sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Jean-François Millet





Jean-François Millet
1814-1875

Artista famoso pelas suas pinturas de camponeses, simples e concretas.





Millet era o filho mais velho de uma devota família de camponeses que vivia numa aldeia perto de Cherbourg, Gruchy, no Noroeste de França. Um pintor residente de Cherbourg aceitou-o como aluno, mas com a morte de seu pai em 1835, Millet foi obrigado a voltar para a sua quinta.
Em 1837, encorajado pela família, foi para Paris, onde, não obstante uma concessão do Município de Cherbourg, levou uma vida de privações. O pintor histórico Delaroche deu a Millet entrada livre no seu estúdio, mas, em virtude de uma mútua incompatibilidade dos respectivos estilos, Millet regressou ao Louvre para continuar a sua educação artística.
Em 1844, duas obras de Millet chamam a atenção no Salon, mas nessa data ele já não estava em Paris. Por motivos inerentes à morte de sua mulher, tinha voltado a Chebourg. Durante um ano trabalhou no Havre, tornou a casar e voltou a Paris. Nessa altura, pintava principalmente nus eróticos e sensuais, à maneira de Correggio.
Em 1848, verifica-se uma mudança dramática no estilo e nos assuntos, o que trouxe casualmente a Millet um grande êxito ao nível público.
O Joeireiro, exposto no Salon de 1848, foi comprado pelo Estado, e, com a receita, Millet deixou Paris e seguiu para Barbizon, onde viveu até ao fim dos seus dias num chalé de três divisões.
Juntamente com Théodore Rousseau e Diaz de la Peña, Millet formou o núcleo de pintores conhecido por escola de Barbizon, os quais aspiravam à pintura exacta e realista da vida rural.
Após 1860, a fama de Millet propagou-se e os seus proventos aumentaram. As suas pinturas demonstravam uma técnica honesta e concreta, mediante uma composição simples mas eficaz, as suas cores reflectiam os tons da terra, e os desenhos, possuindo grande vitalidade, eram muito directos.
Levantou uma controvérsia social pelo facto de apresentar a vida rural sob um prisma mais realista que romântico.
Em 1867, recebeu a fita da Legião de Honra, mas a sua saúde estava muito abalada com o pesar sentido pela morte do seu amigo Théodore Rousseau. Morreu em Janeiro de 1875.

As Aves Marias, 1859 - Louvre Paris

Os Lenhadores
Victoria and Albert Museum, Londres
As respigadoras, 1857
Óleo sobre tela, 84 x 111 cm
Louvre, Paris


Fonte: Enciclopédia Ilustrada de Pintura, Desenho e Escultura - Grolier Incorporated - 7ª. publicação - 1979

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