Aguarela sobre papel, 30,50 x 40,60 cm
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Georg Flegel
Georg Flegel
1566-1638
O primeiro pintor alemão a dedicar-se à natureza morta
Georg Flegel nasceu em 1566, na Boémia, provavelmente em Olmutz. Cerca de 1594, vivia em Frankfurt, onde três anos mais tarde requereu cidadania para si e sua mulher. Nessa ocasião, o seu patrocinador era o pintor Lucas van Valkenborch, que aparentemente, empregou Flegel como auxiliar para as naturezas-mortas nas suas obras.
Cerca de 1600, Flegel estabeleceu-se por conta própria. As suas primeiras pinturas eram constituídas por grupo de poucos objectos desenhados e forma vaga, dispostos sobre o tampo de uma mesa, frequentemente entremeados com minúsculos insectos e animais. O seu contorno era meticuloso, sendo as flores e os animais cuidadosamente estudados. As suas composições posteriores foram mais ricas e intrincadas, construídas em linhas diagonais de um modo já característico do barroco.
Em 1627, Flegel empregava um assistente, o que indica que, se o interesse alemão pela natureza-morta não tivesse sido detido pelas guerras religiosas, poderia ter sido o fundador de uma importante escola.
Georg Flegel morreu de Frankfurt em 1638. Entre os tesouros do grande coleccionador arquiduque Leopold Wilhelm, vinte anos depois da morte de Flegel, foram encontradas doze pequenas naturezas-mortas de frutos de sua autoria, todas de tamanho igual e em molduras idênticas, com o fim claro de virem a constituir uma série.
Óleo sobre madeira,
Wallraf-Richartz Museum (Cologne, Westfalen, Germany)
Armário, 1610
Óleo sobre tela, 62 x 92 cm
Galeria Nacional, Praga, República Checa
Sobremessa
Óleo sobre madeira 28 x 22 cm
Alte Pinakothek, Munique, Alemanha
domingo, 25 de setembro de 2011
Agnolo Bronzino
Agnolo Bronzino
1503-1572
Pintor de frescos e retratista da corte
Agnolo Bronzino nasceu em Florença em 1503 e morreu na mesma cidade em 1572. Pintor Palaciano e um dos maiores representantes do maneirismo, foi discípulo de Pontormo.
Tornou-se pintor da corte do primeiro grão-duque da Toscana, Cosimo I de Medici, e os seus principais trabalhos foram retratos da corte, elegantes e severos, de um colorido frio e uma gélida impassividade. Além dos retratos, a sua outra temática foi a pintura religiosa, como as realizadas em várias igrejas de Florença.
Óleo sobre madeira, 89 x 117 cm
Galeria Uffizi, Florença, Itália
Óleo sobre tela, 117 x 147 cm
National Gallery, Londres
(Detalhe)
Óleo sobre tela, 60 x 83 cm
Palazzo Vecchio, Florença
Retrato de Bartolomeo Panciatichi, 1540
Têmpera sobre madeira, 84 x 104 cm
Galeria Uffizi, Florença, Itália
Óleo sobre madeira, 173 x 268 cm
Museu de Belas Artes, Besançon, França
Lucrezia Panciatichi, 1540
Óleo sobre madeira, 85 x 104 cm
Galeria Uffizi, Florença, Itália
Óleo sobre madeira, 96 x 115 cm
Galeria Uffizi, Florença, Itália
Sagrada Família, 1534-1540
Óleo sobre madeira, 99,50 x 124,50 cm
Kunsthistorisches Museum, Viena, Austria
Lamentação, 1528-1530
Óleo sobre madeira, 115 x 100 cm
Galeria Uffizi, Florença, Itália
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Jose de Ribera
José de Ribera
(Jusepe de Ribera)
(El Españoleto)
1591-1652
Pintor realista de observação concentrada e penetrante
José de Ribera nasceu em Játiva, pequena cidade nas colinas ao sul de Valência. Antes de completar os sete anos, morreu-lhe a mãe, e o pai voltou a casar. Ribera foi mandado para Valência com a finalidade de estudar latim e tornar-se humanista, mas em vez disso, veio a ser discípulo do pintor Francisco Ribalta, que lhe ensinou a sua exigente técnica naturalista.
Ainda em rapaz, deixou Espanha e foi para Itália, onde nunca mais regressou. Foi directamente para Roma, aonde chegou sem dinheiro, vivendo de pedaços de pão que lhe davam os outros estudantes. “Il Spagnoletto” (o garoto espanhol) andava propositadamente pelas ruas a fazer estudos de tudo o que via. Contava-se que um cardeal o viu a copiar um fresco da fachada de um palácio, teve pena dele e convidou-o para sua casa. Agradou à família do cardeal e pediram-lhe que ficasse. Contudo, Rivera achou que essa nova e confortável indolência estava a prejudicar a sua carreira e em breve voltou para as ruas.
Durante alguns anos entregou-se com devoção ao estudo de dois estilos completamente opostos: o classicismo dos irmãos Carracci e o chiaroscuro de Caravaggio. Também admirou as obras de Rafael e Miguel Ângelo. Depois, durante uma visita a Parma, fez tantas cópias das pinturas de Correggio que a influência daquelas suavizou temporariamente o seu estilo. Mas foi Caravaggio que influenciou definitivamente a arte de Ribera.
Aos vinte e cinco anos, foi para Nápoles, onde a influência de Caravaggio se mostrou a mais duradoura. Um pintor napolitano abastado, também negociante de quadros, reconheceu o seu brilhante talento e deu-lhe a filha em casamento, com a promessa de toda a sua fortuna. Quando Ribera aceitou, o sogro, orgulhoso, elogiou por toda a parte o seu talento, até que começaram a aparecer encomendas constantemente e ele conseguiu manter uma oficina com vários auxiliares.
Durante quase dois séculos, Nápoles estivera sob o domínio espanhol, e nesta época os vice-reis enviados de Espanha eram quase sempre distintos colecionadores de obras de arte. Quando o duque de Oluna, vice-rei de 1616 a 1620, viu o quadro S. Bartolomeu da autoria de Ribera, chamou a si o artista e contratou-o como pintor da corte, encarregando-o de várias obras. Os sucessores do duque fizeram o mesmo, acabando por ser-lhe concedido um apartamento no palácio, onde podia limitar o seu trabalho a seis horas por dia e receber amigos distintos durante todo o resto do tempo.
A fama de Ribera chegou aos círculos artísticos de Roma, onde em 1626 foi eleito para a Academia de S. Lucas e em 1648 foi admitido pelo papa na Ordem Militar de Cristo. Quando Velázquez, pintor da corte de Filipe IV de Espanha, veio visitar Ribera, em 1630, e de novo, passado dezanove anos, em 1649, levou com ele quadros para as colecções reais. Foi assim que Ribera introduziu em Espanha o estilo de Caravaggio.
Ribera, não só fez uso constante do método de Caravaggio do chiaroscuro para dar a impressão de relevo por meio de sombras, mas também adoptou nas suas pinturas o realismo de Caravaggio, os desenhos à pena ou a lápis e as gravuras a água-forte.
Os mártires de Ribera, os deuses da Antiguidade, os apóstolos, os místicos, os eremitas e as virgens são humanos, são até figuras camponesas, vigorosas e realistas.
Don Juan, o filho bastardo de Filipe IV, de dezanove anos, veio com a armada espanhola restabelecer a ordem em Nápoles, mandou fazer o seu retrato a Ribera. Frequentava a sua oficina e seduziu-lhe uma das filhas. A má conduta de Don Juan parece ter desgostado Ribera, contribuindo para o agravamento da doença que o apoquentava havia anos.
Ribera morreu em Nápoles a 5 de Setembro de 1652.
Archimedes, 1630
Óleo sobre tela, 125 x 81 cm
Museo do Prado, Madrid, Espanha
Óleo sobre tela, 97,50 x 77 cm
Santo Onofri
Óleo sobre tela
Hermitage, S. Petersburg, Russia
Clubfooted Boy, 1642
Óleo sobre tela, 92 x 164 cm
Museu do Louvre, Paris, França
Óleo sobre tela, 239 x 181 cm
Museu do Louvre, Paris, França
O Casamento Místico de Santa Catarina, 1648
Óleo sobre tela, 209 x 154 cm
The Metropolitan Museum of Art, Nova Iorque
Óleo sobre tela, 115 x 88 cm
Colecção Abello, Madrid
Óleo sobre tela
The National Museum os Fine Arts, Estocolmo
Sainte Marie l’Égyptienne, 1641
Óleo sobre tela, 133 x 106 cm
Museu Fabre, Montpellier
Óleo sobre tela, 276 x 199 cm
Chapelle du Trésor de San Gennaro, Nápoles
Apollon et Marsyas, 1637
leo sobre tela, 182 x 232 cm
Museo Nazionale di San Martino, Napoles
terça-feira, 20 de setembro de 2011
sábado, 17 de setembro de 2011
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
terça-feira, 13 de setembro de 2011
domingo, 11 de setembro de 2011
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Juan Pantoja de la Cruz
Pintor Espanhol, Juan Pantoja de la Cruz, nasceu de Valladolid em 1553 e morreu em Madrid no ano de 1608.
Pantoja de la Cruz foi um dos melhores representantes da escola espanhola do Renascimento.
Infanta Isabella Clara Eugénia de Espanha
Óleo sobre tela, 124,80 x 97 cm
Alte Pinakothek, Munique, Alemanha
Dona Margarida de Austria, 1607
Óleo sobre tela, 120 x 97 cm
Museo do Prado, Madrid, Espanha
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
domingo, 4 de setembro de 2011
Ecos do Fado na Arte Portuguesa
No quadro da Candidatura do Fado à Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade (UNESCO) a Câmara Municipal de Lisboa através da EGEAC/Museu do Fado promove a exposição Ecos do Fado na Arte Portuguesa Séculos XIX-XXI na Sala do Risco, no Pátio da Galé, de 7 de Julho a 17 de Setembro de 2011. Entretecida no quadro de um diálogo estreito com a cidade, a História do Fado é também a história de todos aqueles que o recriaram nos domínios da criação plástica. Neste sentido, um olhar atento sobre as artes plásticas nacionais que representaram o tema, atesta, inevitavelmente, o profundo enraizamento do Fado à escala regional e nacional, bem como a transversalidade da sua representação, como objecto de inesgotável citação e recriação pictórica pelas sucessivas gerações de artistas plásticos nacionais, no quadro de distintas motivações e constrangimentos estéticos, ideológicos ou simbólicos. Consagrada à relação do fado com a experiência plástica nacional, a exposição propõe uma leitura integrada e multidisciplinar das representações do Fado na Arte Portuguesa dos sécs. XIX-XXI, incluindo obras de Roque Gameiro, Columbano, José Malhoa, Constantino Fernandes, Almada Negreiros, Amadeo Souza-Cardoso, Eduardo Viana, Domingos Alvarez, Bernardo Marques, Stuart Carvalhais, João Abel Manta, Carlos Botelho, Cândido da Costa Pinto, Júlio Pomar, Leonel Moura, Graça Morais, António Carmo, Paula Rego, João Vieira, Arman, Adriana Molder, João Pedro Vale, Miguel Palma e Joana Vasconcelos, entre outros testemunhos que recriaram o tema. Sala do Risco, Pátio da Galé na Praça do Comércio 8 de Julho a 17 de Setembro de 2011 Diariamente, das 10h00 às 19h00 Entrada Livre |
Fonte: CML
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Frederick McCubbin
Frederick McCubbin
1855-1917
Frederick McCubbin, nasceu em Melbourne, Austrália a 25 de Fevereiro de 1855, era o terceiro de oito filhos, seu pai de profissão padeiro era proveniente da Escócia. Após completar a sua educação escolar, Frederick teve vários trabalhos, incluindo a padaria de seu pai e no entretanto estudava na Academia Vitoriana das Artes. Em 1880 vendeu a sua primeira obra e após a morte de seu pai tornou-se responsável pela condução dos negócios da família.
Frederick continuou a estudar arte e ainda como estudante, o seu trabalho despertou a atenção, tendo ganho vários prémios. Em 1888 tornou-se mestre na Escola de Desenho na National Gallery.
Em 1889 casou com Annie Moriarty, de cujo casal nasceram sete filhos.
Frederick viveu a maior parte da sua vida em Melbourne, fez apenas uma viagem a Inglaterra em 1907.
Em 1912 tornou-se membro fundador da Associação de Arte da Austrália.
Subscrever:
Mensagens (Atom)











































