segunda-feira, 12 de julho de 2010

Gustave Courbet






Jean Desire Gustave Courbet



1819 - 1877)





Gustave Courbet é o máximo representante do Realismo francês.
Nasceu em Ornans, França a 10 de Junho de 1819. Com vinte anos de idade foi para Paris para estudar direito, no entanto, dedicou-se à pintura. Na capital francesa recebeu formação artística, e copiou obras do Museu do Louvre.
Inicialmente, pinta paisagens, especialmente os bosques de Fontainebleau e retratos, um pouco ao estilo romântico. Posteriormente Courbet desenvolveu um estilo naturalista e representou cenas da vida quotidiana, retratos, nus e paisagens.
Courbet participou na Revolução de 1848, embora não interviesse nos feitos sangrentos. A partir de 1849 torna-se realista, recusa a idealização da arte e a beleza arquetípica, nega-se a criar um mundo ideal à margem da vida, ficando a favor da representação directa do meio que nos rodeia, da representação naturalista, anti-académica e anti-clássica.
Escolhe os seus temas, na realidade quotidiana, retrata o trabalho e o trabalhador como um novo herói, a vida ao ar livre, a cidade com as suas ruas, cafés e bailes, a mulher e a morte. Acreditava que a arte poderia amenizar as contradições sociais. A sua pintura suscitou enormes polémicas pela eleição de temas tão vulgares.
A técnica de Courbet caracteriza-se por uma paleta limitada, mas vigorosa, as suas composições são simples, utiliza grossos traços de pintura muito empastada que a maior parte das vezes aplicava com espátula, principalmente nas paisagens e nas marinas, e as suas figuras possuem um modelado sólido e severo.
Courbet foi nomeado pela revolucionária Comuna de Paris em 1871, director dos museus da cidade. No entanto, após a caída da Comuna, é acusado falsamente de ter permitido o derrube da coluna triunfal de Napoleão localizada na Praça Vendôme. Encarcerado e condenado a pagar a reparação da dita coluna, decidiu exilar-se na Suíça em 1873. Lá continuará pintando até a sua morte, a 31 de Dezembro de 1877.
Estúdio do pintor, 1855
A obra é um manifesto do Realismo. Representa o seu estúdio de Paris dividindo a cena em três grupos. No centro encontra-se o próprio Couerbet, à direita, seus amigos, e à esquerda, seus inimigos, as coisas que combateu, os pobres e os perdedores.
O Esterro do Conde Ornans
É um quadro de grandes dimensões, considerado muito escandaloso pela crítica por representar um tema vulgar. O tema é um acontecimento de carácter religioso, O enterro em Ornans. Nenhum dos assistentes reza ou reflecte a sua dor, apenas encontramos umas expressões frias e congeladas. Muito poucos prestam atenção ao ataúde, ou ao padre que está oficiando o funeral.
Auto-Retrato

Courbet pintou também cenas onde aparece a mulher camponesa, mas sobretudo cultivou o nu feminino com grande liberdade.
O Banho, 1853
O quadro despertou grande indignação. Representa duas mulheres junto dum charco. Uma delas, a mais opulenta, aparece quase completamente nua e vista de costas.
A Sesta, 1866
É uma obra tratada com grande naturalismo e cheia de sensualidade. Courbet dá igual realce aos corpos como aos detalhes secundários. Na época foi vista como uma alusão ao pornográfico e à homossexualidade.

Fonte: arteespana



L'Origine du monde (A Origem do Mundo), de 1866, é um quadro pintado pelo realista Gustave Courbet a pedido do diplomata turco otomano Khalil-Bey, que solicitou ao pintor uma pintura que retratasse o nu feminino na sua forma mais crua, por ser coleccionador de imagens eróticas.
Trata-se de um óleo sobre tela de 46 cm por 55 cm que representa um plano fechado sobre o sexo e o ventre de uma mulher deitada nua sobre uma cama, com as coxas afastadas.
Arruinado pelo jogo, o diplomata teve que vender toda a sua colecção, e L'Origine du Monde foi comprado por um antiquário e escondido por trás de um outro quadro de Courbet. O seu dono seguinte, no início do século XX, terá sido Émile Vial, um cientista e coleccionador de arte japonesa.
Em 1910 ou 1913, um aristocrata e coleccionador húngaro, o barão François de Hatvany, adquiriu-o e levou-o para Budapeste. Parte da colecção de arte do barão foi roubada pelo Exército Vermelho durante a II Guerra Mundial, mas depois do conflito o seu proprietário conseguiu recuperar parte da colecção roubada, na qual se incluía L'Origine du Monde.
A obra  foi parar na sala da casa de campo do psicanalista francês Jacques Lacan, que por sua crueza, foi escondido sob uma pintura de madeira do seu cunhado André Masson (1896-1987).
Após a morte da viúva de Lacan, em 1994, o Estado francês aceitou L'Origine du Monde como doação para resolver os direitos de sucessão da família Lacan.
Finalmente, em 1995, a tela de Courbet foi exposta publicamente pela primeira vez na sua existência, no Museu d'Orsay, onde se encontra actualmente.
Curiosidade: A julgar pela venda dos postais com reproduções das obras do museu, é o segundo mais popular da instituição, após Le Moulin de la Galette, de Renoir.

Fonte: wikipedia


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