domingo, 21 de novembro de 2010

Santa-Rita Pintor

Santa-Rita Pintor
1889-1918

O introdutor do Futurismo em Portugal.

Natural de Lisboa, Guilherme Augusto Cau da Costa de Santa-Rita, mais tarde passaria a chamar-se apenas de Santa-Rita Pintor, nasceu em 1890 e foi considerado o iniciador do Futurismo no nosso país.
Formado pela Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, com uma excelente classificação, fixou residência em Paris em 1910, onde contactou com os círculos artísticos vanguardistas, passando a conviver com artistas como Picasso, Marinetti e Max Jacob.
O termo futurista apareceu numa crónica parisiense de Aquilino Ribeiro, de 1912, e chegou até nós em 1914, data em que Santa-Rita estava de volta ao país natal, trazendo consigo os novos ideais estéticos do seu tempo e encarregando-se de os divulgar, tendo introduzido, desta forma, o novo movimento modernista. Esta polémica futurista era mais literária do que artística, pois, no campo das artes plásticas, este pintor estava sozinho. Nesta disputa literária eram determinantes as figuras de Álvaro de Campos, um dos heterónimos do poeta Fernando Pessoa, Raul Leal e Amadeo de Souza Cardoso. O artista colaborou no número dois da revista Orpheu e foi responsável pela edição do primeiro e único volume de Portugal Futurista.
Faleceu em Abril de 1918, (no mesmo ano em morreu Amadeu de Sousa Cardoso), pedindo que toda a sua obra fosse destruída, determinação que foi escrupulosamente cumprida pela família, tendo-se salvado o que ficara reproduzido nas revistas, um ou outro disperso – em alguns casos de autenticidade duvidosa – e a extraordinária cabeça que existe no Museu de Arte Moderna de Lisboa, porventura a obra mais profunda e contundente do futurismo português.
Portador de uma intuição agitada e radicalmente inconformista, Santa-Rita teria sido talvez a personalidade mais importante da arte portuguesa do seu tempo se a morte não o tivesse levado tão cedo.

Cabeça, 1912
Óleo sobre tela, 65,3 x 46,5 cm
Colecção do Meseu Nacional de Arte Moderna (Museu do Chiado), Lisboa

Fontes: Infopédia; Enciclopédia Ilustrada de Belas Artes, Grolier, Lda. 7ª. Edição 1979

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