quinta-feira, 2 de junho de 2011

Jean-Auguste Dominique Ingres







 Ingres
1780-1867

Pintor e desenhista francês







Jean-Auguste Dominique Ingres, ou simplesmente Ingres como é mais conhecido, nasceu em Montauban, França,  filho de um alfaiate e o primeiro de sete irmãos.
Ingres ganhou fama como retratista, embora acreditasse que a pintura histórica lhe proporcionaria um reconhecimento mais duradouro. Tendo ganho o Prix de Rome, viveu em Itália dirante dezassete anos, regressando a Paris em 1824. Aqui encontrou pouco em comum com os seus contemporâneos franceses, que entretanto tinham “respirado a atmosfera do romantismo”.  Ingres chamou ao seu rival mais jovem, Delacroix, “o apóstolo da fealdade”. Em retaliação, Delacroix declarou que Ingres não tinha “absolutamente nenhuma imaginação”. Na verdade, Ingres não tinha instinto para a narrativa e as suas obras sofrem por isso. Vendo de perto, contém um enorme volume de informações, mas sem energia que as una.
Ingres tinha uma mentalidade burguesa, contudo a sua obra revela, como reconheceu Baudelaire, “uma natureza profundamente sensual”.  É por isso que Ingres é tão admirado. Os seus quadros são pintados com uma materialidade assombrosa, ela saboreia todos os pormenores das roupas e das jóias dos seus modelos abastados.
Ingres regressou a Roma como director da Academia Francesa em 1834. Longe das críticas constantes de Paris, revelou o seu talento para o ensino. Tal como o seu próprio mestre, David, defendia o desenho acima de tudo: “Se tivesse de pôr um aviso na minha porta, escreveria “Escola de Desenho” e tenho a certeza de que criaria pintores”.
Durante toda a sua carreira, Ingres encontrou grandes fracassos e grandes sucessos, contudo, hoje é considerado um dos mais importantes nomes da pintura do século XIX.
Ingres morreu em Paris de pneumonia no ano de 1867.

 Jupiter e Tétis, 1811
Óleo sobre tela
Museu Granet, Aix-en-Provence, França

Louis François Bertin, 1832
Óleo sobre tela, 95 x 116 cm
Museu do Louvre, Paris, França

Sentado numa simples cadeira contra um fundo sóbrio, Bertin, o fundador e director do Journal des Débats, simboliza a burguesia liberal e as suas instituições. Esta retrato soberbamente delineado é considerado um dos melhores do século XIX e sem dúvida um feiro supremo de Ingres.

Fonte: 100 grandes artistas, Circulo de Leitores


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