terça-feira, 23 de novembro de 2010

Mário Eloy








Mário Eloy
1900-1951








Nasceu em Lisboa, oriundo de uma família de ourives e amadores teatrais. Autodidacta, de espírito profundamente inquieto, fugiu subitamente para Espanha, em 1921, abandonando a família. No entanto, seu pai fá-lo voltar, pouco tempo depois.
Fez parte da companhia de teatro Amélia Rey Colaço – Robles Monteiro, actividade que depois trocaria definitivamente pela pintura.
Em 1924, expôs pela primeira vez, na cidade de Lisboa, de parceria com Alberto Cardoso e, em 1925, sendo aluno da Escola Superior de Belas-Artes, foi convidado por Eduardo Viana a participar no Salão de Outono da SNBS. No ano seguinte partiu para Paris e depois para Berlim, onde em 1931 esteve representado em mostras colectivas na capital alemã, destacando-se a sua presença na exposição da Galeria Flechtheim, subordinada ao tema «ver Cézanne em Paris», onde a sua obra esteve lado a lado com a do próprio Cézanne, Picasso, Braque, Juan Gris, Renoir, Van Gogh e muitos outros artistas, figuras lapidares da arte moderna europeia.
Em 1927, entretanto, havia realizado três mostras individuais, duas em Paris e uma em Berlim, tendo exposto de novo em Lisboa em 1928 e dois anos depois participou no I Salão dos Independentes.
A partir de 1932 e até 1939 exporia em Lisboa, obtendo, em 1935 o prémio Souza Cardozo no I Salão de Arte Moderna.
A partir de então entra numa profunda crise de neurastenia que culminou com o seu internamento na Casa de Saúde do Telhal, em 1945, onde veio a falecer em 1951. Não obstante, continuou a desenhar, praticamente até à morte, altura em que as suas obras estiveram na Bienal de Veneza e S. Paulo, voltando a esta última mostra em 1953.
Em 1958, realizou-se uma grande retrospectiva no SNI onde foram apresentados cerca de cinquenta óleos e cem desenhos seus.

 Amor

O Poeta e o Anjo, 1938
Óleo sobre tela, 80 x 100 cm
Museu do Chiado, Lisboa

Retrato de José Pacheco, 1925
Óleo sobre tela, 192 x 122
Centro de Arte Moderna, Lisboa

Bailarico, 1936
Óleo sobre tela, 80 x 100 cm
Museu do Chiado, Lisboa

Retrato do Pintor Paulo Ferreira, 1935
Óleo sobre tela, 92 x 62,5 cm
Museu do Chiado, Lisboa

Retrato de Matilde Pereira, mãe do pintor, 1923
Óleo sobre tela, 56 x 44 cm
Colecção particular, Lisboa

Fonte: Enciplopédia Ilustrada de Belas Artes, Grolier, Lda. 7ª.  dição 1979

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