terça-feira, 21 de junho de 2011

Grandes Exposições


Esplendores das Colecções do Príncipe de Liechtenstein
Exposição de 4 de Junho a 2 de Outubro de 2011,
no Palais Lumière, Evian, França

Esta será a primeira mostra em França das colecções do príncipe de Liechtenstein, uma colecção de arte que está entre as mais notáveis do mundo.

Aqui ficam algumas das obras expostas:

Retrato de Clara Serena Rubens, cerca 1614
Pintura de Peter Paul Rubens
Óleo sobre madeira, 37 x 27 cm
Colecção do Príncipe de Liechtenstein

 Vénus ao Espelho, cerca de 1613/1614
Pintura de Peter Paul Rubens
Óleo sobre madeira, 198 x 124 cm
Colecção do Príncipe de Liechtenstein

 Jovem com Chapéu de Palha, 1835
Pintura de Friedrich von Amerling
Óleo sobre tela, 58 x 46 cm
Colecção do Príncipe de Liechtenstein

Perdida nos seus Sonhos, 1835
Pintura de Friedrich von Amerling
Óleo sobre tela, 55 x 45 cm
Colecção do Príncipe de Liechtenstein

Retrato de Elise Kreuzberger, 1837
Pintura de Friedrich von Amerling
Óleo sobre tela, 57 x 45 cm
Colecção do Príncipe de Liechtenstein

 Retrato da Princesa Marie Franziska de Leichtenstein com a idade de 3 anos, 1836
Pintura de Friedrich von Amerling
Óleo sobre cartão, 33,30 x 26,70
Colecção do Príncipe de Liechtenstein

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Auto-retrato

Auto retrato (tomei a liberdade de tirar-me alguns anos).
O próximo, prometo que  terá óculos, rugas,  cabelo branco
 e tudo o mais a que tenho direito.
Óleo sobre tela, 60 x 60 cm

sábado, 18 de junho de 2011

Futurismo


Dynamic Hieroglyohic of the Tabarin
Óleo sobre tela, 161,60 x 156,20 cm
Moma, Nova Iorque
Obra de Gino Severini (1883-1966)
Pintor futurista italiano

O futurismo é um movimento artístico e literário, que surgiu oficialmente em 20 de Fevereiro de 1909 com a publicação do Manifesto Futurista, pelo poeta italiano Filippo Marinetti, no jornal francês Le Figaro. Os adeptos do movimento rejeitavam o moralismo e o passado, e suas obras baseavam-se fortemente na velocidade e nos desenvolvimentos tecnológicos do final do século XIX. O Futurismo desenvolveu-se em todas as artes e influenciou diversos artistas que depois fundaram outros movimentos modernistas.
Fonte: Wikipédia

As Manas

As Manas (recordações do passado)
Óleo sobre tela, 66 x 56 cm (ano 2005)

sexta-feira, 17 de junho de 2011

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Gian Lorenzo Bernini








Gian Lorenzo Bernini
Nápoles, 1598 - Roma, 1680








Arquitecto, escultor e pintor italiano. Recebe as primeiras lições artísticas do seu pai, escultor medíocre. É artista de maturidade precoce, pois com apenas vinte e um anos executa a sua escultura de David Matando Golias. Protegido pelos papas Urbano VIII e Alexandre VII, leva a cabo um grande trabalho artístico em Roma, em plena época do fervor da Contra-Reforma. Insistentemente convidado pelo rei de França, Luís XIV, apresenta-se em Paris, onde colabora no projecto do Louvre. A sua notoriedade como arquitecto e escultor faz com que se esqueça o seu trabalho como pintor, para o qual está notavelmente dotado (Martírio de S. Maurício, diversos retratos de Urbano VIII, etc.).
Em Bernini dá-se o caso curioso de, sendo a escultura a sua mais profunda paixão, trazer para a arquitectura novidades revolucionárias que se impõem e se espalham. Constrói a Igreja de Santo André do Quirinal (Roma), de planta ovalada, e acrescenta-lhe uma cúpula com figuras escultóricas no interior, procurando assim uma integração da escultura e da arquitectura. A Cátedra de S. Pedro de Roma reúne em si, pela primeira vez, várias características típicas do barroco. Trata-se de um oratório de bronze que cobre o altar; está sustentado por quatro colunas salomónicas (talhadas em espiral). Os Palácios Odescalchi e Barberini reúnem os traços essenciais do palácio barroco.
A grande obra arquitectónica de Bernini é a colunata da Praça de S. Pedro do Vaticano. A monumental basílica necessitava de um padrão adequado para a recepção das peregrinações. Bernini concebe duas colunatas gigantescas que avançam para os fiéis, abraçando-os e conduzindo-os para o templo. A altura variável das colunas realça a perspectiva da cúpula de Miguel Ângelo e confere ao conjunto uma formosa ordem teatral.


Gian Lorenzo Bernini é, além de arquitecto, o principal escultor do barroco italiano. O seu trabalho inovador abarca os principais campos escultóricos do momento: o religioso, o mitológico e o sepulcral. Em todos eles aplica os caracteres do novo estilo: movimento e agitação, formas amplas, efeitos teatrais e expressão exagerada do sentimento. Do ponto de vista técnico não segue a norma renascentista de lavrar as suas peças num só bloco de mármore, mas separa-as em vários blocos que aparelha de seguida. Da sua primeira época são além de David Matando Golias, Apolo e Dafne. Diferentemente de Miguel Ângelo, que representa David de pé e concentrado, com o olhar cravado no adversário, Bernini modela o personagem em atitude violenta, no momento do lançamento da pedra. Os seus monumentos sepulcrais, de concepção alegórica e de efeito imediato, apresentam um desenvolvimento pleno do espírito da plástica barroca. Os mais notáveis são os dos papas Urbano VIII e Alexandre VII. É também autor do Baldaquino e da Cátedra de S. Pedro do Vaticano, assim como da estátua equestre de Constantino. O seu busto de Luís XIV é um modelo muito copiado pelos escultores franceses de finais do século xvii.
Mas a sua obra mais famosa, que representa o arquétipo do barroquismo escultórico, é o Êxtase de Santa Teresa. Esta obra, embora concebida como um quadro, não é desenvolvida em forma de relevo, mas de volume redondo. A santa, suspensa no espaço sobre um trono de nuvens, apresenta as roupagens volumosas e com grandes pregueados barrocos, de modo que a forma corporal não é translúcida. O seu rosto enlevado, transido de amor divino, tem os olhos fechados e a boca entreaberta, enquanto o rosto do anjo que lhe lança o dardo do amor de Deus está transbordante de vida e de alegria.

Fonte: Vidas Lusofonas

Auto-retrato (Jovem)
Óleo sobre tela
Galeria Borghese, Roma, Itália

O Rapto de Proserpina, 1621-1622
Galleria Borghese, Roma, Itália

 O Rapto de Proserpina (detalhe)

Papa Urbano VIII
Óleo sobre tela, 50 x 67 cm
Galleria Nazionale d’Arte Antica, Rome, Italy

 Retrato de Constanza Bonarelli
Mármore
Museo Nazionale del Bargello, Florença, Itália

Mármore
Metropolitan Museum of Art, New York, Estados Unidos

 Constantino o Grande
Pedra
Scala Regia, Vaticano, Roma, Itália

 O Êxtase de Santa Teresa, 1640
Terracota

 Santo André e São Tomás
Óleo sobre tela, 76 x 59 cm
National Gallery, London, UK


O êxtase de Santa Teresa D’Ávila


Gian Lorenzo Bernini
Il sangue di Cristo
Óleo sobre tela, 98 x 64,5 cm
mais obras deste artista em Artrenewal 


terça-feira, 14 de junho de 2011

Elisabeth Peyton
Pintora americana, nasceu em 1965

Torosay (Toni), 2000
Óleo sobre tela, 36 x 28,50 cm
Kunstmuseum, Wolfsburg, Alemanha

segunda-feira, 13 de junho de 2011


António Soares dos Reis
1847-1889

Notável escultor português

1847: Nasce na freguesia de Mafamude, Vila Nova de Gaia - 1861: É admitido na Academia de Belas Artes do Porto - 1866: Conclui o curso - 1867: Vai para Paris como pensionista - 1870: Regressa ao Porto - 1871: Vai para Roma; executa "O Desterrado" -1872: Regressa ao Porto. É nomeado académico de Mérito da Academia do Porto - 1873: 1º atelier no Porto - 1875: É nomeado Académico de Mérito pela Academia de Belas Artes de Lisboa - 1878: Menção honrosa na Exposição Universal de Paris - 1880: É admitido como professor na Academia de Belas Artes do Porto - 1879 : Organiza a criação do Centro Artístico Portuense; colabora como repórter artístico na revista "Ocidente"- 1881: É-lhe atribuído o 1º Prémio Exposição de Madrid ; é agraciado com o Grau de Cavaleiro da Ordem de Carlos III - 1885: Casa com Amélia Macedo - 1887: Abandona o Centro Artístico Portuense; executa a estátua de Afonso Henriques - Guimarães - 1889: Suicida-se no seu atelier em Vila Nova de Gaia.
 O Desterrado

O Desterrado (pormenor)


sábado, 11 de junho de 2011

Roberto Machado
Porto 1938
Membro da direcção da Árvore Cooperativa de Actividades Artísticas, C.R.L.

Exposição “Improvisos sobre a cor”, na CiDi arte Galeria

As obras são na sua maioria em acrílico sobre cartão ou platex e de dimensões entre os 20 x 30 cm, sendo a maior de 30 x 80 cm. Gostei bastante e quero compartir com vocês o católogo da exposição.





















O meu olhar sobre a pintura do Roberto é inteiramente condicionado pelo meu afecto. Nem pretende ser outra coisa.
Aquilo que vejo é generosidade: nas formas ... na cor...
Nunca lhe perguntei, mas acho que pinta para ser e nos fazer felizes.
Talvez por isso as suas mulheres estejam tão impregnadas de serenidade, envoltas em atmosferas que nos remetem para lugares onde a paz e a alegria simplesmente se encontram.
Mas assim é o Roberto, simplesmente sereno, gargalhada solta, ternura nas mãos.
Seguramente já fez as pazes com a Vida.
E é assim que o encontro, sempre pronto a afagar-me o rosto e a ensinar-me a descomplicar os caminhos e a enchê-los de cor!

Alexandra Gandra                     

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Tomás da Anunciação
1818-1879

Um dos expoentes da pintura romântica portuguesa

Tomás José da Anunciação nasceu em Lisboa no seio de uma família humilde a 26 de Outubro de 1818. Desde muito cedo revelou grande vocação para o desenho. Frequentou as aulas de arquitectura da Sala do Risco no Arsenal e foi praticante de desenhador no Museu de História Natural, ainda muito jovem.
Em 1837 inscreveu-se na Aula de Desenho da Academia de Belas Artes e terminado o curso, que contestara pelo excessivo academismo e trabalho de atelier, dedica-se à litografia, a documentos de História natural e à realização de pequenas telas de paisagem e animalismo, que vendia no incipiente mercado de arte português.
Flores, frutos, peças de caça e finalmente animais. Estes começarão por ser os objectos do seu olhar romântico; olhar romântico, diga-se, bem mais sereno que aquele que os seus colegas alemãs, franceses ou ingleses, na mesma altura, exibiam perante o mundo. O pintor português optaria por um traço que, sendo vigoroso, estava longe de ser consumido por uma paixão perigosa ou um ideal absoluto. O romantismo, mais do que no espírito dos homens, devia ser procurado na natureza. Assim, e na companhia de vários colegas, acabaria por protestar contra os métodos vigentes no ensino, recusando a “prisão” das salas de aula e ateliers, e defendendo a prática da pintura ao livre.
Economicamente impossibilitando de viajar para o estrangeiro, Tomás da Anunciação vai localizando as suas referências à volta de pintores franceses dos finais do século XVIIII como Guillard ou Pillement (do período Rococo), cujos quadros, de paisagens animadas por animais, tinha a oportunidade de apreciar de perto nas casas dos coleccionadores. O seu conhecimento era, pois, diferido e atrasado, e só estimulado quando colegas regressados de Paris lhe comunicavam as novidades.
Realiza cópias de mestres estrangeiros para o conde de Rackzynski, ministro da Prússia na corte de Lisboa. Também Dom Fernando adquiriu várias das suas obras.
Em 1852, foi nomeado professor de Pintura de Paisagem na Academia de Belas Artes de Lisboa e director a partir de 1878. Foi ainda professor da Rainha D. Maria Pia e director da Galeria Real da Ajuda. Fundou a Sociedade Promotora de Belas-Artes (1862-1881), onde se apresentou com regularidade até 1874, obtendo medalhas de honra, de primeira e segunda classe. Obteve também em 1865 a medalha de honra na Exposição Industrial do Porto, a única conferida a artistas nesse certame. Integrou a Exposição Internacional de Madrid em 1971, sendo galardoado com a medalha de ouro.
Com a sua obra A Vista da Penha de França, foi considerado pelos seus colegas o mestre da geração romântica. Artista pouco estudado, refere o crítico Zacharias d’Aça que terá produzido cerca de quinhentas pinturas, na sua maioria paisagens, pintadas no local, fortemente influenciadas pelo paisagismo holandês do século XVII, promovendo uma estética introdutória do naturalismo, por oposição ao academismo clássico.
Tomás da Anunciação morre em Lisboa em Abril de 1879.

 Vista da Penha de França, 1857
Óleo sobre tela, 68,90 x 105 cm
MNAC – Museu do Chiado, Lisboa

 Paisagem e Animais, 1851
Óleo sobre tela, 40,50 x 51,50 cm
MNAC – Museu do Chiado, Lisboa

 Vista da Amora, Paisagem com Figuras, 1852
Óleo sobre tela, 67,50 x 88,50
MNAC – Museu do Chiado, Lisboa

 Na Eira, 1861
Óleo sobre tela, 123 x 193
MNAC – Museu do Chiado, Lisboa

 O Vitelo, 1873
Óleo sobre tela, 75 x 125 cm
MNAC – Museu do Chiado, Lisboa

Fonte: Arte Portuguesa do Século XIX – MNAC, Site do Museu José Malhoa e Naturlink