quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Eduardo Malta




Eduardo Malta
1900-1967

Pintor e retratista português cuja fama ultrapassou fronteiras.



Eduardo Augusto D'Oliveira Morais Melo Jorge Malta conhecido como Eduardo Malta, nasceu na Covilhã a 28 de Outubro de 1900 e faleceu em Óbidos em 1967.
Aluno da Escola Superior de Belas-Artes do Porto, conquistou em 1936 o Prémio Columbano, e a medalha de ouro da Exposição Internacional de Paris de 1937.
Eduardo Malta repartiu a sua existência pelo retrato, pela ilustração, pela pintura de ficção e ainda por obras literárias.
Foi porém como retratista, que Eduardo Malta realizou o máximo das suas possibilidades, pintando cerca de um milhar de retratos a que o grande poeta Teixeira de Pascoaes se referia dizendo" Os retratos de Eduardo Malta vivem carnal e espiritualmente".
Espírito ávido de cultura, escreveu também livros, como "Do Meu Ofício de Pintar" e "Retratos e Retratados". 

Amália Rodrigues

Cravos

Nú, 1941
O Século Ilustrado, Nº. 176, 17 de Maio de 1941

Inês. Cabrocha Brasileira, 1938
Óleo sobre tela, 91,5x119 cm
Oferta de Dulce Malta, 1956
Inv. 260  - Museu José Malhoa, Caldas da Rainha, Lisboa

Retrato de Henrique da Gama Barros
Presidente do Tribunal de Contas de 1900 a 1911
Tribunal de Contas, Lisboa

Retrato de Mouzinho da Silveira
Ministério das Finanças, Lisboa

Desenhos alusivos à 1ª. Exposição Colonial Portuguesa de 1934
O Príncipe Abdulah retratado por Eduardo Malta


Mulher Nangombe por Eduardo Malta

Eduardo Malta - Músico Macaense

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Desenhos

Grafite sobre papel
Nestes dias tão frios, apetece ficar na camilha à braseira a fazer uns rabiscos,
tendo como modelo aquilo que temos mais à mão.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

domingo, 28 de novembro de 2010

Desenhos

Mais um pequeno desenho de grafite sobre papel,
desta vez é uma semente de Jacaranda mimosaefolia e uma amêndoa.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Expressionismo Abstracto

«Só estamos de acordo quanto a discordar.» De acordo com Irving Sandler, escritor e observador da cena artística, este era o lema não escrito do grupo descomprometido de artistas em Nova Iorque nas décadas de 1940 e 1950, normalmente conhecidos por «Expressionistas Abstractos» ou «a primeira geração da New York School». Contudo, os artistas que normalmente se considera terem pertencido a esta escola, resistem a serem rotulados desta forma, receando que as suas muito diferentes visões sobre a arte e produção estética fossem sufocadas, se restringidas a uma única descrição estilística ou nomenclatura de grupo.
O Expressionismo abstracto foi um movimento artístico com origem nos Estados Unidos da América. Foi o primeiro movimento especificamente americano a atingir influência mundial e também o que colocou Nova Iorque no centro do mundo artístico. (posição anteriormente  exercida por Paris).

Arshile Gorky (1904-1948), Virginia Landscape, 1944
Graphite and wax Crayon on wove paper, 55,8 x 76,2 cm
National Gallery of Art, Ailsa Mellon Bruce Fund

Hans Hofmann (1880-1966), Song of the Nightingale, 1964
Óleo sobre tela, 213.4 x 182.9 cm
Colecção Particular

A Chama, de Jackson Pollock (1912-1956)
Óleo sobre tela, 51,1 x 76,2 cm
MoMA, Nova Iorque, Estados Unidos

Bacanal de Hans Hofmann (1880-1966)
Óleo sobre Cartão, 162,6 x 121,9 cm
Colecção Particular

Ciclopes, de William Baziotes (1912-1963)
Óleo sobre tela, 121,9 x 101,6 cm
The Art Institute of Chicago, EUA

Onement I, de Barnett Newman (1905-1970)
Óleo sobre tela, 69,2 x 41,2 cm
MoMA, Nova Iorque

Sem Título, da série "little Images", de Lee Hrasner (1908-1984)
Óleo sobre contraplacado, 121,9 x 94 cm
MoMA, Nova Iorque

1949-H, de Clyfford Still (1904-1980)
Óleo sobre tela, 203,2 x 175,26 cm
Búfalo, Albright-Knox Art Gallery,
doação do artista em 1964

Noite de Finados, Nº. 2, de Bradley Walker Tomlin (1899-1953)
Óleo sobre tela, 121,9 x 81,3 cm
Washington, D.C., Colecção particular

Escavação, de Willem de Kooning (1904-1997)
Óleo e tinta de esmalte sobre tela, 206,2 x 257,3 cm
The Art Institute of Chicago, EUA

Mulher I, de Willem de Kooning (1904-1997)
Óleo sobre tela, 192,8 x 147,3 cm
MoMA, Nova Iorque

Cidade Uniersal, de Mark Tobey (1890-1976)
Aguarela sobre papel, montado em cartão prensado, 95,3 x 63,5 cm
Seattle Art Museum, Seattle, EUA

Saint Honoré, de Sam Francis (1923-1994)
Óleo sobre tela, 201 x 134,5 cm
Düsseldorf, K20 - Kunstsammlung Nordrhein-Westfalen

Número 5 "parede vermelha", de Ad Reinhardt (1913-1967)
Óleo sobre tela, 203,2 x 106,7 cm
Corcoran Gallery of Art, Washington, D.C., EUA

Urbana Nº. 6, de Richard Diebenkorn (1922-1933)
Óleo sobre tela, 173,5 x 147 cm
Modern Art Museum of Fort Worth, Fort Worth, EUA

De Jackson Pollock, A Páscoa e o Toten
Óleo sobre tela, 208,6 x 147,3 cm
The Moma, Nova Iorque
Doação de Lee Krasner em memória de Jackson Pollock, 1980
Elegia à República Espenhola, Nº. 34
de Robert Motherwell
Óleo sobre tela, 203,2 x 254 cm
Albright-Knox Art Gallery, Búfalo, Estados Unidos

De Philip Guston, Para M
Óleo sobre tela , 193,99 x 183,52 cm
San Francisco Museum of Modern Art, São Francisco, Estados Unidos
Doação anónima
De Lee Krasner, Águia Careca
Óleo, papel e tela sobre linho, 195,6 x 130,8 cm
Colecção Audrey Irmas, Los Angeles, Estados Unidos

De Joan Mitchell, Cicuta
Óleo sobre tela, 231,1 x 203,2
Whitney Museum of American Art, Nova Iorque, Estados Unidos

De Helen Frankenthaler, Sete Tipos de Ambiguidade
Óleo sobre tela não preparada, 242,6 x 178,1 cm
Colecção Particular

De Adolph Gottlieb, Explosão I, 1957
Óleo sobre tela, 228 x 114 cm
Moma, Nova Iorque, Estados Unidos

Obre de Franz Kline, Sem título
Óleo sobre tela, 200 x 158 cm
Düsseldorf, K20 - Kunstsammlung Nordrhein-Westfalen

Obra de Hans Hofmann, Pompeios
Óleo sobre tela, 214 x 132,7 cm
Tate Modern, Londres

Obra de Theodoros Stamos, Documenta II
Óleo e Acrílico sobre algodão, 174 x 176,3 cm
Colecção Particular

Fonte: Expressionismo Abstracto, Barbara Hess, TASCHEN

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Grão Vasvo

Grão Vasco
1475/1480-1541/1542

Um pintor português do Renascimento

Grão Vasco foi como ficou conhecido para a posteridade, o pintor Vasco Fernandes. Nasceu no último quartel do século XV, cerca de 1475-1480.
Em Viseu, morou e teve oficina, activa entre 1506 e o final da década de 1530. Morreu por volta de 1541-1542. Com quem aprendeu a pintar, não sabemos. Vários historiadores de Arte têm colocado a hipótese de Vasco Fernandes ter colaborado no retábulo do altar-mor da Sé de Viseu, nesse caso, esta seria a sua primeira obra conhecida.
O principal Mestre desse retábulo foi Francisco Henriques, que era flamengo e veio para Portugal no início do reinado de D. Manuel I.
Tenha Vasco Fernandes colaborado ou não nesse retábulo, o que parece evidente é que, tendo estado perto dessas pinturas, com eles muito aprendeu. Vasco Fernandes conhecia bem os pintores mais importantes de Lisboa: Jorge Afonso, Cristóvão de Figueiredo, Gregório Lopes e Garcia Fernandes. Ficaram documentadas pelo menos, duas idas do pintor de Viseu a Lisboa, a primeira em 1513, e a segunda em 1515. Durante esta última estada, sabemos que visitou a oficina do principal pintor régio, Jorge Afonso.
A Grão Vasco devemos um dos melhores corpus da pintura portuguesa do Renascimento.

Fonte: Grão Vasco – Pintores Portugueses Textos de Sofia Lapa – QN-Edição e Conteúdos, SA

Criação dos Animais
Óleo sobre madeira de castanho, 174 x 92 cm
Retábulo do Altar-mor da Sé de Lamego, Museu de Lamego, Portugal

Anunciação
Óleo sobre madeira de castanho, 173 x 92 cm
Retábulo do Altar-mor da Sé de Lamego, Museu de Lamego, Portugal

Visitação
Óleo sobre madeira de castanho, 177 x 93 cm
Retábulo do altar-mor da Sé de Lamego, Museu de Lamego, Portugal

Calvário
Óleo sobre madeira de castanho, 142,3 x 239,3 cm (painel central)
Capela do Calvário da Sé de Viseu, Museu de Grão Vasco, Viseu, Portugal

Última Ceia (pormenor)
Retábulo do Altar-mor da Sé de Viseu, Portugal


quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Cosmas Damian Asam

Cosmas Damian Asam, 1686-1739
Auto-retrato, com seu Pai e Irmão, 1725-30
Óleo sobre tela, 116 x 98 cm
Diözesanmuseum, Freising

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Mário Eloy








Mário Eloy
1900-1951








Nasceu em Lisboa, oriundo de uma família de ourives e amadores teatrais. Autodidacta, de espírito profundamente inquieto, fugiu subitamente para Espanha, em 1921, abandonando a família. No entanto, seu pai fá-lo voltar, pouco tempo depois.
Fez parte da companhia de teatro Amélia Rey Colaço – Robles Monteiro, actividade que depois trocaria definitivamente pela pintura.
Em 1924, expôs pela primeira vez, na cidade de Lisboa, de parceria com Alberto Cardoso e, em 1925, sendo aluno da Escola Superior de Belas-Artes, foi convidado por Eduardo Viana a participar no Salão de Outono da SNBS. No ano seguinte partiu para Paris e depois para Berlim, onde em 1931 esteve representado em mostras colectivas na capital alemã, destacando-se a sua presença na exposição da Galeria Flechtheim, subordinada ao tema «ver Cézanne em Paris», onde a sua obra esteve lado a lado com a do próprio Cézanne, Picasso, Braque, Juan Gris, Renoir, Van Gogh e muitos outros artistas, figuras lapidares da arte moderna europeia.
Em 1927, entretanto, havia realizado três mostras individuais, duas em Paris e uma em Berlim, tendo exposto de novo em Lisboa em 1928 e dois anos depois participou no I Salão dos Independentes.
A partir de 1932 e até 1939 exporia em Lisboa, obtendo, em 1935 o prémio Souza Cardozo no I Salão de Arte Moderna.
A partir de então entra numa profunda crise de neurastenia que culminou com o seu internamento na Casa de Saúde do Telhal, em 1945, onde veio a falecer em 1951. Não obstante, continuou a desenhar, praticamente até à morte, altura em que as suas obras estiveram na Bienal de Veneza e S. Paulo, voltando a esta última mostra em 1953.
Em 1958, realizou-se uma grande retrospectiva no SNI onde foram apresentados cerca de cinquenta óleos e cem desenhos seus.

 Amor

O Poeta e o Anjo, 1938
Óleo sobre tela, 80 x 100 cm
Museu do Chiado, Lisboa

Retrato de José Pacheco, 1925
Óleo sobre tela, 192 x 122
Centro de Arte Moderna, Lisboa

Bailarico, 1936
Óleo sobre tela, 80 x 100 cm
Museu do Chiado, Lisboa

Retrato do Pintor Paulo Ferreira, 1935
Óleo sobre tela, 92 x 62,5 cm
Museu do Chiado, Lisboa

Retrato de Matilde Pereira, mãe do pintor, 1923
Óleo sobre tela, 56 x 44 cm
Colecção particular, Lisboa

Fonte: Enciplopédia Ilustrada de Belas Artes, Grolier, Lda. 7ª.  dição 1979

Fotografias de Corpo e Alma

Foto da autoria de Mario Cravo Neto, Fotógrafo e Escultor brasileiro (1947-2009)