sábado, 28 de maio de 2011

Giovanni Bellini









Giovanni Bellini
1430-1516







Giovanni Bellini, também chamado de Giambelino, era o irmão mais novo de Gentile Bellini e conta-se entre os mais conhecidos pintores venezianos. Estudou primeiro com seu pai e depois com o cunhado, Andrea Mantegna, em Pádua. Trabalhou principalmente na sua cidade natal Veneza, onde teve oficina própria. Em 1479, pegou no trabalho de seu irmão no Palácio dos Doges. Em 1483, foi nomeado pintor oficial da cidade. Tomando como ponto de partida as obras de Mantegna e os elementos da arte holandesa que foram introduzidos na arte veneziana por Antonello da Messina, Bellini desenvolveu um individualizado uso da luz e da atmosfera natural. As suas pinturas são compostas de brilho, cores quentes, usando os artifícios estilísticos de forma a que as sombras, as figuras e o espaço se combinem para criar um ambiente distinto. Entre os seus mais conhecidos discípulos estão Ticiano e Lorenzo Lotto.
Giovanni Bellini nasceu e morreu em Veneza.

 A Apresentação no Templo, 1462
Têmpera sobre madeira, 80 x 105 cm
Fondazione Querini Stampalia, Veneza, Itália

 Pietà, 1465-1470
Têmpera sobre madeira, 86 x 107 cm
Pinacoteca di Brera, Milão, Itália

A Transfiguração, 1478-1479
Óleo sobre madeira, 115 x 151,50 cm
Museo Nazionale di Capodimonte, Nápoles, Itália

O Doge Leonardo Loredan, 1503
Têmpera sobre madeira, 62 x 45,10 cm
National Gallery, Londres

Virgem e Santos (Retábulo de São Zacarias), 1505
Óleo sobre madeira, 523 x 235 cm
San Zaccaria, Veneza, Itália

terça-feira, 24 de maio de 2011

O Mercado da Arte

Cindy Sherman (1954)
Photo couleur, 1985
170,80 x 125,70 cm
Phillips de Pury & Company, New York, 8 de Novembro de 2010
1 710 000,00€

Richard Avedon (1923-2004)
Dovima avec les éléphants, robe du soir de Dior, Cirque d'hiver, Paris, 1955
Tirage argentique, 216,80 x 166,70 cm
Christie's, Paris, 20 de Novembro de 2010
700 000,00 €

Pablo Picasso (1881-1973)
Nu au plauteau de sculpteur, 1932
Óleo sobre tela, 162 x 130 cm
Christie's, New York, 4 de Maio de 2010
71 900 000,00

domingo, 22 de maio de 2011

Pieter Aertsen

Pieter Aertsen
1508-1575

Pieter Aertsen, nasceu e morreu em Amesterdão, apelidado de Lange Pier ou Pietro Lungo, devido à sua altura, foi um importante pioneiro da pintura de género e de naturezas-mortas na Flandres e na Holanda do século XVI. Depois de estudar com Allaert Claesz, em Amesterdão, foi para Antuérpia, onde trabalhou até 1555. Está na lista da Guilda de São Lucas a partir de 1535. Cenas de cozinha, normalmente com fundos rústicos ou bíblicos e elementos extraídos do ambiente quotidiano, são comuns na sua obra. Estes temas desempenharam um importante papel nas naturezas-mortas europeias. A forma como Aertsen incorpora elementos da arte veneziana e os combina harmoniosamente com o seu estilo próprio do Norte teve grande importância. Muitos dos seus retábulos perderam-se em 1566, quando incontáveis obras religiosas foram destruídas pela Reforma.

A Cozinheira, 1559
Óleo sobre madeira, 161 x 79 cm
Galleria de Palazzo Bianco, Génova, Itália

Aertsen pintou composições monumentais, além das suas obras de pequena dimensão. A criada nesta pintura, ocupa quase por inteiro o painel. Está de pé com ar muito autoconfiante, diante de um magnífico fogão de sala, preparando uma refeição. A atitude orgulhosa, que encontraremos noutras obras com temas semelhantes, pode ser comparada com a elegância dos retratos da classe média pintados na mesma época.


Banca do Talho com a Fuga para o Egipto, 1551
Óleo sobre madeira, 123,30 x 150 cm
University Art Collections, Uppsala University, Sweden

sábado, 21 de maio de 2011

Os animais na arte



 Zebra, Branco e Preto
Óleo sobre tela, 90 x 180 cm

Zebra, Cores
Óleo sobre tela, 92 x 200 cm


François Blin, 1946

 Ara Ararauna
Óleo sobre madeira, 45 x 38 cm

Au Bord de L’Eau
Óleo sobre madeira, 38 x 55 cm

Les Gris du Gabon
Óleo sobre madeira, 61 x 46 cm

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Willem van Aelst

Willem van Aelst, nasceu em Delft em 1625 ou 1627 e morreu em Amesterdão por volta de 1683. Aprendeu a pintar ainda muito novo com um tio e, foi aceite na guilda de pintores de Delft em 1643. Em 1645 viajou para França e, mais tarde para Itália, onde em 1649, trabalhou na corte do grão-duque de Florença. Foi aí que desenvolveu o seu estilo caracteristicamente elegante sob a influência do pintor de insectos Otto Marseus van Achriek. Em 1657, instalou-se em Amesterdão e concentrou-se na pintura de naturezas mortas de caça, tendo contribuído decisivamente para o desenvolvimento do género.

 Natureza morta com Fruta e Taças, 1653
Óleo sobre tela, 77 x 120 cm
Palazzo Pitti, Florença, Itália

 Natureza morta, 1671
Óleo sobre tela, 58,80 x 47,80 cm
Royal Picture Gallery Mauritshuis, Haia, Holanda

Natureza morta, 1664
Óleo sobre tela, 68 x 54 cm
Nationalmuseum, Stockholm

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Nicolo dell’Abbate
1509 ou 1512 Modena – 1571 Fontainebleau

 Retrato de uma Dama, 1519
Óleo sobre pergaminho montado em tela, 45 x 30 cm
Gallerie Borghese, Roma, Itália

Esta pintura, realizada certamente antes do artista se mudar para Fontainebleau, apresenta muitas características típicas da sua obra. A figura elegante de uma jovem é compacta e delicadamente contornada. A pose rígida e de certo modo afectada, patente na forma como a mulher coloca a mão, está de acordo com a moda da época.

 Rapto de Perséfone, 1552-70
Óleo sobre tela, 196 x 216 cm
Museu do Louvre, Paris

Sob influência da pintura holandesa, as últimas paisagens de Abbate tornam-se cada vez mais realistas. Este quadro mostra um episódio da mitologia grega. Quando brincava com as ninfas, Perséfone, filha de Zeus e Deméter, foi raptada por Hades, o deus do submundo, para se tornar sua noiva no reino dos mortos.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Luis Fernández

Luis Fernández
1900-1973

Luis Roberto Fernández López, nasce a 29 de Abril de 1900 em Oviedo, Espanha, é o segundo de quatro irmãos. Aos cinco anos perde o pai e aos nove anos morre sua mãe, Luis e seus três irmãos, mudam-se para Madrid , instalando-se inicialmente em casa do avô paterno, Enrique Fernández López.
Em Maio de 1911, vai viver para Barcelona em casa de um tio materno, aí começa a ter aulas nocturnas de desenho e pintura numa escola particular ao mesmo tempo que trabalha numa relojoaria situada nas Ramblas.
Entre 1912 e 1921 frequenta a Escola de Artes e Ofícios  e Belas Artes de Barcelona, embrenha-se assim no mundo artístico da cidade conhecendo vários artistas e, começa a frequentar a Sociedade Artística e Literária da Cataluña, fundada em 1900. Em 1917, decide sair de casa de seu tio, e para ganhar a vida trabalha em diversas actividades. No final do curso académico, recebe um prémio de assiduidade e pontualidade, pelo seu trabalho na oficina de encadernação da Escola Artes e Ofícios e Belas Artes de Barcelona.
Em 1923 começa a praticar a modalidade de escultura na modalidade de talha em pedra.
Em 1924 vai para Paris com a intenção de entrar em contacto com um ambiente artístico mais avançado. Durante os anos seguintes Luís Fernández participa activamente tanto na vida artística como política da época. Em 1927 casa com Esther Chicurel, uma judia sefardita. Realiza algumas obras em estreita colaboração com Picasso.
Finalizada em 1 de Abril de 1939 a Guerra Civil de Espanha com a derrota dos republicanos, aos quais tinha mostrado a sua simpatia, Luís Fernández se integra em Setembro na Association des Amis de la République Française. Com o início da Segunda Guerra Mundial, Esther, de origem judia, tem de abandonar Paris. Tomada Paris pelas tropas alemãs, a vida de Fernández também se vê ameaçada pela sua condição de maçon. Apesar de tudo, está documentada  a ajuda prestada pelo pintor à Resistência francesa durante a ocupação.
Os anos de 1947 e 1948, foram anos de recolhimento, devido a uma forte depressão que se apoderou dele. Em 1950 realiza a sua primeira exposição individual na Galerie Pierre de Paris, que foi um êxito de público e de crítica.
Em Setembro de 1954, morre repentinamente Esther e, Fernández entra novamente em depressão, mas em 1959 casa com Yvonne Bauguem.
Morre em Paris em Setembro de 1973, o mesmo ano da morte de Picasso.

 Sem título, 1930
Óleo sobre tela, 28,20 x 28,50 cm
Colecção Particular, Barcelona

Pintura erótica, 1936
Óleo sobre tela, 52 x 65 cm
Museu de Belas Artes de Asturias, Oviedo, Espanha

 Corrida de Touros, 1940
Óleo sobre tela, 195 x 130 cm
Museu de Belas Artes de Bilbao, Espanha

 Cabeça de Carneiro e Presunto, 1940
Óleo sobre tela, 33 x 54,60 cm
Colecção Particular, Estados Unidos

 Cabeça com Maçãs, 1939
Óleo sobre papel colado em tábua, 50 x 65 cm
Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofia
Madrid, Espanha

 Mulher dormida, 1939
Óleo sobre madeira, 50 x 65 cm
Museu de Belas Artes de Asturias, Oviedo, Espanha

 À maneira de Picasso, 1942
Grafite sobre papel, 60 x 80 cm
Colecção particular

 Natureza Morta, Maçãs e Queijos, 1944
Óleo sobre tela, 57 x 72 cm
Musée d'Art Moderne de la Ville de Paris,  França

 Natureza Morta, Copo e Maçãs, 1946
Óleo sobre tela, 33 x 40 cm
Colecção particular

 Natureza Morta com Faca, 1961
Óleo sobre pavatex, 50 x 61 cm
Colecção de Arte Contemporânea da Telefónica, Madrid, Espanha

 Cabeça de Vitela, 1944
Óleo sobre tela, 65,50 x 81 cm
Colecção de Arte Contemporânea da Telefónica, Madrid, Espanha

 Auto-retrato, 1934-1935
Óleo sobre tela, 76,50 x 57 cm
Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofia,
Madrid, Espanha

 Rosa, 1952-1955
Óleo sobre tela montada em madeira, 21,90 x 15,90 cm
Colecção Adelaide de Ménil, Estados Unidos

 Rosa, 1965
Óleo sobre tela montada em madeira, 16,80 x 21,90 cm
Colecção particular, Nova Iorque, Estados Unidos

 Barco Afundado, 1958-1959
Óleo sobre tela montada em madeira, 33 x 41 cm
Colecção particular

 Copo de Vinho e uma Fatia de Pão sobre uma Toalha Branca, 1959-1961
Óleo sobre papel, 30,30 x 21,30 cm
Institut Valencià d'Art Modern, Generalitat Valenciana, Espanha

 Pombas, 1963-1965
Guache sobre papel, 44,50 x 62 cm
Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofia, Madrid, Espanha

 Rosa com uma vela, 1971-1973
Tinta da china e guache sobre papel, 31,50 x 49 cm
Museu de Belas Artes de Asturias, Oviedo, Espanha

Candelabro e Copo, 1958-1959
Óleo sobre tela, 27 x 35 cm
Colecção de Arte Contemporânea da Telefónica, Madrid, Espanha

Fonte: Luis Fernández, por Alfonso Palacio, Fundação MAFRE, Espanha

terça-feira, 17 de maio de 2011

Man Ray







Man Ray
1890-1976
  
fotógrafo, cineasta, pintor e anarquista norte-americano.






Emanuel Rudzitsky, mais conhecido no mundo das artes como Man Ray, nasceu em Filadélfia a 27 de Agosto de 1890 e viria a morrer em Paris a 18 de Novembro de 1976. Man Ray era filho de judeus-russos emigrados nos Estados Unidos, ainda muito novo mudou-se para Nova York onde estudou arquitectura, engenharia, artes plásticas e pintura.
Em 1921 Man Ray mudou-se para Paris, onde trabalha como fotógrafo e, com esta actividade desenvolve uma nova técnica, a radiografia ou fotograma, criando imagens abstractas, obtidas sem o auxílio da câmara, mas com a exposição à luz de objectos previamente dispersos sobre o papel fotográfico. Ray, utilizou ainda um outro processo nas suas fotografias, o processo de solarização, expunha momentaneamente à luz durante a revelação o papel fotográfico já imprimido, o que alterarava a imagem,  obtendo assim um contorno escuro à volta, parecendo uma foto surrealista


Por volta de 1940 Ray regressa aos Estados Unidos, estabelecendo-se desta vez em Los Angeles, mas desapontado por nos Estados Unidos apenas ser reconhecido como fotógrafo, e não pela globalidade das suas obras, em 1951 volta novamente para Paris passando a trabalhar principalmente na pintura.

"Em lugar de pintar pessoas, comecei a fotografá-las e desisti de pintar retratos, ou melhor, se pintava um retrato, não me interessava em que  ficasse parecido. Finalmente concluí que não havia comparação entre as duas coisas, fotografia e pintura. Pinto o que não pode ser fotografado, algo surgido da imaginação,  um sonho ou um impulso do subconsciente. Fotografo as coisas que não quero pintar, coisas que já existem."
Man Ray
Dali e Man Ray, em Paris
 Kiki de Montparnasse era uma cantora de cabaré em Paris quando foi incumbida de ensinar francês ao americano Man Ray. Algum tempo mais tarde era tudo para ele: Musa e modelo, amante e namorada. Foi ela que o introduziu nos círculos artísticos da época onde ele passou a conhecer artistas como Max Ernst, René Magritte, Salvador Dali, Pablo Picasso e ainda muitos outros da vanguarda artística francesa da altura.

Kiki inspirou-o em muitas fotografias que ficaram célebres na história da arte fotográfica e que hoje, em leilões de arte, atingem preços elevadíssimos. Kiki era aquela jovem com o corpo de violino, decorado por Man Ray com os orifícios do instrumento.


Kiki aparece ainda na fotografia “Preto e Branco”, de cabeça pousada numa superfície e segurando na mão uma máscara africana. Da última vez que esta fotografia foi vendida, atingiu o valor espectacular de 600.000 dólares. O seu valor actual ronda o milhão.

 Departure of Summer, 1914
Óleo sobre tela, 82,50 x 90,20 cm
The Art Institute os Chicago, EUA

Shakespearean Equation, 1948
Óleo sobre tela, 86,50 x 76,40 cm
Hirshhom Museum and Sculpture Garden, Washington D:C:, EUA

 Auto-retrato, 1941
Óleo sobre tela, 61 x 50,90 cm
Hirshhom Museum and Sculpture Garden, Washington D:C:, EUA

Nut Girls, 1941
Fotografia e colagens, 26,5 x 21,50 cm
Hirshhom Museum and Sculpture Garden, Washington D:C:, EUA

  
Além de Kiki de Montparnasse, posaram ainda para Man Ray, Lee Miller, uma fotógrafa americana que se dedicava a reportagens de guerra, e Meret Oppenheim, a famosa artista plástica da xícara de chá forrada de pele. Meret posou nua, com uma palma da mão suja de tinta, junto da roda de uma máquina tipográfica.
Esta fotografia acabou por se tornar uma das mais conhecidas do mundo.

Com 56 anos conheceu em Hollywood a bailarina Juliet com quem acabou por casar. Viveu com ela trinta anos, a maior parte do tempo em Paris. Para o fim da vida, apesar de marcado por uma doença que mal lhe permitia segurar num lápis, nunca deixou de desenhar, mantendo-se fiel ao seu tema preferido, mulheres nuas.
 Man Ray está enterrado no Cemitério de Montparnasse em Paris, onde se pode ler na pedra da sua sepultura, a inscrição: “Despreocupado, mas nunca indiferente”.

Fonte: pesquisa na net (vários sites)