domingo, 13 de junho de 2010

13 de Junho de 2005



Álvaro Cunhal
10-11-2013
13-06-2005

Político, escritor, artista plástico, resistente e dirigente comunista



1913: Nasce a 10 de Novembro, em Coimbra, filho de Avelino Cunhal e Mercedes Ferreira Barreirinhas.
1931: Com 17 anos, Álvaro Cunhal adere ao PCP, através da Federação das Juventudes Comunistas.
1932: Participa na direcção da Associação Académica de Lisboa.
1934: É eleito para o Senado Universitário.
1935: Eleito para o Secretariado da Federação das Juventudes Comunistas.
1937: Cunhal é preso pela primeira vez, a 20 de Julho.
1939: É colocado a cumprir serviço militar na Companhia Disciplinar de Penamacor.
1940: É de novo preso.
1942: Cunhal adopta o pseudónimo de "Duarte".
1949: Prisão de Álvaro Cunhal numa casa clandestina no Luso.
1950: Cunhal julgado e condenado faz do processo uma afirmação política do comunismo.
1953: É transferido da Penitenciária de Lisboa para Peniche após ter estado doente.
1960: Cunhal foge de Peniche a 3 de Janeiro. Em Dezembro, nasce a sua filha Ana.
1961: Entre Fevereiro e Maio, Cunhal vive no Porto, junto ao Mercado do Bom Sucesso, com a mulher Isaura e a filha Ana. Eleito pelo Comité Central secretário-geral do PCP, passa a viver no estrangeiro.
1974: Revolução do 25 de Abril. Legalização do PCP. No dia 30 de Abril, Álvaro Cunhal regressa a Lisboa. É ministro sem pasta nos Governos Provisórios até 1975.
1975: Nas eleições para a Assembleia Constituinte, a 25 de Abril, Cunhal encabeça a lista do círculo de Lisboa.
1982: Torna-se membro do Conselho de Estado.
1985: Em Agosto, Cunhal publica O Partido com Paredes de Vidro.
1989: Álvaro Cunhal vai à URSS para ser operado a um aneurisma da aorta. Cunhal é recebido em Moscovo por Mikhail Gorbatchov e recebe a ordem Lenine.
1992: No XIV Congresso do PCP, Carlos Carvalhas é eleito secretário-geral, Álvaro Cunhal passa a presidente do Conselho Nacional do PCP.
1994: No Hotel Altis lança o romance Estrela de Seis Pontas e assume que é Manuel Tiago, pseudónimo literário com que assinou na clandestinidade o romance Até Amanhã, Camaradas e o conto Cinco Dias, Cinco Noites.
1996: XV Congresso do PCP. O Conselho Nacional é extinto. Cunhal passa a ter assento apenas no Comité Central.
1997: Cunhal lança um novo romance, A Casa de Eulália baseada na sua experiência na Guerra Civil de Espanha.
2000: Em Setembro, Cunhal é operado a um glaucoma, a operação corre mal e perde a visão do olho direito. A 8, 9 e 10 de Dezembro, o XVI Congresso realiza-se em Lisboa e, pela primeira vez desde o 25 de Abril, Cunhal está ausente de uma reunião magna por motivos de saúde.
2001: Cunhal reaparece em público para votar nas eleições presidenciais de 14 de Janeiro. Depois de votar, declara aos jornalistas: "Estou nitidamente melhor."
2004: Nas eleições europeias, a 13 de Junho, Álvaro Cunhal, pela primeira vez em 30 anos de democracia, não vota.
2005: O Comité Central noticia a morte de Álvaro Cunhal, às 5h e 54, do dia 13 de Junho.
Os desenhos conhecidos de Álvaro Cunhal são os "Desenhos da Prisão", publicados em álbum, em Dezembro de 1975, pela Editorial Avante!. Esta publicação foi uma iniciativa do PCP e teve como objectivo a recolha de fundos.
Os desenhos são feitos a lápis sobre papel e foram executados entre 1951 e 1959, numa cela da Penitenciária de Lisboa, onde passou oito anos em total isolamento, e no Forte de Peniche, de onde se evadiu em Janeiro de 1960.
Durante cerca de dois anos (1949-1951) não teve acesso a qualquer material de escrita ou de desenho, mas em 1951 passou a ser autorizado a receber papel e lápis. Para efeitos de controle, o papel era numerado folha a folha e assinado pelo chefe dos guardas da Penitenciária de Lisboa - Lino -, pelo que há alguns desenhos em que se pode ver uma assinatura, que não é do autor dos desenhos, mas do tal Lino.
Os desenhos de Álvaro Cunhal integram a corrente estética neo-realista. "Se não fossem um capítulo sem continuidade, constituiriam um dos mais interessantes casos do neo-realismo português" (João Pinharanda, 1991).
Óleo sobre madeira
Óleo sobre madeira

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