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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Louis Boilly







Louis Boilly
1761-1845









Louis-Léopold Boilly, natural de La Bassée, uma pequena cidade do norte de França, é um dos artistas franceses mais originais dos séculos XVIII e XIX. Oriundo de um meio modesto, filho de um escultor em madeira, foi educado em Doual e instalou-se em Paris em 1785, na véspera da Revolução. Desde então, não parou de desenhar os Parisienses nas suas diferentes facetas, representando-os em casa ou na rua. As suas pinturas minuciosamente observadas e executadas, constituem um precioso testemunho da vida urbana entre o período revolucionário e a Restauração. As suas obras foram muito apreciadas pelo público daquela época que, em 1804, lhe atribui uma medalha de ouro no Salon.
Louis Boilly é conhecido por ser um retratista virtuoso. Mas, a seguir à Revolução, onde desenha sem parar os contemporâneos, também fica a dever a sua fama às pinturas de género sobre temas galantes ou atrevidos, deve a estas incursões o ser processado por obscenidade pelo Comité de Saúde Pública em 1794. Pinta então uma série de quadros sobre assuntos patrióticos, mas não deixa de demonstrar logo a seguir o seu talento como caricaturista.
Estimado no seu tempo, tem desfrutado de reconhecimento internacional: a sua obra está conservada nos museus dos Estados Unidos, Reino Unido, Russia ocidental e França.
Para celebrar os 250 anos do seu nascimento, O Palácio das Bellas-Artes de Lille,  apresenta ao público de 4 de Novembro de 2011 a 6 de Fevereiro de 2012, 190 peças, pinturas e desenhos que demonstram a originalidade e a envergadura da sua obra.

Fonte: france.fr, Nº. 190 Dossier de L’ART

 Houdon modelando o busto de Bonaparte Primeiro, 1802
Óleo sobre tela, 56,50 x 46,50 cm
Museo do Louvre, Paris

 Retrato de Jovem
Óleo sobre tela, 22 x 17 cm
Museo Marmottan-Monet, Paris

 l'Arrivée d'une diligence dans la cour des Massegeries à Paris, 1803
(detalhe)
Óleo sobre madeira, 62 x 108 cm
Museo do Louvre, Paris

 Vaso de Flores,
Óleo sobre papel "marouflé" sobre tela, 45 x 33 cm
Fitzwilliam Museum, Cambridge

 L'Entrée du Jardin turc, 1812 (detalhe)
Óleo sobre tela, 73,30 x 91,10 cm
The J. Paul Getty Museum, Los Angeles

 Óleo sobre tela, 32,50 x 24,50 cm
Museo do Louvre, Paris

 Cenas de "Boulevard", 1806
Óleo sobre madeira, 23 x 33 cm
The National Gallery od Art, Washington

 "Mon Pied de Boeuf", 1824 (detalhe)
Óleo sobre tela, 46 x 56 cm
Palais des Beaux-Arts, Lille

 O efeito do Melodrama, 1830
Óleo sobre tela, 32 x 44 cm
Museo Lambinet, Versailles

 Cena de Cabaret
Óleo sobre tela, 37 x 47 cm
Museo do Louvre, Paris

 A mulher do artista
Óleo sobre tela, 40,80 x 32,50 cm
Sterling and Francine Clark Art Institute, Williamstown, États-Unis

 Auto retrato como revolucionário, 1793
Óleo sobre madeira, 23 x 17 cm
Colecção Particular

 Louis Boilly e Simon Chenard, 1798
Óleo sobre tela, 24 x 18 cm
Musée des Arts décoratifs, Paris

 Portrait de Madame Saint-Ange chevrier, 1809
Óleo sobre tela, 72 x 59 cm
Colecção particular

 Les Consncrits de 1807 dédilant devant la porte Sant-Denis, 1807
(detalhe)
Óleo sobre tela, 84,50 x 138 cm
Museo Carnavalet, Paris

 Une Loge, un jour de spectacle gratuit, 1830 (detalhe)
Óleo sobre tela, 32,50 x 41,70
Museo Lambinet, Versailles

  Une Loge, un jour de spectacle gratuit, 1830 (detalhe)
Óleo sobre tela, 32,50 x 41,70
Museo Lambinet, Versailles

 O Arrancador de Dentes (estudo), 1823
27 x 20.60 cm
Museo Picardie

 A Cólera, 1824
33 x 26 cm

 Óleo sobre tela, 62 x 46 cm
Colecção particular

 Uvas Brancas
Óleo sobre papel "marouflé" sobre tela, 40 x 32 cm
Museo de Belas Artes, Rouen

 Uvas Pretas
Óleo sobre papel "marouflé" sobre tela, 31 x 26,50 cm
Museo de Belas Artes, Rouen


 Óleo sobre tela, 72,50 x 60,50 cm
Sterling and Francine Clark Art Institute, Williamstown, États-Unis
 Óleo sobre tela, 54 x 64,50 cm
Museo do Louvre, Paris

 24,40 x 19,30 cm
Colecção particular

  L'Entrée du Jardin turc, 1812
Óleo sobre tela, 73,30 x 91,10 cm
The J. Paul Getty Museum, Los Angeles


domingo, 20 de novembro de 2011


Charles Matton
1931-2008


Charles Matton, foi um pintor, desenhador, escultor fotógrafo e cineasta  francês. Nasceu em Paris a 13 de Setembro de 1931 e morreu nesta mesma cidade, onde se encontra enterrado no cemitério de Montparnasse.



sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Constant Le Breton
(1895-1985)

Pintor por vocação

Constant Le Breton nasceu em 1895 em Saint-Germain-des-Prés, Anjou, junto ao Loire no seio duma família de marinheiro. O artista desde muito cedo revelou uma grande paixão pelo desenho e pela gravura. Ao longo de toda a sua vida, teve a sorte de poder pintar e desenhar. Nenhuma outra influência foi tão poderosa como a da esperança de conseguir exprimir-se como o haviam feito os pintores do passado, que tanto admirava, o que explica o seu entusiasmo.
As suas ambições tiveram no entanto de enfrentar algumas contrariedades, desde logo no seu meio familiar, quase totalmente alheio a qualquer preocupação artística. Tudo de que o jovem Constant precisava era lápis e papel. Face a esta exigência, os pais compreenderam que não conseguiriam convencê-lo a mudar de rumo e a seguir a tradição familiar, enveredando pelo ofício de marinheiro no Loire.
O pintor conheceu momentos muito difíceis, acabando por sentir necessidade de se separar da família para tentar encontrar um acolhimento mais adequado às suas expectativas. Viveu um período difícil em Nantes, onde visitava com muita frequência o Museu Municipal, onde descobriu e admirou as obras de mestres como Georges de La Tour.
Mas o chamamento de Paris fazia-se ouvir. Nesta cidade, faz a sua formação com artesãos que pintam cenários de teatro, conseguindo assim escapar à miséria. É com assombro que descobre o Museu do Louvre, que passaria a frequentar quase quotidianamente. Adquire um conhecimento profundo da técnica dos grandes artistas e passa as tardes a estudar as suas oras e a ler as suas biografias.
A guerra faz a suas entrada em cena. Com 19 anos de idade, oferece-se como voluntário para a campanha dos Dardanelos: “a minha primeira bolsa de viagem”, gracejava. Os seus primeiros desenhos, em particular os seus desenhos de guerra, revelam a sua originalidade, a firmeza do traço e a recusa do convencional. O que de imediato chama a nossa atenção no estilo que a sua pintura nos revela é a sua honestidade intelectual. Finda a guerra, está plenamente decidido a não fazer qualquer concessão na expressão da sua arte. Recusa um cargo de professor ou outros trabalhos que lhe recordam o passado. Começa por tornar-se gravador e ilustrador de livros, domínio onde construiria uma belíssima reputação. Mas é à pintura que pretende consagrar as suas energias, com aquela espantosa auto-confiança característica da juventude. Não tem ainda trinta anos quando uma galeria da Rue de Seine expõe os seus primeiros trabalhos.


Ateliê de Paris, 1962
Óleo sobre tela, 81 x 65 cm

 Paris, Casa do Pintor, 1974
Aguarela sobre papel, 47 x 36

 O Rapaz com soldados de chumbo, 1936
Óleo sobre tela, 65 x 81 cm

 O pequemo tambor, 1950
Óleo sobre tela, 92 x 73 cm

 Frutos de Outuno, 1958
Óleo sobre tela, 81 x 1000 cm

 Salmonetes, 1970
Óleo sobre tela, 65 x 81 cm

Papoilas, 1979
Óleo sobre tela, 61 x 50 cm

Na estrada de Champtocé, 1965
Óleo sobre tela, 81 x 65 cm

 Sainte Anne la Palud, 1950
Óleo sobre tela, 38 x 55 cm

 Castanheiros na ilha de chalonnes, 1970
Óleo sobre tela, 46 x 55 cm

 Barcaças no Cais, 1960
Óleo sobre tela, 54 x 65 cm

 Debaixo do guarda-sol, 1932
Óleo sobre tela, 38 x 55 cm

 Na praia, 1932
Óleo sobre tela, 46 x 62 cm

 Quai de l’Hotel de Ville, 1929
Aguarela sobre papel, 32 x 46 cm

 Paris, Place St. Sulpice, 1960
Aguarela sobre papel, 31 x 42 cm

Fonte:  Catálogo da exposição realizada em 2010 pela Fundação Calouste Gulbenkian

sexta-feira, 2 de setembro de 2011


Henri Cueco
Pintor, escritor e cenógrafo

Henri Cueco nasceu em 1929 em Uzerche (Carrèze), França, filho de pai espanhol e mãe francesa.

Os cães que saltam, 1994
Acrílico sobre tela, 130 x 162 cm

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Edgar Degas

Auto retrato, 1855
Óleo sobre tela, 40,60 x 34,30 cm
The Metropolitan Museum od Art, Nova Iorque

domingo, 5 de junho de 2011

Marie-Guilhelmine Benoist
1768-1826

Marie-Guilhelmine de Laville-Leroux, nasceu e morreu em Paris. Em 1793 casa com Pierre-Vincent Benoist, ficando conhecida na história da arte por Marie-Guilhelmine Benoist.
Discípula de Elizabeth-Louise Vigée-Lebrun e posteriormente de Jacques-Louis David, a sua obra, que foi exposta pela primeira vez em 1784, cedo recebeu o reconhecimento do público.
Marie-Guilhelmine Benoist, foi uma das pintoras de maior êxito da sua geração
Em 1804, recebeu uma medalha de ouro e fundou um estúdio para mulheres artistas.
No começo da sua carreira, Benoist pintou motivos clássicos, mas desistiu aos poucos desses motivos enveredando a partir de 1795 por retratos de personagens famosos da sociedade parisiense ou simplesmente retratando pessoas comuns. As suas pinceladas poderosas antecipam o estilo de Jean-Auguste-Dominique Ingres que lhe sucedeu no género.
Entre as suas obras mais famosas estão A Princesa Paulina Borghese de1808, Lendo a Bíblia de 1810 e Retrato de Mulher Negra de 1800.

Princess Pauline Borghese, 1808
Óleo sobre tela, 200 x 142 cm
Château de Versailles et de Trianon, Versailles, France

Retrato de Mulher Negra, 1800
Óleo sobre tela, 81 x 65 cm
Museu do Louvre, Pars

Cada pormenor desta tela serve para realçar o motivo central: a dignidade desta mulher estrangeira. Se repararmos, ela olha para baixo para nós observadores de uma forma orgulhosa e com uma expressão enigmática. A alvura do vestido que ela enverga salienta a cor escura da pele.
Loius XVIII, quando olhou para este quadro, achou-o tão impressionante que o comprou imediatamente para a sua colecção no Louvre.


Madame Philippe Desbassayns, 1802-1803
Óleo sobre tela, 116,80 x 89,50
Metropolitan Museum of Art, New York


FONTE: 1000 Obras Primas da pintura Europeia (DINALIVRO)