terça-feira, 17 de maio de 2011

Man Ray







Man Ray
1890-1976
  
fotógrafo, cineasta, pintor e anarquista norte-americano.






Emanuel Rudzitsky, mais conhecido no mundo das artes como Man Ray, nasceu em Filadélfia a 27 de Agosto de 1890 e viria a morrer em Paris a 18 de Novembro de 1976. Man Ray era filho de judeus-russos emigrados nos Estados Unidos, ainda muito novo mudou-se para Nova York onde estudou arquitectura, engenharia, artes plásticas e pintura.
Em 1921 Man Ray mudou-se para Paris, onde trabalha como fotógrafo e, com esta actividade desenvolve uma nova técnica, a radiografia ou fotograma, criando imagens abstractas, obtidas sem o auxílio da câmara, mas com a exposição à luz de objectos previamente dispersos sobre o papel fotográfico. Ray, utilizou ainda um outro processo nas suas fotografias, o processo de solarização, expunha momentaneamente à luz durante a revelação o papel fotográfico já imprimido, o que alterarava a imagem,  obtendo assim um contorno escuro à volta, parecendo uma foto surrealista


Por volta de 1940 Ray regressa aos Estados Unidos, estabelecendo-se desta vez em Los Angeles, mas desapontado por nos Estados Unidos apenas ser reconhecido como fotógrafo, e não pela globalidade das suas obras, em 1951 volta novamente para Paris passando a trabalhar principalmente na pintura.

"Em lugar de pintar pessoas, comecei a fotografá-las e desisti de pintar retratos, ou melhor, se pintava um retrato, não me interessava em que  ficasse parecido. Finalmente concluí que não havia comparação entre as duas coisas, fotografia e pintura. Pinto o que não pode ser fotografado, algo surgido da imaginação,  um sonho ou um impulso do subconsciente. Fotografo as coisas que não quero pintar, coisas que já existem."
Man Ray
Dali e Man Ray, em Paris
 Kiki de Montparnasse era uma cantora de cabaré em Paris quando foi incumbida de ensinar francês ao americano Man Ray. Algum tempo mais tarde era tudo para ele: Musa e modelo, amante e namorada. Foi ela que o introduziu nos círculos artísticos da época onde ele passou a conhecer artistas como Max Ernst, René Magritte, Salvador Dali, Pablo Picasso e ainda muitos outros da vanguarda artística francesa da altura.

Kiki inspirou-o em muitas fotografias que ficaram célebres na história da arte fotográfica e que hoje, em leilões de arte, atingem preços elevadíssimos. Kiki era aquela jovem com o corpo de violino, decorado por Man Ray com os orifícios do instrumento.


Kiki aparece ainda na fotografia “Preto e Branco”, de cabeça pousada numa superfície e segurando na mão uma máscara africana. Da última vez que esta fotografia foi vendida, atingiu o valor espectacular de 600.000 dólares. O seu valor actual ronda o milhão.

 Departure of Summer, 1914
Óleo sobre tela, 82,50 x 90,20 cm
The Art Institute os Chicago, EUA

Shakespearean Equation, 1948
Óleo sobre tela, 86,50 x 76,40 cm
Hirshhom Museum and Sculpture Garden, Washington D:C:, EUA

 Auto-retrato, 1941
Óleo sobre tela, 61 x 50,90 cm
Hirshhom Museum and Sculpture Garden, Washington D:C:, EUA

Nut Girls, 1941
Fotografia e colagens, 26,5 x 21,50 cm
Hirshhom Museum and Sculpture Garden, Washington D:C:, EUA

  
Além de Kiki de Montparnasse, posaram ainda para Man Ray, Lee Miller, uma fotógrafa americana que se dedicava a reportagens de guerra, e Meret Oppenheim, a famosa artista plástica da xícara de chá forrada de pele. Meret posou nua, com uma palma da mão suja de tinta, junto da roda de uma máquina tipográfica.
Esta fotografia acabou por se tornar uma das mais conhecidas do mundo.

Com 56 anos conheceu em Hollywood a bailarina Juliet com quem acabou por casar. Viveu com ela trinta anos, a maior parte do tempo em Paris. Para o fim da vida, apesar de marcado por uma doença que mal lhe permitia segurar num lápis, nunca deixou de desenhar, mantendo-se fiel ao seu tema preferido, mulheres nuas.
 Man Ray está enterrado no Cemitério de Montparnasse em Paris, onde se pode ler na pedra da sua sepultura, a inscrição: “Despreocupado, mas nunca indiferente”.

Fonte: pesquisa na net (vários sites)

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