sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Thomas Gainsborough







Thomas Gainsborough
1727-1788

Pintor notável, tanto em paisagem, como em retrato.






Thomas Gainsborough era, por inclinação natural, um paisagista, mas tornou-se um dos mais apreciados pintores de retratos do seu tempo. O seu género era lírico e tinha a essência da graça rococó, em contraste com o seu rival Reynolds, tinha pouco interesse psicológico ou intelectual por aqueles que retratava.
Era filho de um comerciante de tecidos, outrora próspero, de Sudbury, no Suffolk. Cerca de 1740, foi mandado para Londres, onde não recebeu qualquer instrução académica formal, mas trabalhou com o gravador francês Hubert Gravelor e copiou e restaurou paisagens flamengas do século XVII. Estas paisagens constituíram a principal influência sobre as suas primeiras obras.
Em 1746, Gainsborough desposou Margaret Burr, filha natural do duque de Beaufort, o que lhe proporcionou uma renda anual de duzentas libras. O jovem casal permaneceu quatro anos em Londres, durante os quais ele pintou O Asilo para o Foundling Hospital. Em 1748, morreu-lhe o pai, e ele regressou a Sudbur. Em 1750 mudou-se para Ipswich, e em 1759 foi para Bath, em busca de clientela mais elegante. Nesta altura, já não estava em voga o retrato de pequenas proporções, e a obra de Gainsborough tornou-se mais sofisticada, para satisfazer os clientes mais requintados. Os seus retratos eram agora formais e em tamanho natural, como, por exemplo, Mrs. Henry Portman, de 1763. A influência de Van Dyck, cuja obra ele viu em colecções perto de Bath, levou-o a vestir a alguns dos seus retratos trajos de Van Dyck. Gainsborough pintou muito ao clarão da vela, deleitando-se no jogo da luz e sombra sobre seda e veludo. A maior parte dos seus melhores retratos são de mulheres, mas talvez os mais belos de todos sejam aqueles que pintou sem ter de satisfazer a vontade de alguém, como, por exemplo os dois quadros inacabados de suas filhas, Mary e Margaret, e o seu próprio retrato, também inacabado.
Nos quinze anos passados em Bath, Gainsborough pintou poucas paisagens, e estas, tais como Carro de Ceifa, de cerca de 1767, são mais ricas em cor que as primeiras obras, revelando a influência de Rubens. Em 1774, mudou-se para Londres, onde viveu em Pall Mall até ao fim da vida. Em 1768, foi eleito membro fundador e, mais tarde membro do conselho da Royal Academy, mas em 1773 abdicou, após uma querela por causa da colocação dos quadros, e não voltou a expor na Academia até 1777. Outra desavença levou-o a exibir as suas obras somente em exposições privadas de Verão, na sua própria casa, durante o resto da vida. O rival natural de Gainsborough era Reynolds, pintor com maior penetração do carácter dos seus retratados, mas com menos elegância e graça.
Embora este último fosse fidalgo e o chefe da Academia, foi a Gainsborough que os membros da família real preferiram para pintar os seus retratos.
Durante os últimos anos da sua vida, Gainsborough voltou-se uma vez mais para as paisagens e temas de carácter rural, a que Reynolds chamava «quadros de fantasia». Em 1783, visitou a região dos lagos, onde pintou paisagens da montanha. Foi um dos poucos pintores de sucesso do seu tempo que nunca empregou pintores de roupagens ou outros auxiliares. Para obter efeitos de vivacidade usava pincéis compridos e pintava delicadamente, pelo que as suas obras se conservaram perfeitamente. O método de Gainsborough era demasiado pessoal e lírico para ser copiado, mas os seus «quadros de fantasia» foram imitados durante algum tempo.
As suas paisagens resultaram muito importantes para o desenvolvimento da arte inglesa, pela sua antecipação aos pintores de paisagens do século XIX, especialmente ao maior de todos, John Constable.
Gainsborough morreu a 2 de Agosto de 1788.

Mr. And Mrs. William Hallett, 1785
Óleo sobre tela, 179 x 236 cm
National Gallery, Londres

Mr. And Mrs. Andrews, 1748-1749
Óleo sobre tela, 119 x 70 cm
National Gallery, Londres

Landscape in Suffolk, 1750
Óleo sobre tela, 95 x 65 cm
Kunsthistorisches Museum, Viena, Austria

Mais Obras deste Artista em:

Fonte: Enciclopédia Ilustrada de Belas Artes, Grolier, Lda. - 7ª. Edição 1979

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