e John Hoppner.
A partir de 1790, a fortuna começou a declinar. Em 1799, o seu quadro A vitória do Almirante Ducan em Camperdown foi ignorado, e a enorme tela A Família Knatchbull, de 1803, considerada ridícula.
Os últimos quinze anos da sua vida, foram muito difíceis. Arruinado, incapaz de educar convenientemente os filhos, sentindo-se envelhecer e incapaz de pintar com a habilidade a que estava habituado. A 18 de Agosto de 1815 ficou doente e morreu a 9 de Setembro desse mesmo ano.
Copley foi o maior pintor norte-americano da era colonial, deixou 350 obras de grande qualidade num estilo realista, influenciou a pintura dos Estados Unidos no século XIX, desenvolveu o género de pintura histórica em Inglaterra, e foi um pioneiro no sistema de exibições privadas.
Charles Callis Western e seu irmão Shirley Western, 1783
Óleo sobre tela, 154,94 x 124,46 cm
Huntington Library Art Collections, San Marino, California, Estados Unidos

Cabeça de Negro
Óleo sobre tela, 41,27 x 53,35 cm
Detroit Institute of Art, Estados Unidos

Isaac Smith, 1769
Óleo sobre tela, 101,92 x 127,32 cm
Yale University Art Gallery, New Haven, Connecticut, Estados Unidos
Mrs. Clark Gayton, 1779
Óleo sobre tela, 101,6 x 127 cm
Detroit Institute Of Art, Estados Unidos

A Morte do Major Peirson, 1782-1784
Óleo sobre tela, 164,99 x 228,60 cm
Tate Gallery, Londres, Inglaterra

Natividade
Óleo sobre tela – Colecção Particular

Watson e o Tubarão, 1778
Óleo sobre tela, 230,12 x 182,88 cm
National Gallery of Art, Washington, DC, Estados Unidos

A Vitória do Almirante Ducan em Camperdown, 1798-1799
Óleo sobre tela, 373,38 x 281,94 cm
Dundee Art Galleries and Museums, Inglaterra

Ebenezer Storer
Pastel sobre papel, 45,7 x 61 cm
Metropolitan Museum of Art, Manhattan, Vew York
Estados Unidos

The Copley Family, 1776
Óleo sobre tela, 229,7 x 184,4 cm
National Gallery of Art, Washington DC, Estados Unidos

FonteEnciplopédia Ilustrada de Belas Artes, Grolier, Lda. - 7ª. Edição 1979