sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Constant Le Breton
(1895-1985)

Pintor por vocação

Constant Le Breton nasceu em 1895 em Saint-Germain-des-Prés, Anjou, junto ao Loire no seio duma família de marinheiro. O artista desde muito cedo revelou uma grande paixão pelo desenho e pela gravura. Ao longo de toda a sua vida, teve a sorte de poder pintar e desenhar. Nenhuma outra influência foi tão poderosa como a da esperança de conseguir exprimir-se como o haviam feito os pintores do passado, que tanto admirava, o que explica o seu entusiasmo.
As suas ambições tiveram no entanto de enfrentar algumas contrariedades, desde logo no seu meio familiar, quase totalmente alheio a qualquer preocupação artística. Tudo de que o jovem Constant precisava era lápis e papel. Face a esta exigência, os pais compreenderam que não conseguiriam convencê-lo a mudar de rumo e a seguir a tradição familiar, enveredando pelo ofício de marinheiro no Loire.
O pintor conheceu momentos muito difíceis, acabando por sentir necessidade de se separar da família para tentar encontrar um acolhimento mais adequado às suas expectativas. Viveu um período difícil em Nantes, onde visitava com muita frequência o Museu Municipal, onde descobriu e admirou as obras de mestres como Georges de La Tour.
Mas o chamamento de Paris fazia-se ouvir. Nesta cidade, faz a sua formação com artesãos que pintam cenários de teatro, conseguindo assim escapar à miséria. É com assombro que descobre o Museu do Louvre, que passaria a frequentar quase quotidianamente. Adquire um conhecimento profundo da técnica dos grandes artistas e passa as tardes a estudar as suas oras e a ler as suas biografias.
A guerra faz a suas entrada em cena. Com 19 anos de idade, oferece-se como voluntário para a campanha dos Dardanelos: “a minha primeira bolsa de viagem”, gracejava. Os seus primeiros desenhos, em particular os seus desenhos de guerra, revelam a sua originalidade, a firmeza do traço e a recusa do convencional. O que de imediato chama a nossa atenção no estilo que a sua pintura nos revela é a sua honestidade intelectual. Finda a guerra, está plenamente decidido a não fazer qualquer concessão na expressão da sua arte. Recusa um cargo de professor ou outros trabalhos que lhe recordam o passado. Começa por tornar-se gravador e ilustrador de livros, domínio onde construiria uma belíssima reputação. Mas é à pintura que pretende consagrar as suas energias, com aquela espantosa auto-confiança característica da juventude. Não tem ainda trinta anos quando uma galeria da Rue de Seine expõe os seus primeiros trabalhos.


Ateliê de Paris, 1962
Óleo sobre tela, 81 x 65 cm

 Paris, Casa do Pintor, 1974
Aguarela sobre papel, 47 x 36

 O Rapaz com soldados de chumbo, 1936
Óleo sobre tela, 65 x 81 cm

 O pequemo tambor, 1950
Óleo sobre tela, 92 x 73 cm

 Frutos de Outuno, 1958
Óleo sobre tela, 81 x 1000 cm

 Salmonetes, 1970
Óleo sobre tela, 65 x 81 cm

Papoilas, 1979
Óleo sobre tela, 61 x 50 cm

Na estrada de Champtocé, 1965
Óleo sobre tela, 81 x 65 cm

 Sainte Anne la Palud, 1950
Óleo sobre tela, 38 x 55 cm

 Castanheiros na ilha de chalonnes, 1970
Óleo sobre tela, 46 x 55 cm

 Barcaças no Cais, 1960
Óleo sobre tela, 54 x 65 cm

 Debaixo do guarda-sol, 1932
Óleo sobre tela, 38 x 55 cm

 Na praia, 1932
Óleo sobre tela, 46 x 62 cm

 Quai de l’Hotel de Ville, 1929
Aguarela sobre papel, 32 x 46 cm

 Paris, Place St. Sulpice, 1960
Aguarela sobre papel, 31 x 42 cm

Fonte:  Catálogo da exposição realizada em 2010 pela Fundação Calouste Gulbenkian

sábado, 29 de outubro de 2011

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

A Perspectiva das Coisas

A Natureza-Morta na Europa

Séculos XIX-XX (1840- 1955)

O Museu Calouste Gulbenkian apresenta na Galeria de Exposições da Sede a segunda parte da Exposição a Perspectiva das Coisas.
A exposição que abriu ao público a 21 de Outubro de 2011 terminará a 8 de Janeiro de 2012.

Para quem não puder visitá-la, aqui fica um cheirinho:

Édouard Manet (1832-1883)
Espargo, cerca de 1880
Óleo sobre tela, 16,50 x 21,50 cm
Museu d’Orsay, Paris

 Vincent van Gogh (1853-1890)
Par de Sapatos, 1886
Óleo sobre tela, 37,50 x 45 cm
Van Gogh Meseum, Amesterdão

Édouard Manet (1832-1883)
Flores numa Jarra de Cristal, 1882
Óleo sobre tela, 32,70 x 24,50 cm
National Gallery of Art, Washington

 Henri Fantin-Latour (1836-1904)
Natureza Morta, 1866
Óleo sobre tela, 60 x 73 cm
Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa

 André Derain (1880-1954)
Natureza morta, 1938-1943
Óleo sobre tela, 88,50 x 145,80 cm
Tate Gellery, Londres

 Pierre-Auguste Renoir (1841-1919)
Natureza morte, 1869
Óleo sobre tela, 46,50 x 55,50 cm
Museu d’Orsay, Paris

 Claude Monet, 1840-1926)
Natureza morta, 1872
Óleo sobre tela, 53 x 73 cm
Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa

 Paul Cézanne (1839-1906)
Natureza morta com maçãs, 1877-1878
Óleo sobre tela, 19 x 26,70 cm
Fitzwilliam Museum, Cambridge

 Vincent van Gogh (1853-1890)
Ramos de Castanheiro em flor, 1890
Óleo sobre tela, 73 x 92 cm
Foundation E.G. Buhrle Collection, Zurique

Juan Gris, (1887-1927)
Tabuleiro de Xadrez, Copo e Prato, 1917
Óleo sobre madeira, 73,30 x 103,20 cm
Museum od Art, Philadelfia

Pablo Picasso (1881-1973)
Natureza morta com Copo e Pacote de Tabaco, 1932
Óleo sobre tela, 16,20 x 21,90 cm
Museum od Art, Philadelfia

 Georges Braque (1882-1963)
Natureza morta: Violino Bach, 1912
Papel colado e cartão sobre papel, 63 x 48,30 cm
Basileia Kunstmuseum

 Aleksei Morgunov (1884-1935)
Natureza morta com pente, 1914
Óleo sobre tela, 50,70 x 52,40 cm
State Museum os Contemporay Art, Tessalónica

 Vladimir Tatlin (1885-1953)
Relevo Pintado, 1913-1914
Madeira, papel, guache, tinta de óleo e cartão
70 x 48 x 6 cm
Annely Juda Fine Art, Londres

Jacques Lipchitz (1891-1973)
Natureza morta, 1918-1919
Pedra esculpida policromada, 35,10 x 45,20 x 6,50 cm
Centro Georges Pompidou, Paris

Mário Eloy (1900-1951)
Komposição – Natureza morta, 1934
Óleo sobre madeira, 51,50 x 45,50 cm
Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa

 Maria Helena Vieira da Silva (1908-1992)
Nature Morte Bleue, 1932
Óleo sobre tela, 81 x 60 cm
Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa

 Véra Pagava (1908-1988)
Nocturno, (anterior a 1951)
Óleo sobre tela, 65 x 117 cm
Centro Georges Pompidou, Paris

 Alberto Magnelli (1888-1971)
Óleo sobre tela, 70 x 55 cm
Centro Georges Pompidou, Paris

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Bandeja


Bandeja velha em ferro, que me propôs restaurar a pedido duma amiga

Depois de algum tempo de trabalho ainda estava neste estado.

Finalmente dei o trabalho como concluído, já não consigo fazer melhor. 

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

"Rytmos"
Exposição de pintura
de
Elsa Oliveira
Patente de 13 de Outubro até 15 de Novembro de 2011
na Gest'Arte - ISCTE-IUL - INDEG Business Scholl
Av. das Forças Armadas, Lisboa

 A mulher de Vermelho, 2011
Óleo sobre tela, 80 x 60 cm

 Romance, 2011
Óleo sobre tela, 120 x 80 cm


 A mulher de Vermelho, 2011
Óleo sobre tela, 80 x 60 cm



Elsa Oliveira nasceu em Montalegre, em 1942. Licenciou-se em Biologia na Universidade de Coimbra, tendo sido professora do Ensino Secundário de 1967 a 2004 em Lisboa e Almada.
Frequenta a Escola/Atelier dos pintores Zoran e Teresa Trigalhos desde 2002, onde fez a sua aprendizagem na pintura.
Integra o Grupo Artefacto dirigidos pelos pintores Zoran e T. Trigalhos. É sócia da Sociedade de Belas Artes e da Associação de Artistas Plásticos do Concelho de Almada (IMARGEM).
Expõe regularmente desde 2006, tendo realizado algumas exposições individuais e participado em dezenas de exposições colectivas.
Está representada em diversas colecções particulares em Portugal e no estrangeiro e no espólio da Associação 25 de Abril.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Anton Raphael Mengs
(1728-1779)

Auto-retrato, 1773
Óleo sobre tela, 97 x 72,60 cm
Galeria Uffizi, Florença